25 de dezembro de 2016

Sobre o Natal na minha fantástica imaginação

Eu imaginei algumas coisas pra esse Natal.
Dentro do Mundo Fantástico de Priscila, se passássemos aqui devido às atuais circunstâncias de saúde da vovó, eu iria te buscar na rodoviária na sexta. Chegaríamos em casa, você iria desfazer as malas, e iriamo sair pra jantar: eu, você, papai e mamãe,
Provavelmente algo aqui por perto, ou talvez uma pizza e uma cervejinha aqui em casa mesmo.

Se saíssemos com certeza papai iria falar sobre o comércio aqui ao redor, sobre São José dos Campos, ou de como as coisas eram há inúmeros anos atrás. Ouviríamos suas histórias. Chegaríamos em casa iriamos continuar o papo até por volta de meia noite.

O sábado começaria cedo. Café da manhã. Eles iriam visitar minha avó e eu você ficaríamos em casa. Talvez fossemos para piscina. Talvez a gente aproveitasse os momentos á sós pra saciar alguns desejos.

Se fosse conforme o cronograma, eu e você iriamos os buscar papai e mamãe no hospital. Almoçaríamos fora. Depois seria o misto de alguma visitas: amigos da família e alguns parentes. Com direito a passar no mercado e trazer os últimos preparativos para a ceia.

Casa. Banho. Missa.
Passei a cerimônia toda imaginando como seria ter você ao meu lado durante o rito tão católico, tão familiar pra mim. Por vezes conseguir sentir sua mão esbarrando na minha, numa tentativa de sermos nós, ainda que dentro de uma Igreja. Você faria isso pelo "pecado" de segurar as mãos de outra mulher dentro de uma Igreja, eu faria porque não imagino (imaginava?) passar o resto dos meus dias ao lado de outra pessoa que não você.

Missa terminada, voltaríamos. A caminhada da igreja até em casa dura não mais que 15 minutos. É um caminho gostoso, arborizado, agradável para ser feito nessas primeiras noites de verão. São José está quente.
Na minha cabeça você e papai se dão bem. Muito bem, tão bem que vocês conversam e eu não preciso fazer "sala".
Vocês dois seguiriam mais atrás enquanto eu comentaria com minha mãe mais a frente que jamais imaginava um Natal assim.

Em casa, a ceia simples. O vinho. Nossas cervejas. Mais conversas. Arrumar a cozinha. Ver um pouco de tv. Aquela cena bem típica: eu deitada no seu colo enquanto você mexe no meu cabelo. Aliás, você lembra de como você gosta de mexer no meu cabelo?
A gente iria pegar no sono. Meus pais iriam dormir e só desligariam a tv. Minutos depois acordaríamos e conversaríamos sobre tudo. Sobre 2016. Sobre nosso encontro. Sobre como é incrível quando estamos juntas.

Dentro da minha cabeça assim seria nossa véspera de Natal.
Na minha imaginação essa simplicidade toda é capar de acontecer. Ou era.

Sabe, eu senti sua falta. Senti falta de receber uma mensagem tua. Senti falta de você perguntando se está tudo bem.
Mas é o que você disse: a gente já não faz mais parte da rotina uma da outra.
Isso me entristece.
O ruim disso tudo é que quanto mais eu tento esquecer mais eu lembro. Tento ocupar a cabeça com inúmeras outras coisas... Ainda assim, sempre tem um momento no dia em que você aparece.

Eu acho que você está bem sem mim. Acho que só eu to aqui pensando em tudo o que poderia ser.
Acho que dessa vez eu realmente estou sozinha.
Eu me pergunto cada a moça que não sabia lidar com o que sentia de tão intenso que era. Me pergunto onde está toda essa intensidade.
Me pergunto se poderia ter sido diferente. Será?

Estou seguindo.
Não é fácil, mas não é impossível.

23 de dezembro de 2016

Sobre meu humor de quinta

Eu gosto de irritar.
Eu gosto de tirar as pessoas do sério. Gosto de levar as pessoas ao limite.
Só faço isso quando gosto. Só faço isso quando eu amo. Do contrário não perderia meu tempo gastando energia com o que não me serve.

Um erro?
Talvez.
Infantilidade? Um pouco. Eu sou uma eterna criança.
Se você diz que eu carrego o inferno na cabeça, eu respondo mentalmente "Está no inferno? Então abrace o capeta"
Sou um anjo. Decaído obviamente, mas um anjo.

Não sei passar em branco.
Sei dar tranquilidade? Óbvio. Mas não existe paz sem guerra.

Hoje foi um daqueles dias em que acordei de péssimo humor.
Ando irritada. Aceitar que meus pensamentos estão corretos em relação a algumas coisas me deixa irritada.

Eu não sou um problema ambulante.
Os problemas é que acontecem perto de mim.

Ela diz que eu não trago uma notícia boa. Trago, sim, meu amor.
A notícia boa é: a vida é incrível.

Na real, eu irrito quando quero conversar.
Quando quero consertar.

Eu bato primeiro pra só depois assoprar.
Eu estou irritada com a covardia dela. Com o medo dela.
Bem irritada. Odeio gente sem atitude.

No mais, acho que vou perder minha avó em breve.

16 de dezembro de 2016

It's Friday, I'm in (a ending) love

Sexta-feira.
A conversa da terapia ainda está ecoando por aqui.
Três décadas de história sendo reviradas em apenas duas sessões.

Para cada dez anos de vida eu sofro de ataques de ansiedade que me paralisam. Por quê?
O que há de comum nesses relacionamentos? O que traz à tona a explosão da minha (tão sempre bem guardada) represa de sentimentos?

Nesta sexta acordei pensando nos planos, no Natal que eu queria passar em família. E por família inclua-se ela.
Pensei nesse e nos anos futuros. Pensei em como faríamos pra dividir a presença nas duas famílias.

"- Natal a gente passa em São Paulo e no Ano Novo vamos pra Minas, pode ser?"

