30 de setembro de 2016

Dia #5

Sobre o dia 4 nem foi um dia tão em silêncio assim.
O que me restam são perguntas.
Inúmeras.

Eu tenho meu lado da história.
Estou tocando minhas coisas. Tentando fazer meus planos acontecerem.

O que, de fato, é nosso?

29 de setembro de 2016

Dia #4

Será que você faz ideia do quanto é difícil pra mim ficar tanto tempo sem falar?

Ontem foi aquele dia em que tudo o que eu queria era compartilhar as coisas boas do trabalho...

Essa ausência está me tirando o pouco de sanidade que eu ainda tinha.

Em compensação estou um pouco mais paciente.

E lá vamos nós. Mais um dia pra conta.

28 de setembro de 2016

Dia #3

Dia importante por aqui.
Poucas palavras.

27 de setembro de 2016

Dia #2.3

Estar tão perto e tão longe.
Me sinto sozinha.
Me sinto abandonada. Ficar sem notícias é a pior das torturas.

Não sei lidar direito com essa coisa de inércia.
Estou me perguntando se você ao menos tem curiosidade em saber como estou.

Eu passo meus dias te esperando.
Me veio uma música na cabeça, aposto que você conhece Maná - En el muelle de San Blas

Não quero enlouquecer com essa história.
Mas estou quase.

Dia #2.2

O segundo dia amanhece dolorido.
Dilacerando.
A dor paralisa.

A sensação é de que meu corpo está sentindo toda a carga de pensamentos e sentimentos.

Acordei com náuseas. Enjoada da vida.
É quase desesperador 

Preciso manter o foco. Mas foco no que?
Na espera? Na vida? O que devo pensar? O que posso esperar?

Esse exílio é torturante.
Continuo aguardando noticias do front.
Espero que esteja tudo bem, afinal só me resta esperar.

Dia #2.1

Insônia novamente.
O primeiro dia já passou.
Estou num misto de ansiedade e tristeza.  Os dias ficam vazios quando não se pode fazer algo que se faz sempre.

Um simples "bom dia" faz muita falta.
Hoje eu quis falar sobre música. Estava ouvindo Stereophonics.
O assunto era rock britânico.
Como tem coisa boa, não?

Estou no aguardo de um sinal.
Será que você lembra que eu me escondo aqui?

40 minutos do segundo dia.
Tempo e distância são relativos. Espaço também.

Eu continuo a te esperar, como um noivo que aguarda a triunfal entrada da amada na igreja...

26 de setembro de 2016

Dia #1.3

Acabei de ficar sabendo que retorno a São Paulo amanhã pela manhã.
A vontade é de ir correndo te contar. Me seguro firme aqui. O propósito é esperar.

E s p e r a r.

A única coisa que eu sempre tive dificuldade pra fazer: esperar.
Estou aprendendo. Me forçando a ficar quieta aqui no meu canto. Respeitando.

Eu só queria saber como estão as coisas por aí.

Dia #1.2

Dormi até que bem.
Só foi difícil controlar a vontade de te desejar "Bom dia".
Não me recordo dos sonhos.
Acho que vou dormir o máximo que eu conseguir assim consigo ficar em silêncio.
Tem algo doendo bastante por aqui.

Dia #1

Se eu não surtar essa semana eu não surto nunca mais.
E acho que eu nunca disse isso de forma tão séria.

Respirando fundo desde já.
Preciso ser forte.


Edit: trilha sonora: Oasis.

25 de setembro de 2016

Desabafos de um domingo a noite

Okay.
Hora de tentar organizar tudo por aqui.

Eu estou tentando me manter forte, mas tudo o que eu tenho vontade é de deitar no colo da minha mãe e chorar.
Chorar porque a vida não é esse mar de rosas e eu não sei ser forte em 100% do tempo.
Não faltam amigos, não faltam esperanças, eu só não sei lidar com essas rasteiras que a vida me dá.

Foge do meu controle as situações alheias. Eu, controladora de tudo, aspirante a deusa onisciente e onipotente, não sei lidar.
Tem dias, como hoje, em que acho que talvez morrer seja mais fácil. Não falo de suicídio.
Não penso nisso faz tempo. Já pensei? Já. Há muito tempo atrás.

Não sei ser fraca. Também não sei ser forte. O que eu sou? Um amontoado de perguntas sem respostas.
Uma certeza? Eu quero mais do que tudo que isso dê certo. Que no fim, todos esses malditos segundos longe, valham a pena.

Eu sou desconfiada.
E ao mesmo tempo sou uma criança inocente, que acredita em (quase) tudo o que dizem.
Só que eu me cobro demais. Então a minha ação deve ser igual ao que penso. Isto é, ajo conforme penso. Tem que ter uma sintonia.

