3 de fevereiro de 2016

Um textão pra falar de (quase) tudo

Inúmeras vezes comecei um texto dizendo que a vida, meus amigos, a vida é uma caixinha de surpresas.
Sei que pouquissímas pessoas vão se dar ao trabalho de ler e menor ainda será o número de pessoas que talvez venham a comentar mais um desabafo da Priscila

Um acidente de moto.
Decicões tomadas.
Meus julgamentos.
Tanta coisa numa mesma noite.

Sabe, eu acredito que cada um é responsável pela própria vida. Até que ponto afetamos os outros?
Nossos destinos estão realmente entrelaçados?

Eu sei que só eu posso ser responsabilizada pelas minhas escolhas, da mesma forma só você responde pelas suas escolhas, entende?
Esse é um dos preços de crescer.

Eu tenho uma vontade animal de dizer: bem feito.
Só que meu bom senso mandou eu calar a boca.

Papai me ensinou que primeiro vem as obrigações.
Trabalho desde os 18. Consigo contar quantas vezes faltei no trabalho em todos esses 12 anos.

No emprego atual são 5 anos sem faltas. Nem quando eu estava doente eu deixei de ir.
Sei lá, cada um lida com a vida de maneiras diferentes, mas eu penso que se um relacionamento meu acaba, as contas no final do mês vão continuar existindo.
Mais uma vez: é o preço que se paga.

Mas não era bem sobre isso que eu queria falar.
É sobre amizade, amores, expectativas (como sempre).

2016 tá sendo legal comigo.
Acho que faz tempo que não começo tão bem um ano.
Não sei o que esperar. Só tenho agradecido.

Ainda que eu me ache extremamente fechada.
E é sobre isso que gostaria de falar: quem realmente me conhece?
Pra quem eu ligaria em caso de algum acidente?

Eu não faço a menor questão de que as as pessoas ultrapassem o limite do profissional para o pessoal.
Às vezes sinto falta de não ser convidada para os churrascos, as festinhas... Mas no final eu acabo agradecendo justamente por não participar.
Sempre sou a última a ficar sabendo das fofocas. Não faço questão alguma de repassar informações.

E ando adquirindo um asco sobre falar sobre trabalho fora do horário de expediente (isso se chama necessidade de férias).
A questão é: construo um limite bem claro sobre as coisas. Pelo menos para mim.

Só acho engraçado que as pessoas com quem mais convivo não façam ideia de como sou realmente. Não falo sobre os mais próximos, falo sobre trabalhar com mais de 100 pessoas que não fazem ideia de que tipo de música eu gosto, sobre os livros que leio, filmes... Sobre o que penso.
Sobre como sou nos meus relacionamentos.

Sou a capa de um livro que muita gente não se atreve a sequer folhear.
Quem perde mais nessa história?

Com certeza não sou eu.

E falo isso porque eu não confio nas pessoas.
Sou um gato arisco.
Não confio mesmo.
Quem fala mal dos outros pelas costas também pode falar de mim na minha ausência.

Quanta coisa, não?
Quanta coisa óbvia, não?

Pois é.

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