25 de abril de 2017

Sensações

Venho pro quarto e me sinto idiota.
Idiota por chorar.  Aí choro mais ainda.
Idiota por gostar.
Idiota por esperar.
Idiota por conversar.

Idiota. Completamente idiota.
Idiota por sentir mais raiva de mim do que dela.

De fininho

Aquele momento em que você sai da sala pra não chorar na frente do pai

MG

Acordar pensando em você.
Acordar desejando você.
Meu corpo sente sua falta e minha cabeça imagina cenas incríveis nessa manhã fria.
O quarto mesmo com duas amplas janelas permanece numa penumbra interessante. É possível enxergar cada movimento, não com todos os detalhes, mas de forma que o sentido do tato completa a visão.

Ando sentindo falta do seu cheiro e do cheiro do encontro da minha pele com a tua. Algumas coisas não mudam com o tempo. A minha vontade de começar todos os meus dias me alimentando de você é uma delas.

O bem-te-vi canta aqui e acolá. Algum outro pássaro responde. No meio desses sons penso nos murmúrios,  gemidos e respirações...

Pele contra pele. Bocas passeando sedentas. O teu olhar enquanto eu mato a tua sede.

23 de abril de 2017

A racionalidade dela sempre me assustou. Eu sempre me senti a boboca caipira depois que eu me apaixonei. E olha que demorou um pouco.
Eu demorei pra me apaixonar. Eu trato as pessoas bem, sou carinhosa por natureza. Quer dizer, sou? Sou quando eu quero. Já me chamaram de insensível por incontáveis vezes.
O meu desinteresse pela sociedade em geral em parte é patológico, em parte é uma certa arrogância da minha parte mesmo.
Ultimamente ando evitando contatos sociais: é só olhar pra minha semana. É como se ao sair todo mundo pudesse ver todas as minhas feridas.
Eu tô sangrando em carne viva mas tô fingindo que está tudo bem. Então pro resto do mundo eu estou super feliz porque eu fui viajar a trabalho e agora estou em férias. Não, eu não estou reclamando, mas é um saco acordar de madrugada sem ar e demorar pra conseguir voltar a dormir.

Voltando ao medo da racionalidade: acho que pessoas racionais tendem a sofrer menos. E eu sou esse monte de sentimento com os quais não sei lidar.
Acho que eu estou sempre fugindo de enfrentar algo. Sabe aquela coisa de não querer admitir que eu sou um fracasso quando o assunto são minhas relações.
Sei lá, não consigo manter ninguém por perto. É necessário? Não sei. Talvez.

Eu sempre a achei muita areia pro caminhão. Muita. Bem mais do que eu poderia lidar. Sabe quando você acha que você não merece? Eu tenho essa sensação até hoje: eu não mereço. Um senso de inferioridade, de não merecer amor. Ruim? Sim. Tento mudar? Tento. É fácil? Nem um pouco.

Hoje em dia eu me sinto muito mais bonita do que antigamente. Sei das minhas qualidades. Não sou tão burra, poderia ser uma profissional melhor. Poderia ter um padrão de vida melhor.
É, eu me cobro demais.
As minhas reclamações vem de uma vontade de ser melhor. Quem sabe sendo melhor eu encontre alguém que me ame.

A razão é muito óbvia às vezes. Só que eu me perco nesse monte de sentimento bom e ruim que tem aqui dentro.
Não é que ela me equilibre. Mas ela me mostra o caminho de uma forma tão fantástica, tão simples. E mais do que isso: eu sinto como se eu pudesse torna-la uma pessoa melhor.
Eu sei que ninguém completa ninguém. Tanto que um ano atrás eu estava OK. Só que é ruim experimentar algo bom e não ter mais acesso. Pergunte a um rico que perdeu tudo. É muito pior do que um pobre que está acostumado a viver com pouco.