Eu cansei de usar máscaras. Cansei porque dói. Então eu sei o quanto dói desapontar quem a gente ama por usar máscaras.
E entenda "por quem a gente ama" por pai e mãe.

Eu cansei de viver pros outros tem um tempo. Eu só me fodi enquanto eu quis viver pros outros, agradar todo mundo.

Passei 3 anos na porra dum hiato.
Três anos me jogando no trabalho porque era a melhor coisa ser feita. Porque de alguma forma o trabalho me dava a sanidade de continuar vivendo.
Agradeço por isso.

Aliás, agradeço por tudo.

Só que hoje tá difícil. Hoje tá bem difícil não ser parte.
Eu queria me sentir útil, mas só sou útil longe.

Eu preciso dar espaço.
Como dar espaço e ser parte da solução ao mesmo tempo?

Todos os meus sonhos.
Todos os meus planos.
Todo o meu amor.

Tudo isso passando diante de mim sem que eu possa tocar.

Hoje eu só quero chorar. Passei o dia inteiro segurando essa vontade absurda de tacar o foda-se e desaparecer.
Vou me repetir: me sinto inútil.

Eu só queria ser o porto-seguro.

20 de setembro de 2016

Cartas pra mim mesma

Oi ser humano.
Então você passou o dia bebendo novamente? É isso o que você espera da sua vida?
Acho que estou tentando preencher o vazio da distância com as coisas erradas.

Preciso voltar a correr, preciso comer direito, preciso estudar, preciso de inúmeras coisas que eu não faço.
Eu me prometo ser uma pessoa melhor por amor, mas nem sempre consigo.

Daqui um tempo eu sei que não vou me orgulhar das coisas que deixo de fazer.
Onde estão as rédeas da vida?

Agora é hora de respirar, inspirar e não pirar.
Ansiedade batendo a mil. Não adianta querer que tudo seja perfeito se você não sai da cama pra fazer as coisas acontecerem.
Não adianta dizer que confia e ficar aí pelos cantos remoendo o ciúme.

Você sabe que confia. Então pra que o drama?
Você também sai pra beber e mesmo bebendo sabe que o seu pensamento é só dela e de mais ninguém, por que com ela vai ser o contrário?
Ela também pensa em você. Pelo menos você - e eu (sua consciência) - acredita nisso.

Eu fico nessa piração de falar comigo mesma.
Olhar o celular a cada 5 minutos não vai resolver.

Vai ficar tudo bem. Sempre fica.

18 de setembro de 2016

Cartas de quem corre

Eu às vezes corro pra cá.
Corro pra inventar histórias, pra fantasiar romances, pra imaginar cenas.
Corro pra falar das minhas fraquezas e inseguranças. Incertezas. Inconstâncias.

Quando tudo o que se quer é um abraço. Quando o tempo insiste em se arrastar.
É pra cá que eu corro, pro meu cantinho.
Escrevo cartas sem remetente.
Cartas à ninguém especificamente.

Tento rimas, usos gírias, faço a prosa.
Atravesso rios, mares, te compro uma rosa.

A vida vai seguindo.
Vai doendo.

Tem dias em que minha cabeça é meu próprio inferno.
Tem dias em que eu rezo pra não pensar.

5 de setembro de 2016

Uma forma de registrar pequenos momentos

De alguma forma eu precisava registrar isso em algum lugar. De alguma forma a música me tocou.
De alguma forma eu sei que aqui é um dos meus lugares seguros. De alguma forma eu sei que você não passa por aqui.
De todas as formas: eu te amo.


Como eu gostaria que você soubesse
O quanto eu te quero
E o que eu faria pra te manter feliz

Te quero outra vez como te quis
Sempre que a lua vai ao céu
Fico sonhando acordado conversando com você
Te imaginando do meu lado
Preciso lhe contar minha paixão
Preciso ocupar seu coração
Preciso lhe contar minha paixão
Preciso ocupar seu coração

Sei que amar faz penar
Tento encontrar um caminho pra te aniar
Protejo este amor pra ser só teu
Receito este amor maior que eu
Protejo este amor pra ser só teu
Receito este amor maior que eu

Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim

Meu amor tem nome e é uma fêmea
Seus faróis enxergam o alto
Seus transformadores dons inspiram e festejam o bem
E eu, louco em mim
Só desejo tempo para permanecer em sua festa
E amá-la de forma que ela perceba
E eu não precise jurar
Esse sentimento me envaidece
Saio por aí e dá vontade de gritar seu nome ao infinito
Mas não conto pra ninguém
Ela pode sentir o meu melhor
E isso basta no meu repertório de felicidades
Como as pérolas radiantes que a envolvem
Quero voltar aos sedosos braços dela
E dizer te amo, como da primeira vez

Dois amores, dois grudados
Um abraço entregados
Em carinhos que desejam não ter fim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Me desenhei pra você
Te tatuei em mim
Em mim