21 de novembro de 2016

Sobre o fim (mais um)

Mais uma vez vamos escrever sobre encerrar ciclos.
Eu acho que depois de tantos anos eu desaprendi a sofrer por amor.
Foi um nocaute tão certo, tão rápido e tão intenso.

É como se eu tivesse jogado fora os últimos dez anos de vida. Todas as experiências, todo o meu saber, todas as minhas histórias de nada servem agora. Nada do que vivi antes serve para me dar amparo.
E fica tudo tão louco, tão dolorido. Fico sem esperanças.
Sem esperanças de que a vida pode ser boa.

Um, dois, três, quatro. Quinze comprimidos. Em nenhum deles está a cura para minha loucura. Em nenhum deles encontro a cura para a distância, para os desentendimentos, para a minha ansiedade.
Eu não sei ficar sem fazer nada.

Qual vai ser o foco daqui pra frente?
Não faço ideia.

Amores por inúmeras vezes são esquecidos.
Eu não quero discutir se ela me ama ou não. O meu maior medo agora é o de ser esquecida.
Eu me agarro as lembranças. Me machuco cada vez mais.

Cada novo machucado é uma dor nova.
Alguém sabe sofrer?

Eu me pergunto todos os dias: será que aquela mãe tem noção do furacão que ela causou?

Recomeçar.
Voltei dez anos no tempo.


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