2 de junho de 2015

16 horas de son(h)o


Você passa 16 horas na cama. E não, não é fazendo sexo (infelizmente).
O sentimento é quase de renascimento. Se no dia anterior a sensação era de que um trator havia passado por cima de mim (e não, não foi sexo), depois dessas sagradas 16 horas acho que estou pronta pras 16 horas de sexo.

AHAHAHAHA

Brincadeiras à parte, estou no segundo dia das férias.
Dia de planejamento. Ou de rever o planejamento já feito.
Nas caixinhas de som, a nova do Beirut: "No no no", seguida de outras tantas músicas do Devandra Banhart.

O mood humor de hoje combina com o dia: cinza, nublado. E não, não acho isso ruim. Na real, eu gosto.
Acompanha a escrita destas, um chá, de hibisco. O chá aquece uma parte do dia frio.
É engraçado o como eu gosto de dias assim. Tenho a sensação de que a primavera está em mim, tá por dentro. Algo meio controverso, eu sei. Mas dias frios e nublados me fazem florescer por dentro.
Em flores, ser. Ser como as flores é uma boa meta de vida, não?

(Voltando ao dia, já que eu parei pra continuar o parágrafo acima) Ouvir Beirut me fez querer correr, ter um telefone pra ligar e dizer "Ei você ouviu a nova do Beirut?". Me deu vontade de ouvir uma certa voz já esquecida, tantos os dias que não nos falamos. Ou que até nos falamos, digitalmente, textualmente, escritamente, saudosamente.

A meta das férias é me (re?)encontrar. Renovar.
A interrogação saiu ali, meio no automático, meio de última hora.
Na real, estou me perguntando se alguma vez eu já me encontrei na vida.
Talvez. É ruim não ter certeza das escolhas feitas.

Tô me encontrando. Eu juro.
A parte profissional já está bem definida. Aliás, minhas férias são fruto do trabalho. Um descanso merecido.
Só me resta continuar crescendo, aprendendo, reciclando, me empenhando pra ser ainda melhor. Reconhecimento? Vem com o tempo. Problemas às vezes aparecem para superarmos.

O que sobra? "Sobra" a vida pessoal. Sobra o não-relacionamento. Sobra o medo de arriscar um namoro. Sobra a comodidade.
Sobra ausência também. Sobra a falta de ter alguém pra contar do filme bom/ruim que eu vi. Uma música ou uma propaganda. Sobra.

Mas sobre isso, já sabemos, é só deixar o tempo passar.
Agora chega, que preciso dar atenção a minha planilha de férias.





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