Eu sempre cobrei demais dos outros. Na minha cabeça o par ideal teria incontáveis atributos. Aí me vem ela. E eu aprendo a gostar dos defeitos.
Porque gostar das qualidades é muito fácil. Quem não gosta de uma loira dos olhos azuis? Mas não foi isso que me chamou a atenção.

O que me chamou a atenção foi o interior. A parte que ninguém tem acesso. Os medos. As inseguranças. As coisas que de alguma forma são parecidas comigo. De um jeito torto, mas são.
Enquanto eu não controlo os sentimento e deixo tudo vir a tona, ela controla tudo. Sufoca. Tenta em vão arrancar a raiz de um sentimento que é muito maior do que o que a gente pensa. Daqui exatamente um mês vai completar um ano do dia que nos falamos pela primeira vez.
Desde então viver tem sido algo diferente. Intenso: Tanto para o bem quanto para o mal.

Se ela é o sonho, eu acho que eu sou o pesadelo. Acho que todas as minhas reclamações e especialmente minha doença a afastam.
Ela diz que me faz mal.
O que me faz mal é não poder viver esse sentimento. Não poder ser plenamente, não satisfazer minhas vontades. O que me faz mal é a ausência.
Ausência da voz, da presença, de partilhar a vida.

É isso o que me machuca, mas não adianta eu falar. Nada do que eu faça vai mudar uma decisão que já está tomada e que não cabe a mim mudar.
Por mim eu estaria junto. Ainda que escondido, ainda que de um jeito que nenhuma das duas merece, mas que é o que dá pra ser. Porque o inferno do lado dela ainda é melhor do que o paraíso sozinha.

Eu sei que ela não vai voltar.
Mas nem por isso eu vou deixar de esperar.
Eu vou vivendo. Do meu jeito torto. Vou seguindo. Mas eu ainda estou esperando. E vou esperar por todos os meus dias.
Tá marcado na pele. Na alma.

As palavras não expressam o quanto eu gosto. Eu nunca disse. Não cheguei nem perto. Primeiro porque ela é racional, segundo porque eu tenho medo dela achar tudo isso uma bobeira sem fim. E eu sempre tive medo de parecer boba, inocente. Por mais que eu saiba que eu sou.

22 de abril de 2017

Tô querendo morrer?
Sim

Sai pra beber com minha mãe.
Uma certeza após isso?
Quero morrer o mais rápido possível.

Nem 7

Sábado. Não são nem 7 da manhã e eu já acordei.
Sonhei com você.
Sonhei que você dormia aqui comigo.
Acordei ruim. Com enjoos.  Esperando aquele momento em que você vai parar de falar comigo de novo.

É tão ruim não falar contigo.
É horrível ser invisível.
Eu só queria um lugar no mundo pra gente ficar em paz... Nem que fosse só conversando...

Meu abraço sente sua falta.

21 de abril de 2017

Eu realmente sou completa e absurdamente apaixonada por você.

Bastam poucas linhas de conversa.
Basta muito pouco.
O sorriso mais bobo do universo é o meu.

As respostas

Tá tudo bem?
Óbvio que não.
Voltar do Rio e estar em férias só me deixa ociosa. O que tenho feito da vida? Bebido e dormido o dia todo. Quanto mais eu durmo menos eu penso.
Só que isso não é saudável.

Eu ainda acho que a culpa de tudo ter acabado é minha. Acho que não sou boa o suficiente. Acho que o problema sou eu que não sei me relacionar,  que sempre busco relações fadadas ao fracasso e me entrego não 100% mas mais do que isso.

Eu acho que sou imatura e não sei lidar com a rejeição. Algum ser humano sabe?
Eu tô sem rumo.
Você era meu norte porque foi a única pessoa que foi real. Eu não precisei bancar a descolada e nem você precisou fazer um papel. Era bom porque éramos nós e foi isso que me prendeu.  Sei lá, eu achava que te conhecia. Talvez por isso eu tenha insistido tanto. "Eu conheço seus passos, eu vejo seus erros"

Agora você me manda mensagem. Pra depois sumir logo em seguida?
Eu gostava de ser a pessoa em quem você confiava. Era bom.

