21 de junho de 2016

Sobre eu tentar não ser clichê na madrugada. (Ou viadagem)

Sabe quando você quer muito gritar algo aos quatro cantos do mundo, mas ao mesmo tempo quer guardar algo incrivelmente bom só com você?
Tô nessas.
E tá faltando palavra.
E São Paulo ficou perto.
E não existe distância.
E tem um monte de E's.
E tem suspirinho. E tem sorriso bobo.
E tem playlist. E tem céu azul, céu nublado. E o clima não importa mais.

Tudo ficou azul, clichê, eu sei, me desculpa.


CARALHO. CARALHO.
Tá faltando palavra.
E o que me deixa mais feliz é que dessa vez eu não tô sozinha nessa história.



Clichê.
É, eu sei.
Mas ao mesmo tempo que tudo é tão óbvio, chega a ser engraçado a zona que tá por aqui.
E eu tô adorando.

"A gente se combina, a gente tem tudo a ver
Se é coisa do destino, eu já não sei te dizer"

9 de maio de 2016

Chuva de outono. Ou como falar sobre lágrimas.

Levo em mim todas as tormentas do mundo. Não da forma lírica como eu gostaria, mas é que eu saio esparramando palavras à torto e à direito, como quem carrega um balde cheio d’água.
É salgada a água que levo. Plantei lamúrias, colhi lágrimas. Carrego os frutos num balde por aí.
O balde pesa. Eu paro e penso.
Eu peso as lágrimas. E vou carregando dentro de mim mais coisas do que posso aguentar, vou rompendo as barreiras... Vou me recriando... Me refazendo. Me “recoisando”. Deixando a represa arrebentar...
Eu me devoro, me desfaço. Às vezes em lágrimas.
A tormenta que chega é chuva que cai. Cada gota uma lágrima.
Lá fora faz sol, mas aqui dentro chove. Lá fora tudo é bonito, mas aqui, aqui é cinza.
Eu gosto de cores gris. Eu gosto do outono. Mesmo que lá fora não chova, no outono aqui de dentro, sempre chove.
Há um mar dentro de mim.
A ressaca chega. O tempo vira.
O tempo passa...
E vou virando a vida às avessas. E aí o meu mar, vira alegria. A lágrima, antes fruto da lamúria plantada, agora lava a alma. De alma lavada, me sinto alva.
A semana termina.
Eu recomeço.

21 de abril de 2016

Do ìndio

Você me disse, dia desses, que gosta da maneira como escrevo, como demonstro alguns sentimentos.
Era o dia do Índio, eu me lembro bem. Era o seu aniversário.
Justamente por isso, resolvi hoje fazer do vinho companhia e das palavras um registro sincero de tudo que se passa por aqui.
Poucas vezes eu te desejei como desejo hoje. Até porque me pego perguntando inúmeras vezes é possível querer alguém assim, sem nunca ter visto, sem nunca ter tocado?
Nossa história é repleta de reviravoltas. Talvez por isso eu tenha essa curiosidade, esse desejo ardente de provar dos teus beijos, essa vontade louca de querer te conquistar. Talvez porque no fundo eu seja uma contadora de histórias (não à toa eu cursei jornalismo) e essa (nossa?) história fica cada dia mais louca, mais interessante.
E você, que sempre gostou do que eu escrevo, se torna hoje inspiração. Se torna a companhia que eu queria pra esse final de noite, o toque que eu queria em minha pele.

29 de março de 2016

Sobre a noite passada

Cada noite é o mesmo tormento: quanto mais eu tento não pensar em você mais eu penso.
Quanto mais eu procuro motivos para não gostar, mais motivos você me mostra.

Mesmo sem eu pedir, mesmo quando eu não te procuro.
Tá ficando impossível não sorrir com uma mensagem tua, tá ficando impossível não ficar feliz do teu lado.

Tá ficando impossível não te querer...

Será que você imagina?

