26 de março de 2016

Bolhas pela taça

A gente mata uma garrafa de vinho na sexta-feira da paixão. Um gole, um sorriso, um doce. A sede que ainda persiste por aqui é a dos teus beijos.
Faz tempo que não escrevo, faz tempo que venho evitando me alongar nesses pensamentos.
É um tanto quanto difícil te olhar e não querer te tocar, não procurar desculpas para um encontro casual.
Me pergunto se você é sempre essa fortaleza toda, distante, sem necessidade de carinho. Até um pouco fria.

Me pergunto o que é que você quer comigo.
Esse um mês mudou minha rotina. Te levo, te busco, te mimo. Te quero.
São filmes, almoços, jantares, caminhadas... São todas essas coisas e outras mais.

São entrelinhas, são meus olhares, meus desejos.
São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça.

3 comentários:

  1. "São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça."

    Simplesmente e sutilmente uma linda comparação!

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    1. Obrigada. Mas são questões tão sutis que não achei outra comparação

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