Inúmeros diálogos que não vão existir.
Como sempre eu me fodi. Malditas expectativas. E isso é muito mais sobre mim do que sobre ela.
Eu esperava que ela tivesse coragem de lutar por um amor (ou pelo nosso amor) da mesma forma que eu.
Não me cabe julgar. Por mais que eu julgue. Entendo os motivos. E estou disposta a ajudar, mas aí a gente entra naquela conversa sobre adição: Não dá pra ajudar alguém que não quer ser ajudado. A única pessoa que pode fazer algo para resolver tudo isso, não sou eu.
Eu já percorri todas as opções possíveis e sou bem capaz de sair de casa, trocar de emprego, mudar de país.

Já ela...
O medo paralisa.
Não vou julgar.

Está doendo. Está doendo me convencer de que não devo insistir. Está doendo desistir. Está doendo.
E como dói. Dói ter que colocar na cabeça que não posso estar disponível. Dói seguir em frente. Dói pegar todas as lembranças e colocar numa caixinha. Dói tirar o Mag da cama e colocar num lugar onde meus olhos não podem ver. Dói sentir algum vestígio do perfume que um dia ali esteve presente.

É tudo sobre as minhas expectativas. Sobre a coragem que esperava que ela tivesse.
É sobre esperar passar o resto da vida com alguém. É sobre acreditar que dessa vez ia dar certo.

Mas não deu, cara.
Aí eu volto a chorar. Essa semana é a segunda vez. Semana passada eu chorei todos os dias.
E cada vez que eu olho pra frente, pras coisas que eu quero fazer eu preciso me desviar de um plano ao qual sem querer eu acabo acrescendo um nome.
Pensei nas férias, nas viagens. Pensei em shows.
Como é foda querer dividir a vida e não poder.

As perguntas permanecem.

10 de dezembro de 2016

Sobre a véspera

E a chuva torna a cair em São José dos Campos. Chuva pra mim é benção, afinal água é vida. A chuva molha a terra, molha a alma.
A gente planta, espera, acredita. A gente ama. A gente sempre mantém a fé de que vai ser melhor. Ainda que cada um acredite em algo diferente, em Deus, deusas, ou até mesmo não acredite, a gente ainda assim acredita que, de alguma forma, as coisas vão ficar melhores.

Mais um ano. Menos um, segundo os pessimistas.
Eu tenho fé de que plantei coisas boas. Só me resta esperar, deixar a chuva chover, o vento ventar, o rio correr e a Terra girar.

Hoje eu queria uma bebida, um abraço bem específico. Queria ser parte, queria estar presente. Acho até que queria ser eu o presente.
Uma lágrima escorre.

Em sempre vou te encontrar em cada detalhe do meu dia.

6 de dezembro de 2016

Hoje, morrer seria menos dolorido.
Escrevo pra tentar de chorar. É em vão.

Vínculos

Vínculos.
O que é essa coisa de criar vínculos?

Sei lá, eu me acho tão filha da puta quando percebo que tudo é uma questão de tempo. Pra acontecer, pra esquecer.
Tudo é tempo.

Ninguém é insubstituível. Não que dê pras coisas serem exatamente da mesma forma com todos. Sei lá, só acho que com o tempo, com a distância, pessoas, coisas situações, quase tudo deixa de fazer sentido.

É uma frieza. É um não ligar.
Não é que não dói. Dói. Sofro.
Mas eu sei que não é pra sempre. E isso alivia. É como se eu tivesse sempre alguém a me lembrar: calma, já vai passar.



Resgatei esse post de anos atrás. Muitos anos, diga-se de passagem. Na verdade dois anos. Dois anos é muito ou é pouco?

E parece que algumas coisas não mudam por aqui. Parece que eu vivo em ciclos eternos.
Em que momento da vida eu estou?
Num momento onde tenho certeza das escolhas que eu gostaria de fazer, mas ao mesmo tempo as minhas escolhas não dependem só de mim para ser completas.
O que me resta? Resta ir vivendo.

Eu sempre tive e sempre vou ter inúmeras perguntas. Especialmente porque o silêncio me incomoda quando há distância.
Silêncio só é bom quando há proximidade, porque aí há cumplicidade. Porque há um olhar, porque há o toque.

A distância precisa ser preenchida. Com palavras. Com gestos.
Como é que a gente sabe que vai valer a pena?
Como é que a gente sabe que vai ficar tudo bem?

Eu quero as respostas. E as respostas não dependem de mim.
Me resta ter paciência. E eu não sei se eu consigo conquistar essa virtude.

O que eu tenho a perder?
O que os outros tem a perder?

Eu sei quem sou e do que sou capaz.
Dou meus pulos, minhas voltas, faço meus "corre". Faço acontecer.

Paciência, eles dizem.
Paciência, eu peço.

Aos poucos vou desistindo. Não por não gostar, porque se tem uma certeza nessa história é o quanto amo.
Ontem eu lembrei de algo importante que eu disse a mim mesma: amo? sim, mas não sou idiota.

Vou deixar a porta aberta. Tô indo ali cuidar de mim.

28 de novembro de 2016

Leve

A vida tem o peso que a gente dá em cada coisa.
Entrei num pacto comigo mesma de ser leve.

Pegar leve comigo, pegar leve com os outros. Leve.
Levar pra longe as tristezas, as angústias. O passado.

Um dia de cada vez. Voltar a me exercitar. Voltar a ter paz.
Parece que, por enquanto, está funcionando.

24 de novembro de 2016

Dos rascunhos que eu retomo

Eu acho que eu nunca consegui dizer o quanto ou como eu amo.
E eu acho que isso talvez não seja necessário, mas escrevo por vontade de colocar na história toda essa coisa, esse romance proibido, esse Romeu e Julieta pós-moderno que me mata dia-a-dia.

Demorei na vida pra entender o que era amor-próprio. Demorei mesmo. Porque fazer a conexão entre amor e vida não foi uma coisa simples.
Estou me expondo? Talvez. De certa forma a exposição é necessária, não por necessidade de atenção, mas por necessidade de dizer.
Palavras me sufocam. Eu fico sem ar, as lágrimas vão surgindo.

Paro texto na linha acima. Retorno depois de inúmeros acontecimentos.