Ainda que falte a luz, na penumbra eu vejo teus lábios.
Tenho evitado te olhar nos olhos. É medo.
Medo que você perceba essa represa de sentimentos prestes a romper.

26 de março de 2016

Bolhas pela taça

A gente mata uma garrafa de vinho na sexta-feira da paixão. Um gole, um sorriso, um doce. A sede que ainda persiste por aqui é a dos teus beijos.
Faz tempo que não escrevo, faz tempo que venho evitando me alongar nesses pensamentos.
É um tanto quanto difícil te olhar e não querer te tocar, não procurar desculpas para um encontro casual.
Me pergunto se você é sempre essa fortaleza toda, distante, sem necessidade de carinho. Até um pouco fria.

Me pergunto o que é que você quer comigo.
Esse um mês mudou minha rotina. Te levo, te busco, te mimo. Te quero.
São filmes, almoços, jantares, caminhadas... São todas essas coisas e outras mais.

São entrelinhas, são meus olhares, meus desejos.
São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça.

22 de março de 2016

Sobre fazer 31 anos.

Há 31 anos atrás, Dona Maria Jose Souza Silva e papai me receberam no mundo. Gordinha, quiça até grandinha, saudável, linda e com um olhar que todo mundo diz que não mudou até hoje.
Era outono, não por acaso minha estação favorita, estação de mudanças e renovação.
Cresci. Tenho inúmeras recordações.
Da pré escola onde conheci a Ana Claudia Paixão, Suellen Pereira e tantos outras pessoas. Lembram da professora Marlene, meninas?
E das quadrilhas? E da Linda Rosa Juvenil, Juvenil ♪, que já mostrava que gosto mesmo é de bater um bom papo e que não tenho medo de enfrentar uma platéia.
O tempo passou, vieram mais lembranças. Sair pra arrecadar prenda pra me tornar Miss Caipirinha e quase matar mamãe do coração. Ser extremamente cobrada pelos amiguinhos porque minha mãe é/era professora.
Lembro que com 10 anos eu queria ser Dona de Pizzaria (na pior das hipoteses, eu não morreria de fome, na minha cabeça sempre haveria pizza).
Não lembro quando foi a primeira vez que vi o mar, mas lembro que foi com a Regiane Romão Watanabe. Ou com a Tia Célia, mãe do Belchior Silva.
Lembro do quanto eu zoei meu primo Belchior Silva (aliás, primo, desculpa por ter te enchido tanto o saco, você e o João foram os irmãos mais novos que eu não tive)
Fui crescendo.
Vi na Fernanda Ferreira um exemplo a ser seguido quando ela veio passar uns dias em casa pra prestar vestibular.
Antes disso, entrei pro coroinha. Algumas das minhas melhores e mais fortes amizades são dessa época: Não tenho palavras pra descrever a importância da Adriana Luz na minha vida.
Da igreja também surgiu a pesso a quem eu considero uma irmã: Simone Souza (ó, temos até o mesmo sobrenome). Você sabe que quero comemorar mais 50 anos com você por perto.
Chegou a adolescência. Gostava de estudar. Ali pelos treze anos meu interesse pela literatura pode ser acompanhado pela Celia Reis. Tenho um carinho muito grande por todos os meus professores: Maria Célia, Fabiana, ambas de português, Renata de matemática. Sérgio e seu irmão, ambos de matemática também. Maria José de Física, Leacira e Cristiane de Biologia. Darci de história. Ilton de Geografia. O falecido Paulo que nos fazia berrar vida de gado ao final do dia, lembra Mara Miranda?
Aliás, das pessoas que tenho um super carinho, a Mara Miranda é uma delas: como eu sobreviveria às aulas de química sem ela?
Sai do colegial como representante de sala, né Eduardo Castor, e tesoureira do grêmio.
