7 de dezembro de 2015

Carta para um futuro próximo

Um dia a gente vai entrar num taxi e se dar conta que no rádio está tocando a nossa música.
E mais engraçado do que ouvir a "nossa" música, vamos achar graça do taxista ainda ouvir rádio. Poucas pessoas ainda ouvem rádio por esses dias.

Eu gosto da surpresa, do não saber o que vem depois.
Ainda que você me considere a louca dos horários. Horário que eu nunca respeito quando estou de folga, porque eu não tenho mais pressa pra viver. Eu não tenho pressa desde que encontrei você.


Eu tinha pressa antes de encontrar você. Queria correr com todos os dias, queria ter a certeza de mais um sol nascendo.
Hoje eu só quero ver o pôr-do-sol ao teu lado. Isso me basta.

Eu vejo poesia no encontro das ruas, nas paralelas, nas linhas tortas, por vezes vazias.
O violão preenche a noite. O tempo. O espaço.

Vivo num paradoxo sem fim. Passado, presente, futuro. Dias que passam, dias que vão chegar.


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