Isso aqui sempre foi meu muro das lamentações.
Eu preciso criar forças pra ressurgir.

Sinto raiva por ter acreditado no "Eu te amo" alheio. Raiva porque até o mais inocente dos homens saberia logo de cara que a relação entre um pinguim e um panda jamais daria certo, por mais que ambos sejam monocromáticos.

Eu não sei o que sentir.
Eu não faço a menor ideia de como começar a esquecer. Eu sei que eu tenho seguir em frente.
Se ela vai se arrepender? Talvez. Não posso pagar para ver.

Eu sei que está doendo.
Pra cacete.
Dor. Dor. Dor.
Tudo é dor. Dor e questionamentos. Perguntas que surgem como agulhas num voodoo.

21 de novembro de 2016

Sobre o fim (mais um)

Mais uma vez vamos escrever sobre encerrar ciclos.
Eu acho que depois de tantos anos eu desaprendi a sofrer por amor.
Foi um nocaute tão certo, tão rápido e tão intenso.

É como se eu tivesse jogado fora os últimos dez anos de vida. Todas as experiências, todo o meu saber, todas as minhas histórias de nada servem agora. Nada do que vivi antes serve para me dar amparo.
E fica tudo tão louco, tão dolorido. Fico sem esperanças.
Sem esperanças de que a vida pode ser boa.

Um, dois, três, quatro. Quinze comprimidos. Em nenhum deles está a cura para minha loucura. Em nenhum deles encontro a cura para a distância, para os desentendimentos, para a minha ansiedade.
Eu não sei ficar sem fazer nada.

Qual vai ser o foco daqui pra frente?
Não faço ideia.

Amores por inúmeras vezes são esquecidos.
Eu não quero discutir se ela me ama ou não. O meu maior medo agora é o de ser esquecida.
Eu me agarro as lembranças. Me machuco cada vez mais.

Cada novo machucado é uma dor nova.
Alguém sabe sofrer?

Eu me pergunto todos os dias: será que aquela mãe tem noção do furacão que ela causou?

Recomeçar.
Voltei dez anos no tempo.


2 de novembro de 2016

Sobre sensações

A estranha sensação de ser água.
Fluir.
Sem forma.
Escorrendo por entre os dedos por aí

22 de outubro de 2016

O ladrão

Fui tomada momentaneamente por um verdadeiro "fogo no rabo".
Cheguei do trabalho e os planos eram curtir minha doce residência, ler ou ver algum seriado. Ouvir música.
Cozinhei. Escrevi.
Escutei coisas novas.

Eis que das conversas no mensageiro instantâneo surgem convites. Um. Dois. Três.
A noite é uma criança. Amanhã eu não preciso acordar cedo.

A vontade de sair e me divertir é grande.

Optei por ficar em casa.

Por que?

A ocasião faz o ladrão.

Vou agir de forma correta. Porque o correto é sempre mais difícil e ninguém nunca disse que iria ser fácil.

Privação? Não, eu diria que são escolhas. Abro mão de muita coisa pra continuar sendo correta.

17 de outubro de 2016

Sobre um "Bom dia" não recebido

Existem dias bons, dias ruins e dias como hoje.
Eu penso muito. E o que eu mais penso é em como a gente gere o próprio tempo. Eu deixo passar muita coisa que eu deveria fazer e não faço.
Mas nunca deixo de dar atenção pra quem gosto. Nunca deixo de responder uma mensagem quando vejo, que seja apenas um emoticon.
Acho que se você tem tempo para fumar um cigarro você tem tempo para mandar um "bom dia".

Hoje a minha cabeça tá repleta disso: do "bom dia" que não veio.
Estou problematizando? Talvez.
Cada um com suas prioridades.

5 de outubro de 2016

Pronomes

Sabe o que é que é? É que eu penso em pronomes.
Eu, tu, eles, nós...

Singular. Plural.

Tô chateada. E verborragia nenhuma vai resolver essa chateação hoje.
Silenciar às vezes faz bem

1 de outubro de 2016

Dia #6

Pensar às vezes faz bem, mas pensar junto é ainda melhor.
O meu problema sempre foi pensar demais.

Essa saudade é insuportável.

30 de setembro de 2016

Dia #5

Sobre o dia 4 nem foi um dia tão em silêncio assim.
O que me restam são perguntas.
Inúmeras.

Eu tenho meu lado da história.
Estou tocando minhas coisas. Tentando fazer meus planos acontecerem.

O que, de fato, é nosso?

29 de setembro de 2016

Dia #4

Será que você faz ideia do quanto é difícil pra mim ficar tanto tempo sem falar?

Ontem foi aquele dia em que tudo o que eu queria era compartilhar as coisas boas do trabalho...

Essa ausência está me tirando o pouco de sanidade que eu ainda tinha.

Em compensação estou um pouco mais paciente.

E lá vamos nós. Mais um dia pra conta.

27 de setembro de 2016

Dia #2.3

Estar tão perto e tão longe.
Me sinto sozinha.
Me sinto abandonada. Ficar sem notícias é a pior das torturas.

Não sei lidar direito com essa coisa de inércia.
Estou me perguntando se você ao menos tem curiosidade em saber como estou.

Eu passo meus dias te esperando.
Me veio uma música na cabeça, aposto que você conhece Maná - En el muelle de San Blas

Não quero enlouquecer com essa história.
Mas estou quase.

Dia #2.2

O segundo dia amanhece dolorido.
Dilacerando.
A dor paralisa.

A sensação é de que meu corpo está sentindo toda a carga de pensamentos e sentimentos.

Acordei com náuseas. Enjoada da vida.
É quase desesperador 

Preciso manter o foco. Mas foco no que?
Na espera? Na vida? O que devo pensar? O que posso esperar?

Esse exílio é torturante.
Continuo aguardando noticias do front.
Espero que esteja tudo bem, afinal só me resta esperar.

Dia #2.1

Insônia novamente.
O primeiro dia já passou.
Estou num misto de ansiedade e tristeza.  Os dias ficam vazios quando não se pode fazer algo que se faz sempre.