Sai amiga da Renata Chaves (que faz aniversário junto com a minha mãe)
Se dos treze aos 16 eu pretendia cursar Direito, aos 17 a Comunicação bateu à porta.
Elizabete Kobayashi e Fatima Gamallo: obrigada. Vocês são parte fundamental desses 31 anos.
Com a faculdade vieram mais amigos. Veio o André Rosa. Que mesmo furando sempre que combinamos algo, mora no meu coração.
Veio a Torquetti, veio João Pedro Teles, Carlos Campos, Leandro Arouca, Rosana Cumpri, Sereia Amparo Andrade, e tantas outras pessoas, né Renata Del Vecchio e Juliana Costa.
Passei pra noite.
Acho que a Karen B. Max d'Oliveira não sabe, mas eu sempre a considerei extremamente inteligente, era uma das pessoas com quem eu queria ter mais contato.
Fiz amizade com a turma de Rádio e TV. A turma que encho a boca até hoje pra dizer: A primeira turma de rádio e tv da univap. Juliana Regiolli é a mais presente dessas recordações.
Das idas ao bar, do povo de PP, do colégio da Univap... Mais gente, mais pessoas que eu admiro: Larissa Leal, Dayana Takahashi, Renata Braz, Flávia Marreira Ribat. (Não achei a Kamilla pra marcar).
Veio a comunicação, Veio a Fotografia. Veio a Raquel Marques.
E tanta coisa foi vindo, tanta gente.
Veio a Stereo Vale. Carlos França, Eloy, Miriam, e tantas lembranças. E tanta experiência.
A menina que queria ser dona de uma pizzaria queria ser dona da hora do almoço junto com o Robson Robson Crei Miller.
A adolescente que um dia quis fazer Direito, viu o Jornal da Stereo Vale nascer, e produziu o Espaço Brazuka.
Amei a Stereo Vale.
Amei a Unip que me deu o Thiago XM. Meu amor, minha metade, meu melhor amigo. meu cúmplice. A cereja do meu bolo.
Veio a Performa, veio finalmente o Outback Brasil.
Com ele tantas pessoas: clientes, amigos, colegas de trabalho, viagens, aprendizado. Erros e acertos.
Veio Bia Ota, Paloma Pires, Tathiane Lima, Bruna Caroline Guets Gianetti. Nando.
Veio a pessoa que me motiva mesmo quando está longe: Igor Moreira, meu exemplo dentro da companhia.
Veio o sonho de construir uma carreira aqui, carreira que aos poucos vai tomando o rumo desejado.
Com o Outback vieram meus filhos de todos os cantos do Brasil.
E assim, cheguei aos 31. Estou amando cada recado de Parabéns. É incrível ter certeza de que estou exatamente onde eu gostaria de estar. Cada dia que passa eu tenho vontade de raptar o Costela da Thais Santi (ok, é brincadeira, ela vai ficar brava comigo, mas ó, fica esperta ele adorou a roça da minha madrinha... Se ele me pedir ajuda pra fugir eu não vou negar)
.
Aos trancos e barrancos. Maior gratidão não há do que a que devo a Dona Maria Jose Souza Silva.
Se vocês hoje comemoram comigo é graças a ela, a mulher que com um olhar sabe me dizer que não é pra eu mexer no telefone, que me cobra de sempre ser uma pessoa melhor, de guardar dinheiro e não gastar com bobeira, que não dorme enquanto eu não volto pra casa e que quando dorme eu infelizmente acordo quando chego.
Sem ela e papai eu não seria nada.
Aliás, Mãe, eu continuo querendo um cachorro (me senti com 10 anos de idade)
Queria citar mais gente aqui, mas se eu for fazer isso, 1. ninguém vai ler (aliás, se você leu até aqui, por favor, comente com Hakuna Matata) ou vou passar os próximos 31 anos escrevendo.

13 de março de 2016

Lua cheia

O sol se põe.
O sol volta a nascer.

Chega o cansaço, chega o final de semana.
Só não chega o sono, só não chega a quietude de pensamentos.

Aqui dentro tudo se desastabiliza.
Você aparece, desaparece, vai e vem...

