18 de setembro de 2016

Cartas de quem corre

Eu às vezes corro pra cá.
Corro pra inventar histórias, pra fantasiar romances, pra imaginar cenas.
Corro pra falar das minhas fraquezas e inseguranças. Incertezas. Inconstâncias.

Quando tudo o que se quer é um abraço. Quando o tempo insiste em se arrastar.
É pra cá que eu corro, pro meu cantinho.
Escrevo cartas sem remetente.
Cartas à ninguém especificamente.

Tento rimas, usos gírias, faço a prosa.
Atravesso rios, mares, te compro uma rosa.

A vida vai seguindo.
Vai doendo.

Tem dias em que minha cabeça é meu próprio inferno.
Tem dias em que eu rezo pra não pensar.

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