Um simples "bom dia" faz muita falta.
Hoje eu quis falar sobre música. Estava ouvindo Stereophonics.
O assunto era rock britânico.
Como tem coisa boa, não?

Estou no aguardo de um sinal.
Será que você lembra que eu me escondo aqui?

40 minutos do segundo dia.
Tempo e distância são relativos. Espaço também.

Eu continuo a te esperar, como um noivo que aguarda a triunfal entrada da amada na igreja...

26 de setembro de 2016

Dia #1.3

Acabei de ficar sabendo que retorno a São Paulo amanhã pela manhã.
A vontade é de ir correndo te contar. Me seguro firme aqui. O propósito é esperar.

E s p e r a r.

A única coisa que eu sempre tive dificuldade pra fazer: esperar.
Estou aprendendo. Me forçando a ficar quieta aqui no meu canto. Respeitando.

Eu só queria saber como estão as coisas por aí.

Dia #1.2

Dormi até que bem.
Só foi difícil controlar a vontade de te desejar "Bom dia".
Não me recordo dos sonhos.
Acho que vou dormir o máximo que eu conseguir assim consigo ficar em silêncio.
Tem algo doendo bastante por aqui.

Dia #1

Se eu não surtar essa semana eu não surto nunca mais.
E acho que eu nunca disse isso de forma tão séria.

Respirando fundo desde já.
Preciso ser forte.


Edit: trilha sonora: Oasis.

25 de setembro de 2016

Desabafos de um domingo a noite

Okay.
Hora de tentar organizar tudo por aqui.

Eu estou tentando me manter forte, mas tudo o que eu tenho vontade é de deitar no colo da minha mãe e chorar.
Chorar porque a vida não é esse mar de rosas e eu não sei ser forte em 100% do tempo.
Não faltam amigos, não faltam esperanças, eu só não sei lidar com essas rasteiras que a vida me dá.

Foge do meu controle as situações alheias. Eu, controladora de tudo, aspirante a deusa onisciente e onipotente, não sei lidar.
Tem dias, como hoje, em que acho que talvez morrer seja mais fácil. Não falo de suicídio.
Não penso nisso faz tempo. Já pensei? Já. Há muito tempo atrás.

Não sei ser fraca. Também não sei ser forte. O que eu sou? Um amontoado de perguntas sem respostas.
Uma certeza? Eu quero mais do que tudo que isso dê certo. Que no fim, todos esses malditos segundos longe, valham a pena.

Eu sou desconfiada.
E ao mesmo tempo sou uma criança inocente, que acredita em (quase) tudo o que dizem.
Só que eu me cobro demais. Então a minha ação deve ser igual ao que penso. Isto é, ajo conforme penso. Tem que ter uma sintonia.

Eu cansei de usar máscaras. Cansei porque dói. Então eu sei o quanto dói desapontar quem a gente ama por usar máscaras.
E entenda "por quem a gente ama" por pai e mãe.

Eu cansei de viver pros outros tem um tempo. Eu só me fodi enquanto eu quis viver pros outros, agradar todo mundo.

Passei 3 anos na porra dum hiato.
Três anos me jogando no trabalho porque era a melhor coisa ser feita. Porque de alguma forma o trabalho me dava a sanidade de continuar vivendo.
Agradeço por isso.

Aliás, agradeço por tudo.

Só que hoje tá difícil. Hoje tá bem difícil não ser parte.
Eu queria me sentir útil, mas só sou útil longe.

Eu preciso dar espaço.
Como dar espaço e ser parte da solução ao mesmo tempo?

Todos os meus sonhos.
Todos os meus planos.
Todo o meu amor.

Tudo isso passando diante de mim sem que eu possa tocar.

Hoje eu só quero chorar. Passei o dia inteiro segurando essa vontade absurda de tacar o foda-se e desaparecer.
Vou me repetir: me sinto inútil.

Eu só queria ser o porto-seguro.

20 de setembro de 2016

Cartas pra mim mesma

Oi ser humano.
Então você passou o dia bebendo novamente? É isso o que você espera da sua vida?
Acho que estou tentando preencher o vazio da distância com as coisas erradas.

Preciso voltar a correr, preciso comer direito, preciso estudar, preciso de inúmeras coisas que eu não faço.
Eu me prometo ser uma pessoa melhor por amor, mas nem sempre consigo.

Daqui um tempo eu sei que não vou me orgulhar das coisas que deixo de fazer.
Onde estão as rédeas da vida?

Agora é hora de respirar, inspirar e não pirar.
Ansiedade batendo a mil. Não adianta querer que tudo seja perfeito se você não sai da cama pra fazer as coisas acontecerem.
Não adianta dizer que confia e ficar aí pelos cantos remoendo o ciúme.

Você sabe que confia. Então pra que o drama?
Você também sai pra beber e mesmo bebendo sabe que o seu pensamento é só dela e de mais ninguém, por que com ela vai ser o contrário?
Ela também pensa em você. Pelo menos você - e eu (sua consciência) - acredita nisso.

Eu fico nessa piração de falar comigo mesma.
Olhar o celular a cada 5 minutos não vai resolver.

Vai ficar tudo bem. Sempre fica.

18 de setembro de 2016

Cartas de quem corre

Eu às vezes corro pra cá.
Corro pra inventar histórias, pra fantasiar romances, pra imaginar cenas.
Corro pra falar das minhas fraquezas e inseguranças. Incertezas. Inconstâncias.

Quando tudo o que se quer é um abraço. Quando o tempo insiste em se arrastar.
É pra cá que eu corro, pro meu cantinho.
Escrevo cartas sem remetente.
Cartas à ninguém especificamente.

Tento rimas, usos gírias, faço a prosa.
Atravesso rios, mares, te compro uma rosa.

A vida vai seguindo.
Vai doendo.

Tem dias em que minha cabeça é meu próprio inferno.
Tem dias em que eu rezo pra não pensar.

5 de setembro de 2016

Uma forma de registrar pequenos momentos

De alguma forma eu precisava registrar isso em algum lugar. De alguma forma a música me tocou.
De alguma forma eu sei que aqui é um dos meus lugares seguros. De alguma forma eu sei que você não passa por aqui.
De todas as formas: eu te amo.


