29 de março de 2016

Sobre a noite passada

Cada noite é o mesmo tormento: quanto mais eu tento não pensar em você mais eu penso.
Quanto mais eu procuro motivos para não gostar, mais motivos você me mostra.

Mesmo sem eu pedir, mesmo quando eu não te procuro.
Tá ficando impossível não sorrir com uma mensagem tua, tá ficando impossível não ficar feliz do teu lado.

Tá ficando impossível não te querer...

Será que você imagina?

Ainda que falte a luz, na penumbra eu vejo teus lábios.
Tenho evitado te olhar nos olhos. É medo.
Medo que você perceba essa represa de sentimentos prestes a romper.

26 de março de 2016

Bolhas pela taça

A gente mata uma garrafa de vinho na sexta-feira da paixão. Um gole, um sorriso, um doce. A sede que ainda persiste por aqui é a dos teus beijos.
Faz tempo que não escrevo, faz tempo que venho evitando me alongar nesses pensamentos.
É um tanto quanto difícil te olhar e não querer te tocar, não procurar desculpas para um encontro casual.
Me pergunto se você é sempre essa fortaleza toda, distante, sem necessidade de carinho. Até um pouco fria.

Me pergunto o que é que você quer comigo.
Esse um mês mudou minha rotina. Te levo, te busco, te mimo. Te quero.
São filmes, almoços, jantares, caminhadas... São todas essas coisas e outras mais.

São entrelinhas, são meus olhares, meus desejos.
São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça.

22 de março de 2016

Sobre fazer 31 anos.

