29 de setembro de 2015

Conversa (mais ou menos) séria

Papai do céu? Ei, Pai. Tá me ouvindo?
Espero que sim. Acredito que sim.

Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me conceder uma vida, saúde, alimento, abrigo, trabalho.
Obrigada pela minha família. Pelos meus amigos.

Mas vamos conversar?
Como é que fica meu coração? Até quando eu vou ficar nessa inércia. Nesse não amar ninguém.
Você tem alguém reservado para mim? Ou sou eu que não estou pronta? Ou ainda: você quer que eu devote minha vida somente a ti?

Sabe, Pai, essas perguntas me deixam inquietas, e sei que somente Você tem as respostas. Sei também que não me cabe conhecê-las.
Sei também que não sou a melhor filha do mundo. Que às vezes sinto raiva ou penso coisas ruins a respeito de meus irmãos, sei que em muitas ocasiões falho como cristã.
Perdão! Eu juro que não faço por querer.

Voltando ao assunto, Papai do Céu: e meu coração? E essas lembranças? E essas carências repentinas?
Eu sei que está tudo encaminhado. Eu sei que eu tenho que ter paciência.

Me ajuda, Papai do Céu? Me ajuda a me tornar a cada dia uma pessoa melhor. E me dá paciência para esperar corretamente pelos teus caminhos.
Eu sem você não sou nada. Me ajuda a confiar mais, me entregar mais.

Boa noite.

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