Como eu gostaria que você soubesse
O quanto eu te quero
E o que eu faria pra te manter feliz

Te quero outra vez como te quis
Sempre que a lua vai ao céu
Fico sonhando acordado conversando com você
Te imaginando do meu lado
Preciso lhe contar minha paixão
Preciso ocupar seu coração
Preciso lhe contar minha paixão
Preciso ocupar seu coração

Sei que amar faz penar
Tento encontrar um caminho pra te aniar
Protejo este amor pra ser só teu
Receito este amor maior que eu
Protejo este amor pra ser só teu
Receito este amor maior que eu

Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim

Meu amor tem nome e é uma fêmea
Seus faróis enxergam o alto
Seus transformadores dons inspiram e festejam o bem
E eu, louco em mim
Só desejo tempo para permanecer em sua festa
E amá-la de forma que ela perceba
E eu não precise jurar
Esse sentimento me envaidece
Saio por aí e dá vontade de gritar seu nome ao infinito
Mas não conto pra ninguém
Ela pode sentir o meu melhor
E isso basta no meu repertório de felicidades
Como as pérolas radiantes que a envolvem
Quero voltar aos sedosos braços dela
E dizer te amo, como da primeira vez

Dois amores, dois grudados
Um abraço entregados
Em carinhos que desejam não ter fim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Em mim

23 de agosto de 2016

Insira aqui um título pra falar de saudade

Hoje é mais um daqueles dias em que fica difícil não chorar de saudade.
A cerveja embala as palavras enquanto escuto Maglore. De novo e novamente.

A chuva molhou São Paulo no final de semana. Já minhas lágrimas molharam a camisa, o travesseiro, a vida. A chuva foi o Universo colocando pra fora o universo que há dentro de mim.
Eu sou meio boba com algumas coisas. De alguma forma eu me sinto conectada com o tempo, com o espaço, com a atmosfera, com tudo. Especialmente com o tempo. Não com o tempo no sentido de passagem de minutos e segundos, mas com o clima. Porque o passar de cada dia, hora, minuto e segundo não é do meu controle, se fosse as semanas passariam rapidamente e nossos encontros seriam demoradamente deliciosos (por enquanto são só deliciosos).

Meu rosto queima. Não sei se é a cerveja, se são as lagrimas, se é tudo isso junto e misturado.

Como é que eu faço pra te fazer a pessoa mais feliz do mundo?

1 de julho de 2016

Domingos...

Por aqui tá tocando Oasis... "Say that you'll stay..."
A única coisa que consigo pensar é que somos como o Sol e a Lua tentando parar o tempo.
Teu olhar é repleto do azul de um céu de brigadeiro, enquanto o meu é da cor da tempestade que chega...

Cheguei tem pouco tempo do trabalho e queria te ligar. Já é tarde e eu não quero incomodar, por mais que a saudade hoje esteja mais cruel do que o de costume.

O cansaço vai me impedir de organizar as palavras.

Tá foda.

28 de junho de 2016

Cartas para um furacão

Eu falo demais.
Defeito de fabricação detectado ainda na infância. Umas duas professoras reclamavam muito sobre a pequena Priscila.
Durante um bom tempo eu era obrigada a ficar isoladinha na classe, porque eu terminava primeiro a tarefa e começava a tagarelar e não deixava os coleguinhas terminarem.
Voltei pra infância e adolescência nas últimas semanas. Por diversos motivos. Motivos bons, ruins ou excelentes.

Voltei a ser um neandertal também. Depois volto nisso.

O que eu realmente preciso dizer, e talvez a escrita poupe longos áudios no whatsapp ou talvez eu simplesmente precise organizar minhas ideias e vejo neste espaço uma extensão de coisas que acontecem ou que eu simplesmente imagino, enfim, o que eu preciso dizer é que tenho vivido de flashbacks.

Por quê?
Porque passo a semana lembrando de pequenos momentos. De toda uma história. Das últimas semanas.
De como me perco e me reencontro. (Nessa parte insira Lost Stars "Take my hand, let's see where we wake up tomorrow...")

É estranho pra mim depois de tanto tempo sentir essas coisas. É estranho ver meu sexto sentido dando sinal de vida.
Ação, reação.

Coisas pequenas têm tomado proporções gigantescas. É o furacão.
Apesar dos mais de trinta nas costas eu não sei lidar com algumas coisas. Com relacionamentos. Com pessoas. Parece que sim, mas não. Na real eu não sei lidar com o meu presente, porque ele é diferente de tudo o que já aconteceu antes. Completamente diferente. Por inúmeros motivos.

Ontem a tarde me peguei pensando em algo extremamente bobo. Eu sempre achei que eu tivesse uma "quedinha" por olhos claros. Fato: chamam atenção, são raros, já tive minhas paixonites, não eram parte da minha vida.
Ok, esse não é o ponto. O ponto é que numa sala com mais olhos azuis e verdes do que a média da população brasileira eu me dei conta que não são os olhos, é a maneira de olhar que me encanta. E aí pensei que... que... Deixa pra lá. Eu não sei admitir algumas coisas. Não admito fraquezas. Tenho um novo "calcanhar de Aquiles".

Nesse ponto a gente volta pra aquela parte lá em cima onde eu disse que voltei a ser criança e adolescente nas últimas semanas.

Estar apaixonada depois de tanto tempo, depois de fugir de tantos relacionamentos, fugir de responsabilidades e expectativas, me traz de volta à adolescência. Só que dessa vez é diferente.
Eu tô fazendo uma zona com tudo isso. Porque eu não sei esperar. Eu não faço ideia de como faz pra esperar.
Eu carrego intensidade nas veias. Intensidade, ansiedade. Coisas que sobram por aqui.

Tudo o que têm acontecido esse ano tem me ensinado lições legais.
Eu sei bem o que quero. E eu fico igual criança mimada, porque o quê eu quero eu quero agora. É um medo de morrer sem viver tudo...
"Tempo é a palavra que nos define" Concordo.