A bosta de se apaixonar depois de "velha" é que as consequências são maiores.
Pelo menos aqui, do lado de cá,  tá sendo.

São 6h35 de um feriado.  Eu de férias.  A gente poderia estar indo pra qualquer lugar passar um fim de semana. 

Sonhar não custa nada.
Eu só queria esgotar as tentativas pra dar certo.
Porque eu não sou tão descartável assim. Sou?

20 de abril de 2017

Das coisas que venho pensando... Suicidas se sentem invisíveis. É como se ninguém notasse a existência deles.
Como se eles não fossem importante o bastante.
Ruim viver com essa ideia de que nunca importou, de que eu nunca fui importante. Ruim esperar por uma ligação que não virá.
Uma mensagem que não vai chegar. Só me faz ter certeza de que realmente não faz diferença.

E se não faz diferença, why keep going on this?

Hipótese

Se com uma ligação você pudesse salvar uma vida. Você ligaria?

19 de abril de 2017

Eu sempre acho que cheguei ao fundo do poço. Que já sofri tudo o que havia pra sofrer.
Quase namorei. Fugi de um relacionamento de transição porque me sentia mal procurando por você.

Uma amiga disse que eu deveria colocar mais pessoas na minha vida pra cobrir cada pedaço teu. Mas acho que nem se eu colocar o mundo todo irei conseguir suprir a falta que eu sinto.
Vou precisar de alguém pra falar de Adventure Time, alguém pra beber cervejas especiais, alguém pra fazer degustação, alguém pra cozinhar sem sal, alguém pra fazer piada de humor negro, alguém pra me acalmar, alguém pra dizer que posso errar, alguém pro sexo, alguém pra falar de outras realidades, alguém que fale sobre os sobrinhos...

É muita gente.
Eu tô no fundo do poço. Eu me permiti desconstruir toda a fortaleza que eu demorei anos pra levantar.
Eu não sou mais nem a sombra da pessoa apaixonante que eu era. Eu não tenho mais brilho.

Tudo se apagou.
Até minha fé.

Sei lá onde enfiei o amor-próprio que eu tinha.
Tá tudo uma bosta e eu só sei reclamar.

Eu to me segurando pra não te ligar. E eu não vou. Embora eu saiba que talvez isso hoje fosse a única coisa que de fato iria me fazer bem.
Ando tendo sonhos estranhos.
Você sempre aparece como algoz.

Tem tanta coisa aqui. Tanta mágoa.
Hoje é um daqueles dias onde eu queria morrer. Morrer só pra ver se eu paro de chorar, só pra ver se para de doer.

17 de abril de 2017

Sobre o vazio das lembranças

Ontem foi mais um dia onde recordar doeu.
As pessoas dizem que eu tenho que superar. É, eu também acho isso. Eu tenho que esquecer.
Mas eu consigo esquecer? É uma bosta ficar lembrando de como era simples ser feliz com você do lado. É um saco lembrar do som da sua risada ou de como eu ficava toda boba te olhando enquanto você roncava profundamente ao meu lado.
É um saco relembrar todas as conversas de bar, as cervejas, seus gostos, ou você cozinhando. Foi tanta coisa em tão pouco tempo.
Eu sei que não dá pra voltar no tempo e consertar. Eu só não consigo conviver com esse vazio. Dói.
Dói tanto que tenho vontade de bater com a cabeça só pra esquecer. Eu sempre tive medo de ter Alzheimer por conta do meu avô. Hoje eu queria que a doença fosse hereditária. É isso ou morrer.

É drama?
Não sei.
Eu tiro forças não sei de onde.
Enquanto isso você deve estar feliz. Vivendo sua vida, amando outras pessoas.
Invejo sua capacidade de me ignorar, de fazer de conta que eu não existo.

E de fato eu não existo.
Eu não importo.

