24 de novembro de 2016

Dos rascunhos que eu retomo

Eu acho que eu nunca consegui dizer o quanto ou como eu amo.
E eu acho que isso talvez não seja necessário, mas escrevo por vontade de colocar na história toda essa coisa, esse romance proibido, esse Romeu e Julieta pós-moderno que me mata dia-a-dia.

Demorei na vida pra entender o que era amor-próprio. Demorei mesmo. Porque fazer a conexão entre amor e vida não foi uma coisa simples.
Estou me expondo? Talvez. De certa forma a exposição é necessária, não por necessidade de atenção, mas por necessidade de dizer.
Palavras me sufocam. Eu fico sem ar, as lágrimas vão surgindo.

Paro texto na linha acima. Retorno depois de inúmeros acontecimentos.

Isso aqui sempre foi meu muro das lamentações.
Eu preciso criar forças pra ressurgir.

Sinto raiva por ter acreditado no "Eu te amo" alheio. Raiva porque até o mais inocente dos homens saberia logo de cara que a relação entre um pinguim e um panda jamais daria certo, por mais que ambos sejam monocromáticos.

Eu não sei o que sentir.
Eu não faço a menor ideia de como começar a esquecer. Eu sei que eu tenho seguir em frente.
Se ela vai se arrepender? Talvez. Não posso pagar para ver.

Eu sei que está doendo.
Pra cacete.
Dor. Dor. Dor.
Tudo é dor. Dor e questionamentos. Perguntas que surgem como agulhas num voodoo.

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