Há 31 anos atrás, Dona Maria Jose Souza Silva e papai me receberam no mundo. Gordinha, quiça até grandinha, saudável, linda e com um olhar que todo mundo diz que não mudou até hoje.
Era outono, não por acaso minha estação favorita, estação de mudanças e renovação.
Cresci. Tenho inúmeras recordações.
Da pré escola onde conheci a Ana Claudia Paixão, Suellen Pereira e tantos outras pessoas. Lembram da professora Marlene, meninas?
E das quadrilhas? E da Linda Rosa Juvenil, Juvenil ♪, que já mostrava que gosto mesmo é de bater um bom papo e que não tenho medo de enfrentar uma platéia.
O tempo passou, vieram mais lembranças. Sair pra arrecadar prenda pra me tornar Miss Caipirinha e quase matar mamãe do coração. Ser extremamente cobrada pelos amiguinhos porque minha mãe é/era professora.
Lembro que com 10 anos eu queria ser Dona de Pizzaria (na pior das hipoteses, eu não morreria de fome, na minha cabeça sempre haveria pizza).
Não lembro quando foi a primeira vez que vi o mar, mas lembro que foi com a Regiane Romão Watanabe. Ou com a Tia Célia, mãe do Belchior Silva.
Lembro do quanto eu zoei meu primo Belchior Silva (aliás, primo, desculpa por ter te enchido tanto o saco, você e o João foram os irmãos mais novos que eu não tive)
Fui crescendo.
Vi na Fernanda Ferreira um exemplo a ser seguido quando ela veio passar uns dias em casa pra prestar vestibular.
Antes disso, entrei pro coroinha. Algumas das minhas melhores e mais fortes amizades são dessa época: Não tenho palavras pra descrever a importância da Adriana Luz na minha vida.
Da igreja também surgiu a pesso a quem eu considero uma irmã: Simone Souza (ó, temos até o mesmo sobrenome). Você sabe que quero comemorar mais 50 anos com você por perto.
Chegou a adolescência. Gostava de estudar. Ali pelos treze anos meu interesse pela literatura pode ser acompanhado pela Celia Reis. Tenho um carinho muito grande por todos os meus professores: Maria Célia, Fabiana, ambas de português, Renata de matemática. Sérgio e seu irmão, ambos de matemática também. Maria José de Física, Leacira e Cristiane de Biologia. Darci de história. Ilton de Geografia. O falecido Paulo que nos fazia berrar vida de gado ao final do dia, lembra Mara Miranda?
Aliás, das pessoas que tenho um super carinho, a Mara Miranda é uma delas: como eu sobreviveria às aulas de química sem ela?
Sai do colegial como representante de sala, né Eduardo Castor, e tesoureira do grêmio.
Sai amiga da Renata Chaves (que faz aniversário junto com a minha mãe)
Se dos treze aos 16 eu pretendia cursar Direito, aos 17 a Comunicação bateu à porta.
Elizabete Kobayashi e Fatima Gamallo: obrigada. Vocês são parte fundamental desses 31 anos.
Com a faculdade vieram mais amigos. Veio o André Rosa. Que mesmo furando sempre que combinamos algo, mora no meu coração.
Veio a Torquetti, veio João Pedro Teles, Carlos Campos, Leandro Arouca, Rosana Cumpri, Sereia Amparo Andrade, e tantas outras pessoas, né Renata Del Vecchio e Juliana Costa.
Passei pra noite.
Acho que a Karen B. Max d'Oliveira não sabe, mas eu sempre a considerei extremamente inteligente, era uma das pessoas com quem eu queria ter mais contato.
Fiz amizade com a turma de Rádio e TV. A turma que encho a boca até hoje pra dizer: A primeira turma de rádio e tv da univap. Juliana Regiolli é a mais presente dessas recordações.
Das idas ao bar, do povo de PP, do colégio da Univap... Mais gente, mais pessoas que eu admiro: Larissa Leal, Dayana Takahashi, Renata Braz, Flávia Marreira Ribat. (Não achei a Kamilla pra marcar).
Veio a comunicação, Veio a Fotografia. Veio a Raquel Marques.
E tanta coisa foi vindo, tanta gente.
Veio a Stereo Vale. Carlos França, Eloy, Miriam, e tantas lembranças. E tanta experiência.
A menina que queria ser dona de uma pizzaria queria ser dona da hora do almoço junto com o Robson Robson Crei Miller.
A adolescente que um dia quis fazer Direito, viu o Jornal da Stereo Vale nascer, e produziu o Espaço Brazuka.
Amei a Stereo Vale.
Amei a Unip que me deu o Thiago XM. Meu amor, minha metade, meu melhor amigo. meu cúmplice. A cereja do meu bolo.
Veio a Performa, veio finalmente o Outback Brasil.
Com ele tantas pessoas: clientes, amigos, colegas de trabalho, viagens, aprendizado. Erros e acertos.
Veio Bia Ota, Paloma Pires, Tathiane Lima, Bruna Caroline Guets Gianetti. Nando.
Veio a pessoa que me motiva mesmo quando está longe: Igor Moreira, meu exemplo dentro da companhia.
Veio o sonho de construir uma carreira aqui, carreira que aos poucos vai tomando o rumo desejado.
Com o Outback vieram meus filhos de todos os cantos do Brasil.
E assim, cheguei aos 31. Estou amando cada recado de Parabéns. É incrível ter certeza de que estou exatamente onde eu gostaria de estar. Cada dia que passa eu tenho vontade de raptar o Costela da Thais Santi (ok, é brincadeira, ela vai ficar brava comigo, mas ó, fica esperta ele adorou a roça da minha madrinha... Se ele me pedir ajuda pra fugir eu não vou negar)
.
Aos trancos e barrancos. Maior gratidão não há do que a que devo a Dona Maria Jose Souza Silva.
Se vocês hoje comemoram comigo é graças a ela, a mulher que com um olhar sabe me dizer que não é pra eu mexer no telefone, que me cobra de sempre ser uma pessoa melhor, de guardar dinheiro e não gastar com bobeira, que não dorme enquanto eu não volto pra casa e que quando dorme eu infelizmente acordo quando chego.
Sem ela e papai eu não seria nada.
Aliás, Mãe, eu continuo querendo um cachorro (me senti com 10 anos de idade)
Queria citar mais gente aqui, mas se eu for fazer isso, 1. ninguém vai ler (aliás, se você leu até aqui, por favor, comente com Hakuna Matata) ou vou passar os próximos 31 anos escrevendo.

13 de março de 2016

Lua cheia

O sol se põe.
O sol volta a nascer.

Chega o cansaço, chega o final de semana.
Só não chega o sono, só não chega a quietude de pensamentos.

Aqui dentro tudo se desastabiliza.
Você aparece, desaparece, vai e vem...

Eu não te controlo.
Você tem fases como a Lua.
Eu fico aqui, te olhando, babando, admirando, querendo gravar cada pedaço teu em mim.

Eu fico procurando desculpas pra te tocar, desculpas pra esbarrar minhas mãos na tuas...
É mais do que desejo. A minha pele faz tempo que implora pela tua.

Sinto febre de tanto a minha boca desejar a sua.
Não sei por quanto vou resistir assim... Não sei quanto tempo eu aguento antes de enlouquecer por completo por conta dessa paixão.

Na minha cabeça eu já te dei inúmeros beijos, já roubei outros tantos.
Na minha mente fértil cria cenários onde eu consiga realizar cada fantasia.

Nos demos conta que são só três meses.
Me dei conta que são 15 dias.

Quinze dias onde cada passo meu tenta ir na sua direção.

Vem comigo?
Vem, vamos ser/ver/estar Lua cheia?