"I was cryin' when I met you / Now I'm tryin to forget you / your Love is sweet misery / I was cryin' just to get you"

Depois de um mês eu peguei meu carro novamente. Eu ando devagar que é pra não ter perigo.
Eu não sei até quando eu vou suportar tudo isso.

No Rio eu tive outra crise.
Eu calo muita coisa.

O que mais me deixa puta nessa história é que a gente se dava tão bem.

15 de abril de 2017

Como é escrever no meio de uma crise de ansiedade

Boa noite.
Estou em mais uma das minhas crises de ansiedade.
Sem um telefone amigo pra ligar.
Sem uma voz pra me acalmar.
Longe de casa.
A respiração ofegante marca o compasso.
O coração acelera e a boca seca.
O estômago dói. Eu fico sem ar.
As lágrimas vão caindo.

Ninguém se importa.
Não faz diferença.

14 de abril de 2017

E se você for um dos porquês?

Acabei de assistir 13 reasons why.  Você obviamente sabe do que se trata.
Meu estômago está revirando.  Já conversarmos sobre suicídio algumas vezes.
Sou uma sobrevivente?
Não sei.
Parte de mim morreu nesse meio tempo.
Ainda ontem estava falando sobre ter um coração partido e superar.
Eu ainda não esqueci.
O que mais me machuca não é o final da relação em si. É o silêncio que ficou. São todas as mensagens não respondidas. Como se eu não existisse. Como se eu nunca tivesse sido importante.
Dói.
Dói porque pra mim foi importante.

Não será eu escrevendo aqui que vai fazer as coisas mudarem.
Não serão estas palavras que vão fazer você ligar só pra perguntar se está tudo bem.

Eu só queria achar uma saída pra tudo isso.

8 de abril de 2017

Cartas sem resposta #1

Eu quero tanto a minha casa.
Eu quero tanto ouvir a sua voz. Sua voz me acalma. Seria um alívio receber uma ligação nem que fosse só pra ouvir um rápido "oi, tudo bem?" e só.

O Rio vem se tornando o Hell de Janeiro, que na verdade é março. Que se estende até abril.
De novo estou doente. Minha imunidade baixou de tal forma que eu tô protelando ir ao médico porque estou trabalhando.

Lembra que ano passado eu estava com suspeita de caxumba e era só minha sinusite que tinha me pego de jeito? Então, mesma coisa esse ano.

Só que eu ainda não fui ao médico.

Eu quero minha casa. Quero ouvir sua voz.
Quero um pouco de paz.

3 de abril de 2017

Da Barra, RJ

Receber agressões gratuitas num lugar onde me escondo é ruim. Não é esconderijo, é refúgio.
Quase um mês longe de casa.
Férias chegando.

Eu continuo pensando todos os dias em você.
Faço algumas tentativas de contato sabendo que você não vai responder. Eu não faço ideia do motivo desse silêncio todo.
Acho que eu já não me machuco mais com a ausência, com esse vazio que ficou. Mas eu sinto falta. Eu sinto saudade.
Saudade do cheiro, da risada, do som da sua voz.

O Rio, mesmo com todas suas "coisas mais lindas e cheia de graça", não conseguem apagar a memória dos dias bons que vivi ao teu lado.
Não se vive de passado, mas o tempo não existe. Somos movimento.

Fui visitar o Museu do Amanhã. Se quiser espie as fotos no meu instagram.
O passado, presente e futuro se conectam de alguma forma dentro da existência.

Faz um tempo que não tenho notícias tuas e acho que dificilmente terei. Você aprendeu a colocar limites nas sua relações. Admiro isso.

Você faz falta.
Neste momento estou na Barra da Tijuca. O Rio é interessante. Acho que estou me sentindo em casa nesta noite não tão quente. A avenida das Américas movimentada me lembra a avenida de casa.

Você faz falta.

É... Você realmente faz falta.