Eu sei que a vida não é um jogo. E eu sei também que eu levo como se fosse um jogo. Regras. Rodadas. Dados. Sorte.
Tô precisando de alguém com paciência pra me ensinar a viver de outro jeito.
Já dei uma acordada em relação a algumas coisas.

Uns dois meses atrás eu sai pra correr com uma amiga. Ela treina. Eu corro de malandragem. Corro pra fugir ou pra me reencontrar, é mais físico que qualquer outra coisa, hormônios...
Nesse dia ela foi me acompanhando e pediu pra eu segurar um pouco, porque eu gasto muita energia no começo...

Lição pra vida. Ir mais devagar.
Eu não acredito em sempre. Nada é pra sempre. Nem eu, nem você, nem meus pais, nada. Eu acredito em coisas que podem ser "por toda a vida".

Penso alto "Vem correr comigo?"

Nesse momento toca Maglore, Dança diferente.
Vou fechar a janela, acho que entrou um cisco aqui. Ando emotiva.

Eu sou uma manteiga derretida quando estou sozinha. Coisas raras: outra pessoa me ver chorar. Não saio da minha fortaleza assim tão fácil.
E já nem sei porque é que tô dizendo tudo isso. Ou sei.

Aliás, eu sei bem.
Sei que tô tentando organizar as palavras, sei que tô com um medo enorme de perder.
Perder muita coisa. Não é uma questão de expectativas. Mas perder o acesso a momentos que quando são vividos são únicos e especiais, justamente porque é incrível essa coisa de não termos expectativas.
De não ter peso. De não ter cobrança.
Eu faço o que quero, quando eu quero.

Falando novamente em jogo e em medo: tenho medo de você perder o interesse.
Sou incrível, mas ao mesmo tempo eu duvido se sou tão incrível assim.

Foda, né?
Desculpa por minha cabeça ser uma zona e minha boca quase impossível de ficar calada.

27 de junho de 2016

Ressaca

Minha cabeça tá uma zona.
Meu coração tem tanta certeza de algumas coisas, mas meu problema sempre foi a cabeça.
A cabeça que diz pra ir devagar e eu não escuto. A cabeça que tá repleta de pensamentos.
A cabeça que me atormenta.

Amanheci pensando.
Bebi pensando.
Falei sem pensar.

Disse tudo o que eu queria ter dito.
Mas eu deveria ter dito?

Tá confuso.
Estou com medo.
Eu não te conheço.

Penso por um instante em colocar um ponto final nessa história.
Tem algo doendo aqui.

21 de junho de 2016

Sobre eu tentar não ser clichê na madrugada. (Ou viadagem)

Sabe quando você quer muito gritar algo aos quatro cantos do mundo, mas ao mesmo tempo quer guardar algo incrivelmente bom só com você?
Tô nessas.
E tá faltando palavra.
E São Paulo ficou perto.
E não existe distância.
E tem um monte de E's.
E tem suspirinho. E tem sorriso bobo.
E tem playlist. E tem céu azul, céu nublado. E o clima não importa mais.

Tudo ficou azul, clichê, eu sei, me desculpa.


CARALHO. CARALHO.
Tá faltando palavra.
E o que me deixa mais feliz é que dessa vez eu não tô sozinha nessa história.



Clichê.
É, eu sei.
Mas ao mesmo tempo que tudo é tão óbvio, chega a ser engraçado a zona que tá por aqui.
E eu tô adorando.

"A gente se combina, a gente tem tudo a ver
Se é coisa do destino, eu já não sei te dizer"

9 de maio de 2016

Chuva de outono. Ou como falar sobre lágrimas.

Levo em mim todas as tormentas do mundo. Não da forma lírica como eu gostaria, mas é que eu saio esparramando palavras à torto e à direito, como quem carrega um balde cheio d’água.
É salgada a água que levo. Plantei lamúrias, colhi lágrimas. Carrego os frutos num balde por aí.
O balde pesa. Eu paro e penso.
Eu peso as lágrimas. E vou carregando dentro de mim mais coisas do que posso aguentar, vou rompendo as barreiras... Vou me recriando... Me refazendo. Me “recoisando”. Deixando a represa arrebentar...
Eu me devoro, me desfaço. Às vezes em lágrimas.
A tormenta que chega é chuva que cai. Cada gota uma lágrima.
Lá fora faz sol, mas aqui dentro chove. Lá fora tudo é bonito, mas aqui, aqui é cinza.
Eu gosto de cores gris. Eu gosto do outono. Mesmo que lá fora não chova, no outono aqui de dentro, sempre chove.
Há um mar dentro de mim.
A ressaca chega. O tempo vira.
O tempo passa...
E vou virando a vida às avessas. E aí o meu mar, vira alegria. A lágrima, antes fruto da lamúria plantada, agora lava a alma. De alma lavada, me sinto alva.
A semana termina.
Eu recomeço.

21 de abril de 2016

Do ìndio

Você me disse, dia desses, que gosta da maneira como escrevo, como demonstro alguns sentimentos.
Era o dia do Índio, eu me lembro bem. Era o seu aniversário.
Justamente por isso, resolvi hoje fazer do vinho companhia e das palavras um registro sincero de tudo que se passa por aqui.
Poucas vezes eu te desejei como desejo hoje. Até porque me pego perguntando inúmeras vezes é possível querer alguém assim, sem nunca ter visto, sem nunca ter tocado?
Nossa história é repleta de reviravoltas. Talvez por isso eu tenha essa curiosidade, esse desejo ardente de provar dos teus beijos, essa vontade louca de querer te conquistar. Talvez porque no fundo eu seja uma contadora de histórias (não à toa eu cursei jornalismo) e essa (nossa?) história fica cada dia mais louca, mais interessante.
E você, que sempre gostou do que eu escrevo, se torna hoje inspiração. Se torna a companhia que eu queria pra esse final de noite, o toque que eu queria em minha pele.

29 de março de 2016

Sobre a noite passada

Cada noite é o mesmo tormento: quanto mais eu tento não pensar em você mais eu penso.
Quanto mais eu procuro motivos para não gostar, mais motivos você me mostra.

