25 de setembro de 2016

Desabafos de um domingo a noite

Okay.
Hora de tentar organizar tudo por aqui.

Eu estou tentando me manter forte, mas tudo o que eu tenho vontade é de deitar no colo da minha mãe e chorar.
Chorar porque a vida não é esse mar de rosas e eu não sei ser forte em 100% do tempo.
Não faltam amigos, não faltam esperanças, eu só não sei lidar com essas rasteiras que a vida me dá.

Foge do meu controle as situações alheias. Eu, controladora de tudo, aspirante a deusa onisciente e onipotente, não sei lidar.
Tem dias, como hoje, em que acho que talvez morrer seja mais fácil. Não falo de suicídio.
Não penso nisso faz tempo. Já pensei? Já. Há muito tempo atrás.

Não sei ser fraca. Também não sei ser forte. O que eu sou? Um amontoado de perguntas sem respostas.
Uma certeza? Eu quero mais do que tudo que isso dê certo. Que no fim, todos esses malditos segundos longe, valham a pena.

Eu sou desconfiada.
E ao mesmo tempo sou uma criança inocente, que acredita em (quase) tudo o que dizem.
Só que eu me cobro demais. Então a minha ação deve ser igual ao que penso. Isto é, ajo conforme penso. Tem que ter uma sintonia.

Eu cansei de usar máscaras. Cansei porque dói. Então eu sei o quanto dói desapontar quem a gente ama por usar máscaras.
E entenda "por quem a gente ama" por pai e mãe.

Eu cansei de viver pros outros tem um tempo. Eu só me fodi enquanto eu quis viver pros outros, agradar todo mundo.

Passei 3 anos na porra dum hiato.
Três anos me jogando no trabalho porque era a melhor coisa ser feita. Porque de alguma forma o trabalho me dava a sanidade de continuar vivendo.
Agradeço por isso.

Aliás, agradeço por tudo.

Só que hoje tá difícil. Hoje tá bem difícil não ser parte.
Eu queria me sentir útil, mas só sou útil longe.

Eu preciso dar espaço.
Como dar espaço e ser parte da solução ao mesmo tempo?

Todos os meus sonhos.
Todos os meus planos.
Todo o meu amor.

Tudo isso passando diante de mim sem que eu possa tocar.

Hoje eu só quero chorar. Passei o dia inteiro segurando essa vontade absurda de tacar o foda-se e desaparecer.
Vou me repetir: me sinto inútil.

Eu só queria ser o porto-seguro.

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