21 de março de 2017

Sobre o universo esfregando a sua existência na minha cara

Tá foda.
Tá bem foda. Eu acordo bem e vou trabalhar.
Perdi quatrocentos reais essa semana.

Estou tentando manter o bom humor, mesmo com tudo correndo contra.
Uma colega de trabalho me chama para mostrar as meias. Adivinha qual a estampa das meias? Um panda. Um maldito panda. De quem eu lembro?
Saio para dar uma volta no shopping, passo em frente a uma casa de eletro eletrônicos, está tocando Chainsmokers, de quem eu lembro?
Eu volto pro trabalho. Um dos meninos está no facebook, qual o post que está na timeline dele? Um gif daquele desenho dos Ursos. Mais uma vez o panda aparece na minha frente.

Eu sinto tanta raiva de mim. Tanta raiva. Raiva porque eu ainda gosto. Porque eu espero você dizer "Volta, vamos tentar de novo".
Acho que você nunca teve noção do quanto você me fez feliz. Não que eu não fosse antes, mas você me muito mais feliz. Eu era a mulher mais feliz do mundo.

Acabou?
Acabou. Mas tem tanta coisa aqui guardada. Sabe o que me dá mais raiva? É que eu simplesmente não consigo te odiar. Nem um pouco. Nem um pouquinho sequer.
A raiva que eu sinto é de mim. Porque eu não consigo te deletar da memória e o universo faz questão de esfregar fragmentos da sua existência.
Você é a pessoa mais idiota com quem eu já me relacionei. Idiota porque você gosta(va?) de mim e ainda assim você desistiu.
Mas era(é!) a idiota que eu amo. Eu ainda te amo. Muito. Mesmo.

Agora eu to aqui. 8 minutos me separam de uma "data especial". Tô longe de casa, da família, dos amigos. E a unica pessoa de quem eu realmente sinto falta é de você.

19 de março de 2017

Sonhos

Hoje é mais um daqueles dias em que estou rezando pra bater a cabeça e ter uma amnésia.
Desde ontem a cabeça não para de pensar em você. Um segundo sequer.
Sonhei que você estava namorando com outra pessoa. Outra mulher.
Acordei com raiva. Raiva porque minha cabeça vive me sabotando. Acordei mal com a ideia de sequer imaginar que você um dia possa sentir por outro alguém o que você disse que sentia por mim.

Maldito inferno astral.
As coisas por aqui estão indo. Hoje perdi minhas notas fiscais que precisaria apresentar para reembolso.
Ganhei um feedback morno.

Eu preciso de férias.
Nessas horas eu sinto saudades do tempo em que estive em SP. Por que ali havia você. E você fez tudo valer a pena.
Como você consegue ser tão idiota, hein?
Eu passaria pelo inferno pra ficar com você. Eu quis ficar com você pro resto dos meus dias. Eu te dei meus sonhos, meus planos, minha vida. Te dei meu amor. Minha melhor parte. Eu sou uma pessoa incrível, e você sabe disso, porque você me conheceu na parte mais íntima. Nunca tive segredos com você.

Eu continuo olhando o celular. Esperando uma mensagem tua. Um sinal de vida. Um "E aí, você tá bem?" Mas eu sei que você não vai fazer isso, porque você acha que assim é melhor. Só que em momento algum você perguntou o que eu acho melhor.
Eu sou egoísta? Bastante. Da mesma forma que você é covarde.

Como alguém diz que ama e não quer ficar junto?
Eu não sou mais criança. Nem você. Somos duas pessoas adultas capazes de tomar decisões.
E você tomou as tuas: Você desistiu de mim.
É uma bosta eu desejar que você acorde pra vida e corra atrás disso. Porque se tem alguém que conseguiria mudar tudo isso, esse alguém é você.
Enquanto isso eu sigo engolindo meu ódio.

Eu só precisava de um pote de doce de leite. Não pelo pote. Mas por você tentando cuidar de mim.
Ou de chegar e ver minhas flores favoritas.