Eu não te controlo.
Você tem fases como a Lua.
Eu fico aqui, te olhando, babando, admirando, querendo gravar cada pedaço teu em mim.

Eu fico procurando desculpas pra te tocar, desculpas pra esbarrar minhas mãos na tuas...
É mais do que desejo. A minha pele faz tempo que implora pela tua.

Sinto febre de tanto a minha boca desejar a sua.
Não sei por quanto vou resistir assim... Não sei quanto tempo eu aguento antes de enlouquecer por completo por conta dessa paixão.

Na minha cabeça eu já te dei inúmeros beijos, já roubei outros tantos.
Na minha mente fértil cria cenários onde eu consiga realizar cada fantasia.

Nos demos conta que são só três meses.
Me dei conta que são 15 dias.

Quinze dias onde cada passo meu tenta ir na sua direção.

Vem comigo?
Vem, vamos ser/ver/estar Lua cheia?

3 de fevereiro de 2016

Um textão pra falar de (quase) tudo

Inúmeras vezes comecei um texto dizendo que a vida, meus amigos, a vida é uma caixinha de surpresas.
Sei que pouquissímas pessoas vão se dar ao trabalho de ler e menor ainda será o número de pessoas que talvez venham a comentar mais um desabafo da Priscila

Um acidente de moto.
Decicões tomadas.
Meus julgamentos.
Tanta coisa numa mesma noite.

Sabe, eu acredito que cada um é responsável pela própria vida. Até que ponto afetamos os outros?
Nossos destinos estão realmente entrelaçados?

Eu sei que só eu posso ser responsabilizada pelas minhas escolhas, da mesma forma só você responde pelas suas escolhas, entende?
Esse é um dos preços de crescer.

Eu tenho uma vontade animal de dizer: bem feito.
Só que meu bom senso mandou eu calar a boca.

Papai me ensinou que primeiro vem as obrigações.
Trabalho desde os 18. Consigo contar quantas vezes faltei no trabalho em todos esses 12 anos.

No emprego atual são 5 anos sem faltas. Nem quando eu estava doente eu deixei de ir.
Sei lá, cada um lida com a vida de maneiras diferentes, mas eu penso que se um relacionamento meu acaba, as contas no final do mês vão continuar existindo.
Mais uma vez: é o preço que se paga.

Mas não era bem sobre isso que eu queria falar.
É sobre amizade, amores, expectativas (como sempre).

2016 tá sendo legal comigo.
Acho que faz tempo que não começo tão bem um ano.
Não sei o que esperar. Só tenho agradecido.

Ainda que eu me ache extremamente fechada.
E é sobre isso que gostaria de falar: quem realmente me conhece?
Pra quem eu ligaria em caso de algum acidente?

Eu não faço a menor questão de que as as pessoas ultrapassem o limite do profissional para o pessoal.
Às vezes sinto falta de não ser convidada para os churrascos, as festinhas... Mas no final eu acabo agradecendo justamente por não participar.
Sempre sou a última a ficar sabendo das fofocas. Não faço questão alguma de repassar informações.

E ando adquirindo um asco sobre falar sobre trabalho fora do horário de expediente (isso se chama necessidade de férias).
A questão é: construo um limite bem claro sobre as coisas. Pelo menos para mim.

Só acho engraçado que as pessoas com quem mais convivo não façam ideia de como sou realmente. Não falo sobre os mais próximos, falo sobre trabalhar com mais de 100 pessoas que não fazem ideia de que tipo de música eu gosto, sobre os livros que leio, filmes... Sobre o que penso.
Sobre como sou nos meus relacionamentos.

Sou a capa de um livro que muita gente não se atreve a sequer folhear.
Quem perde mais nessa história?

Com certeza não sou eu.

E falo isso porque eu não confio nas pessoas.
Sou um gato arisco.
Não confio mesmo.
Quem fala mal dos outros pelas costas também pode falar de mim na minha ausência.

Quanta coisa, não?
Quanta coisa óbvia, não?

Pois é.