Mesmo sem eu pedir, mesmo quando eu não te procuro.
Tá ficando impossível não sorrir com uma mensagem tua, tá ficando impossível não ficar feliz do teu lado.

Tá ficando impossível não te querer...

Será que você imagina?

Ainda que falte a luz, na penumbra eu vejo teus lábios.
Tenho evitado te olhar nos olhos. É medo.
Medo que você perceba essa represa de sentimentos prestes a romper.

26 de março de 2016

Bolhas pela taça

A gente mata uma garrafa de vinho na sexta-feira da paixão. Um gole, um sorriso, um doce. A sede que ainda persiste por aqui é a dos teus beijos.
Faz tempo que não escrevo, faz tempo que venho evitando me alongar nesses pensamentos.
É um tanto quanto difícil te olhar e não querer te tocar, não procurar desculpas para um encontro casual.
Me pergunto se você é sempre essa fortaleza toda, distante, sem necessidade de carinho. Até um pouco fria.

Me pergunto o que é que você quer comigo.
Esse um mês mudou minha rotina. Te levo, te busco, te mimo. Te quero.
São filmes, almoços, jantares, caminhadas... São todas essas coisas e outras mais.

São entrelinhas, são meus olhares, meus desejos.
São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça.

22 de março de 2016

Sobre fazer 31 anos.

Há 31 anos atrás, Dona Maria Jose Souza Silva e papai me receberam no mundo. Gordinha, quiça até grandinha, saudável, linda e com um olhar que todo mundo diz que não mudou até hoje.
Era outono, não por acaso minha estação favorita, estação de mudanças e renovação.
Cresci. Tenho inúmeras recordações.
Da pré escola onde conheci a Ana Claudia Paixão, Suellen Pereira e tantos outras pessoas. Lembram da professora Marlene, meninas?
E das quadrilhas? E da Linda Rosa Juvenil, Juvenil ♪, que já mostrava que gosto mesmo é de bater um bom papo e que não tenho medo de enfrentar uma platéia.
O tempo passou, vieram mais lembranças. Sair pra arrecadar prenda pra me tornar Miss Caipirinha e quase matar mamãe do coração. Ser extremamente cobrada pelos amiguinhos porque minha mãe é/era professora.
Lembro que com 10 anos eu queria ser Dona de Pizzaria (na pior das hipoteses, eu não morreria de fome, na minha cabeça sempre haveria pizza).
Não lembro quando foi a primeira vez que vi o mar, mas lembro que foi com a Regiane Romão Watanabe. Ou com a Tia Célia, mãe do Belchior Silva.
Lembro do quanto eu zoei meu primo Belchior Silva (aliás, primo, desculpa por ter te enchido tanto o saco, você e o João foram os irmãos mais novos que eu não tive)
Fui crescendo.
Vi na Fernanda Ferreira um exemplo a ser seguido quando ela veio passar uns dias em casa pra prestar vestibular.
Antes disso, entrei pro coroinha. Algumas das minhas melhores e mais fortes amizades são dessa época: Não tenho palavras pra descrever a importância da Adriana Luz na minha vida.
Da igreja também surgiu a pesso a quem eu considero uma irmã: Simone Souza (ó, temos até o mesmo sobrenome). Você sabe que quero comemorar mais 50 anos com você por perto.
Chegou a adolescência. Gostava de estudar. Ali pelos treze anos meu interesse pela literatura pode ser acompanhado pela Celia Reis. Tenho um carinho muito grande por todos os meus professores: Maria Célia, Fabiana, ambas de português, Renata de matemática. Sérgio e seu irmão, ambos de matemática também. Maria José de Física, Leacira e Cristiane de Biologia. Darci de história. Ilton de Geografia. O falecido Paulo que nos fazia berrar vida de gado ao final do dia, lembra Mara Miranda?
Aliás, das pessoas que tenho um super carinho, a Mara Miranda é uma delas: como eu sobreviveria às aulas de química sem ela?
Sai do colegial como representante de sala, né Eduardo Castor, e tesoureira do grêmio.
Sai amiga da Renata Chaves (que faz aniversário junto com a minha mãe)
Se dos treze aos 16 eu pretendia cursar Direito, aos 17 a Comunicação bateu à porta.
Elizabete Kobayashi e Fatima Gamallo: obrigada. Vocês são parte fundamental desses 31 anos.
Com a faculdade vieram mais amigos. Veio o André Rosa. Que mesmo furando sempre que combinamos algo, mora no meu coração.
Veio a Torquetti, veio João Pedro Teles, Carlos Campos, Leandro Arouca, Rosana Cumpri, Sereia Amparo Andrade, e tantas outras pessoas, né Renata Del Vecchio e Juliana Costa.
Passei pra noite.
Acho que a Karen B. Max d'Oliveira não sabe, mas eu sempre a considerei extremamente inteligente, era uma das pessoas com quem eu queria ter mais contato.
Fiz amizade com a turma de Rádio e TV. A turma que encho a boca até hoje pra dizer: A primeira turma de rádio e tv da univap. Juliana Regiolli é a mais presente dessas recordações.
Das idas ao bar, do povo de PP, do colégio da Univap... Mais gente, mais pessoas que eu admiro: Larissa Leal, Dayana Takahashi, Renata Braz, Flávia Marreira Ribat. (Não achei a Kamilla pra marcar).
Veio a comunicação, Veio a Fotografia. Veio a Raquel Marques.
E tanta coisa foi vindo, tanta gente.
Veio a Stereo Vale. Carlos França, Eloy, Miriam, e tantas lembranças. E tanta experiência.
A menina que queria ser dona de uma pizzaria queria ser dona da hora do almoço junto com o Robson Robson Crei Miller.
A adolescente que um dia quis fazer Direito, viu o Jornal da Stereo Vale nascer, e produziu o Espaço Brazuka.
Amei a Stereo Vale.
Amei a Unip que me deu o Thiago XM. Meu amor, minha metade, meu melhor amigo. meu cúmplice. A cereja do meu bolo.
Veio a Performa, veio finalmente o Outback Brasil.
Com ele tantas pessoas: clientes, amigos, colegas de trabalho, viagens, aprendizado. Erros e acertos.
Veio Bia Ota, Paloma Pires, Tathiane Lima, Bruna Caroline Guets Gianetti. Nando.
Veio a pessoa que me motiva mesmo quando está longe: Igor Moreira, meu exemplo dentro da companhia.
Veio o sonho de construir uma carreira aqui, carreira que aos poucos vai tomando o rumo desejado.
Com o Outback vieram meus filhos de todos os cantos do Brasil.
E assim, cheguei aos 31. Estou amando cada recado de Parabéns. É incrível ter certeza de que estou exatamente onde eu gostaria de estar. Cada dia que passa eu tenho vontade de raptar o Costela da Thais Santi (ok, é brincadeira, ela vai ficar brava comigo, mas ó, fica esperta ele adorou a roça da minha madrinha... Se ele me pedir ajuda pra fugir eu não vou negar)
.
Aos trancos e barrancos. Maior gratidão não há do que a que devo a Dona Maria Jose Souza Silva.
Se vocês hoje comemoram comigo é graças a ela, a mulher que com um olhar sabe me dizer que não é pra eu mexer no telefone, que me cobra de sempre ser uma pessoa melhor, de guardar dinheiro e não gastar com bobeira, que não dorme enquanto eu não volto pra casa e que quando dorme eu infelizmente acordo quando chego.
Sem ela e papai eu não seria nada.
Aliás, Mãe, eu continuo querendo um cachorro (me senti com 10 anos de idade)
Queria citar mais gente aqui, mas se eu for fazer isso, 1. ninguém vai ler (aliás, se você leu até aqui, por favor, comente com Hakuna Matata) ou vou passar os próximos 31 anos escrevendo.