Continuo na tentativa de tentar te esquecer.
Sabe quando eu dizia: você é um sonho. Eu estava certa. Estava bom demais pra ser verdade. Era bom demais pra durar. Era perfeito demais pra existir.

Dos dias que te odeio

Daqueles dias em que eu passo o dia inteiro me xingando porque eu ainda lembro de você.
Cara, você sabe o quanto é foda?
Você é uma idiota por ter desistido.

Eu vou fazer qualquer coisa e eu sempre lembro de você.
Me sinto muito idiota. A pessoa mais babaca do Universo. Porque eu me envolvi...
Eu to aqui, chorando. Mas até aí normal, você não vai se importar mesmo.

Eu queria que você soubesse a merda que você fez, que corresse atrás do prejuízo, mas você é idiota e eu sei que você não vai fazer isso.

Te odeio por ter desistido de mim.
Muito.

10 de março de 2017

O universo conspirando

O universo não para de te esfregar na minha cara: adivinha de quem tem show hoje aqui em São José?
Esteban.

Eu até tento esquecer, mas ó, dá não.
Me faça o favor: vem tentar de novo. Porque te esquecer ou deixar de te amar é simplesmente impossível.

Cartas não entregues

Um daqueles dias pra chorar de saudade.
Eu não entendo você não querer tentar de novo.
Eu daria tudo por outra chance, não por mim, nem por você, mas por nós. Porque, enquanto juntas, acho que fomos nossas melhores versões.
A gente pode se melhorar tanto, tanto, mas tanto.

Ontem por um instante sonhei em passar um feriado com você. Viajar. Sumir do mundo.
Hoje o Daily Mix do Spotify tá naquelas de jogar na minha cara a falta que você me faz.
Aliás, música é o ponto onde eu mais sinto sua falta. Junto da melodia vem o teu cheiro na minha cabeça. E especialmente quando o teu cheiro se misturava ao meu.

Em todas as minhas entrelinhas eu tô dizendo: Volta. Vem cá, vamos tentar de novo. Mas você parece não entender.

Quando eu disse que estou praticamente namorando não foi em tom de ameaça, só estou me permitindo ter uma boa companhia. Jogo aberto.
É óbvio que se eu pudesse escolher eu escolheria você, mas você não quer ser uma escolha.

Às vezes eu ainda acredito que vou acabar casando com você.

9 de março de 2017

Carinhoso



Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus

Se você soubesse o quanto essas coisas simples como ontem me fazem feliz, acho que você me encheria de coisas simples.
Não é sobre voltar.
Eu não quero voltar, porque voltar significa regredir, significa ser como era antes. Acho que a gente mudou um pouco nesses quase dez meses.
Eu continuo te achando uma idiota por ainda não ter corrido atrás do prejuízo. É. Eu disse outra vez: por que você precisa ser igual a todo mundo e só dar valor quando realmente perder?

O sorriso bobo que você me causa é maior do que tudo.
Eu sei que pra você muita coisa deve doer, mas não vou me intrometer, estou aqui. Eu ainda estou aqui.
Eu ainda amo.

15 de fevereiro de 2017

Mantra do dia

Eu não vou te ligar. Eu não vou mandar mensagem. Eu não vou nem ligar nem mandar mensagem. Eu não vou ligar. Eu não vou desbloquear.
Eu não vou enviar um email. Eu não vou te procurar. Eu não vou atrás. Eu não vou. Não vou te esquecer. =(

8 de fevereiro de 2017

Você

Eu não posso contabilizar o tempo em que estou sem falar contigo.
Quebrei o jejum e me arrependi. Em partes. Porque a saudade continua aqui.
Saudade das coisas que eu criei. Saudade de lembrar da sua mão sob a minha enquanto dirijo. Da minha falta de habilidade para acender um cigarro perto de você. Aliás, só pra constar, semana passada eu estava tão no mundo da lua, que tentei acender um cigarro pelo lado do filtro...

Saudade do beijo. De você me olhando nos olhos. Do teu sorriso. Você sorri com os olhos às vezes. Você. Você. Você.
Você. Um milhão de vezes você.
Você na cabeça enquanto eu vou correr. Você na cabeça na soneca que eu tiro antes de ir trabalhar. Você. Você.
Você nas coisas boas. Nas coisas ruins. Você na ausência que você deixou ao ir embora sem mim.

Sério, eu paro e me pergunto: por que é que você tem que ser igual a todo mundo e só dar valor quando perder?
Porque eu ainda tô aqui. Eu estou te esperando. Eu tô paradinha, olhando pro celular, esperando você ligar. Eu tô aqui ainda, sabia?
E eu não faço ideia de por quanto eu vou estar... Eu esperaria a vida toda. Eu vou vivendo. Um dia de cada vez. Até tentei abrir o leque, aceitar uns convites pra sair, olhar a agenda e chamar as pessoas. E quanto mais pessoas eu tento enfiar na minha vida mais eu percebo que eu queria estar com você.

Tenho saído bastante com minha(s) chefe(s). E eu só consigo sentir a sua falta. Porque eu sempre sou a pessoa impar. Elas, os maridos, os filhos. E uns papos bons. Uma conversas que eu queria você participando. E você falando de trabalho. Por Deus, eu sou apaixonada por você. Por cada detalhe chato. Por cada chatice sua.

E daí?
De que adianta?
Quem se importa?

Eu sou a única que liga. Eu sou a única que liga?
Eu daria todo o meu dinheiro pra entrar na sua cabeça.

Eu tô me enganando, né?
Eu estou de novo me agarrando em qualquer coisa pra permanecer aqui...

7 de fevereiro de 2017

21:22

Domingo. 21:22
Este é o horário da sua última mensagem.
Depois disso optei por não responder. Embora eu continue olhando o celular e esperando uma manifestação sobrenatural.
É. Sobrenatural. Porque eu sei que você não vai me mandar mensagem.

São mais de 48h.
Um record para mim.
Ok que não falar com você não quer dizer que pense menos no assunto.
Nosso término é um assunto indigesto.

Na minha cabeça tem algumas peças que não se encaixam. É como se eu tivesse dois quebra-cabeças distintos misturados. Tenho todas as peças, mas tem muita coisa misturada. Um deles é quem você é de verdade, o outro, a parte que você demonstra. Ou tenta demonstrar.

Você (me) ama. Peça número 1 de N outras.
Você não vai fazer nada para ficar comigo. Peça número 2 de N outras.
Você tem medo. Peça 3/N.
Você até queria ficar comigo. Peça 4/N.
Você ama sua liberdade. Entenda: você gosta de estar solteira sem dever nada pra ninguém e poder conhecer, pegar, transar com quem você bem entender. 5/N.
Sua liberdade já não te faz tão feliz quanto antigamente. #pinguinwins 6/N

O que nisso tudo é verdade? O que nisso tudo é invenção da minha cabeça?

Eu fecho os olhos e lembro da nossa terça-feira perfeitinha. Eu fecho os olhos e lembro de todas as coisas boas.
Era só o começo, sabia?
É extremamente difícil ver que no final fiquei sozinha.

Malditos pronomes. Nesse emaranhado de tantos nós acabamos sem nós.

Sinto sua falta.

6 de fevereiro de 2017

Câncer

Passei o dia todo olhando o celular, esperando por uma mensagem que não vai chegar.
Não vai ter resposta se não houver pergunta. E eu não quero perguntar se está tudo bem. Eu sei que do teu lado está tudo ok.
Ou imagino.
Não consigo te imaginar sofrendo por amor.

Fiquei uns dias pensando na definição "você é um câncer". Um câncer consome. Há quem resita, quem lute contra, quem se trate e até se cure, mas o câncer sempre vai deixar suas marcas. Uma das coisas que eu sei é que um câncer muda a vida. De um jeito ou de outro.