13 de março de 2016

Lua cheia

O sol se põe.
O sol volta a nascer.

Chega o cansaço, chega o final de semana.
Só não chega o sono, só não chega a quietude de pensamentos.

Aqui dentro tudo se desastabiliza.
Você aparece, desaparece, vai e vem...

Eu não te controlo.
Você tem fases como a Lua.
Eu fico aqui, te olhando, babando, admirando, querendo gravar cada pedaço teu em mim.

Eu fico procurando desculpas pra te tocar, desculpas pra esbarrar minhas mãos na tuas...
É mais do que desejo. A minha pele faz tempo que implora pela tua.

Sinto febre de tanto a minha boca desejar a sua.
Não sei por quanto vou resistir assim... Não sei quanto tempo eu aguento antes de enlouquecer por completo por conta dessa paixão.

Na minha cabeça eu já te dei inúmeros beijos, já roubei outros tantos.
Na minha mente fértil cria cenários onde eu consiga realizar cada fantasia.

Nos demos conta que são só três meses.
Me dei conta que são 15 dias.

Quinze dias onde cada passo meu tenta ir na sua direção.

Vem comigo?
Vem, vamos ser/ver/estar Lua cheia?

3 de fevereiro de 2016

Um textão pra falar de (quase) tudo

Inúmeras vezes comecei um texto dizendo que a vida, meus amigos, a vida é uma caixinha de surpresas.
Sei que pouquissímas pessoas vão se dar ao trabalho de ler e menor ainda será o número de pessoas que talvez venham a comentar mais um desabafo da Priscila

Um acidente de moto.
Decicões tomadas.
Meus julgamentos.
Tanta coisa numa mesma noite.

Sabe, eu acredito que cada um é responsável pela própria vida. Até que ponto afetamos os outros?
Nossos destinos estão realmente entrelaçados?

Eu sei que só eu posso ser responsabilizada pelas minhas escolhas, da mesma forma só você responde pelas suas escolhas, entende?
Esse é um dos preços de crescer.

Eu tenho uma vontade animal de dizer: bem feito.
Só que meu bom senso mandou eu calar a boca.

Papai me ensinou que primeiro vem as obrigações.
Trabalho desde os 18. Consigo contar quantas vezes faltei no trabalho em todos esses 12 anos.

No emprego atual são 5 anos sem faltas. Nem quando eu estava doente eu deixei de ir.
Sei lá, cada um lida com a vida de maneiras diferentes, mas eu penso que se um relacionamento meu acaba, as contas no final do mês vão continuar existindo.
Mais uma vez: é o preço que se paga.

Mas não era bem sobre isso que eu queria falar.
É sobre amizade, amores, expectativas (como sempre).

2016 tá sendo legal comigo.
Acho que faz tempo que não começo tão bem um ano.
Não sei o que esperar. Só tenho agradecido.

Ainda que eu me ache extremamente fechada.
E é sobre isso que gostaria de falar: quem realmente me conhece?
Pra quem eu ligaria em caso de algum acidente?

Eu não faço a menor questão de que as as pessoas ultrapassem o limite do profissional para o pessoal.
Às vezes sinto falta de não ser convidada para os churrascos, as festinhas... Mas no final eu acabo agradecendo justamente por não participar.
Sempre sou a última a ficar sabendo das fofocas. Não faço questão alguma de repassar informações.

E ando adquirindo um asco sobre falar sobre trabalho fora do horário de expediente (isso se chama necessidade de férias).
A questão é: construo um limite bem claro sobre as coisas. Pelo menos para mim.

Só acho engraçado que as pessoas com quem mais convivo não façam ideia de como sou realmente. Não falo sobre os mais próximos, falo sobre trabalhar com mais de 100 pessoas que não fazem ideia de que tipo de música eu gosto, sobre os livros que leio, filmes... Sobre o que penso.
Sobre como sou nos meus relacionamentos.

Sou a capa de um livro que muita gente não se atreve a sequer folhear.
Quem perde mais nessa história?

Com certeza não sou eu.

E falo isso porque eu não confio nas pessoas.
Sou um gato arisco.
Não confio mesmo.
Quem fala mal dos outros pelas costas também pode falar de mim na minha ausência.

Quanta coisa, não?
Quanta coisa óbvia, não?

Pois é.