Eu, claramente, pertenço ao time dos que preferem não se tratar e viver intensamente até o fim. Tomo todas as dores para mim. Acho que preferi encarar que todo mundo morre. E se meu câncer é você, não dá pra fugir muito.

Eu preciso abandonar a falsa sensação de que se eu te der apoio, ou qualquer outra coisa, você vai tentar ficar comigo.
Você não vai e você foi extremamente clara nesse aspecto. Por quê eu estou me enganando?

Sei lá, tem algo aqui dentro que me diz que você precisa mais de mim do que eu de você. E eu meio que inconscientemente concordo com isso.
Talvez por isso, por mais que doa para caralho, eu insisto em alimentar minhas esperanças de que não chegamos ao fim da nossa história.

É inevitável pensar em você.

14 de janeiro de 2017

Rascunhos retornados

Eu sempre tive o hábito de escrever nas horas boas e ruins.
É estranho ser a pessoa a ter que falar pra sua mãe que a mãe dela se foi.

Mais estranho é esse sentimento de vazio que fica.
Vovó se foi.

Pausa.
Volto dias depois.
O começo disso aqui foi ano passado.
Minha ficha sobre minha avó ainda não caiu. Sinceramente? Eu não quero que caia. Minha avó foi matriarca de uma família enorme. Vovô casou duas vezes. Do primeiro casamento são 7 filhos, do segundo, 11, dos quais mamãe é uma parte.

Dezoito filhos.
Dezessete vivos.

Uma família enorme.
Da qual minha avó durante muito tempo esteve a frente. Meu avô faleceu uns 15 anos atrás. Eu acho. Não lembro direito da data, mas eu lembro exatamente de como fiquei sabendo. O telefone tocou, eu estava no banho, mamãe atendeu. Depois disso só ouvi o choro. Não lembro do velório.

Dessa vez foi diferente. Eu já esperava. Não queria, mas já esperava.
E doeu. E dói.
Sei lá, pra mim, minha avó ainda tá viva. Sou só eu que sou uma neta desnaturada e que não vou visita-la.

2016 foi difícil.
2017 está estranho.

6 de janeiro de 2017

sobre expectativas: queria que agora ela dissesse "Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você"
Eu queria a opção de apagar tudo.
Mas não tem.

Meu coração tá cada dia mais despedaçado.
Vou manter a pose de forte.

4 de janeiro de 2017

Senhor dai-me forças pra resistir.
Aponta me um caminho de esperança.

Em ti confio, em ti espero. Cura com tua graça e teu amor toda ferida que há por aqui.
Pai de bondade, suplico que venha ao meu encontro, confortar-me com teu imenso amor.

Perdoa meus momentos de fraqueza.
Eu sem você, nada sou.

Restaura meu coração. Restaura minha vontade de continuar vivendo.

Eu não tenho mais forças, Senhor.
E sozinha eu não consigo.
Hoje é uma daqueles dias em que rezo pra morrer logo.
Se Deus pudesse me privar da dor e do sofrimento, hoje é aquele tipico dia em que eu estou implorando por isso.

O suicida pensa em tirar em própria vida. Eu não penso nisso.
Eu só cansei.

Cansei de ter esperanças de que algo alguma hora vai dar certo na minha vida afetiva.
Sério.

Cada vez que uma história minha chega no ponto onde "É melhor esquecer" eu sofro mais.
E eu não aguento mais sentir dor. Eu não aguento mais.

Eu quero bater a cabeça e acordar sem memória. Qualquer coisa que faça essa maldita dor passar.

Qual é o problema?
São as minhas escolhas? É com quem eu me envolvo? É minha falta de maturidade?
É minha falta de planejamento financeiro?
É minha falta de paciência?
Minha falta de fé?

Qual o pecado eu estou pagando agora?

Eu cansei. E eu não tenho mais forças.
E dói.

Dói.

Eu não aguento mais.