26 de maio de 2017

Carta a uma bocó

Eu tentei de todas as formas fazer você ficar.
Pedi. Insisti. Implorei.
Mas eu não tenho como fazer que isso aconteça.
Se você quer ir, então vá.
Não é o que eu quero, não é o que eu espero.
Eu sempre te deixei livre, sempre esperei que você fizesse o que você bem entendesse e sempre acreditei que o amor não é prisão.
Eu nunca te privei. Ou nunca quis privar de nada.
Egoísmo da minha parte olhar só pro que eu sinto. Ainda que eu não saiba o que você sente ou pensa.
Estou firme no propósito de não ir atrás. De não forçar você a ficar ou me deixar ficar por perto.
Se você vem até aqui pra ler isso, aí são outros quinhentos. Não sou eu quem vai atrás de você e se você vem é porque quer.
Acho estranho.
Talvez você venha aqui pra rir. Pra ver como é idiota da minha parte essa relação boba que eu tenho com o que eu sinto.
Talvez você venha e me ache idiota, como depois de tanta coisa essa menina ainda gosta tanto de mim, deve pensar você.
Talvez você venha até aqui porque você se preocupa e vê aqui um maneira indireta de saber se eu estou bem ou não.

Eu tô bem. Só estou chateada. E essa chateação não vai passar. Mas tudo bem.

Eu acho estranho que você venha até aqui em vez de falar comigo. Acho ruim.
Porque se você, de alguma forma, se interessa você tem total liberdade de estar presente na minha vida.

Sabe, eu amo meus amigos. Quando eu ainda digo que te amo é o carinho que ficou, o respeito.
Eu cheguei a te contar que me envolvi com outras pessoas, cometi alguns erros com outras pessoas, mas deixo meu coração livre pra gostar de outras pessoas. Antes era diferente, eu sei disso e você também. Antes eu estava como um cavalo, que com freios, só enxerga o que está na frente... E eu só via você. Única e exclusivamente.
Assim como o que eu sinto por você é único.
Sabe, eu tô deixando você ir embora. Ir embora das minhas memórias. É isso o que você decidiu. E eu respeito.
Com lagrimas nos olhos, obviamente. Eu deixo você ir e espero que um dia você volte, volte e diga: chatinha, você é/foi minha melhor amiga, não quero te perder.

Ou algo do tipo. Ou nem fala nada, só me manda uma música e diz que estava pensando em mim.
Dói deixar ir.
Ainda assim eu estou deixando...

Ainda espero um livro, com algumas palavras rabiscadas dentro.

Um beijo e até um dia.

Me dói perceber que aos poucos as lembranças vão virando mágoas...

Eu não queria que fosse assim. Mas só ela pode mudar essa situação.

23 de maio de 2017

Mimimi

Hoje é aquele dia em que vou passar o dia todo com raiva, porque né? 23 de maio é só importante pra mim.
Eu sou a única anta que liga pra isso.
Eu tô com tanta raiva pelo block, mas tanta raiva...

Vossa ilustríssima pessoa toma umas decisões que eu não entendo. Foda-se né, você não quer que eu te entenda.
Você nunca quis, por mais que eu seja a pessoa que mais tenha chegado perto disso.

A sua cabeça é confusa.
Eu sou um animalzinho selvagem que foi domesticado, já você é uma humanazinha que foi jogada na selvageria.
Eu odeio minhas colocações às vezes. Eu sei que você também detesta.

Mas na sua estimada ausência me dei licença poética pra inventar o que eu bem entender.
Porque eu preciso de porquês. Preciso deles pra domar essa tormenta de sentimentos que vive prestes a explodir aqui dentro.

Um vulcão prestes a entra em erupção​, conforme disse Socorro.
Como você consegue abrir mão de alguém tão foda quanto eu? Sério, sério mesmo cara... Quanta burrice cabe numa pessoa? Você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, mas quando se trata da gente, aliás, quando se trata de mim, você é tão tão tão... tão cara de chulé. Eu não consigo te xingar, caralho. Não consigo. É um tremendo defeito da minha parte, mas eu não consigo te ofender.

Dá vontade? Dá. Mas eu to racionalizando tanto essa decepção.
Foda-se que você é uma covardezinha, que insiste em dizer que tem menos anos do que realmente tem, foda-se que você não queria responsabilidade de um relacionamento sério. Eu sei que você não está nem um pouco interessada em sair do armário. E você não vai sair. Eu sei disso.

Mas eu tõ puta com o block, o maldito block que não resolve bosta nenhuma.
Cara, não dá pra fazer de conta que não existe. Não dá. Caralho, isso é muito infantil. E eu to puta por isso: porque eu esperava que você fosse adulta. É a fucking expectativa? É. Mas que caralho... Custa ser gente, custa tenta ser gente? Custa tentar resolver as coisas numa boa?
Custa. Deve custar um fígado.
Porque maturidade pra mandar mensagem depois de beber meia garrafa de uísque você tem, agora pra conversar sóbria num café, aí não né?
Qual é o peso, qual é a medida?
Mano, cê num guenta ouvir "Eu te amo" que você apela. Qual o problema em alguém gostar de você?
Que eu saiba quem deveria estar preocupada em amar uma mané feio você deveria ser eu, não você. É problema meu, não teu.

Enfim.
Foda-se né?
É assim que você resolve tudo.
Taca um foda-se e some. Bela maneira.
Tô aqui, aplaudindo em pé.

E ao mesmo tanto eu tô com tanta saudade. Mas tanta.
E tanta raiva por você me deixar aqui com a minha saudade.
Eu quero te socar, sabia? Te socar e depois te encher de beijos.

Quem diria que "Amei seu pijama da Pucca" iria fazer eu gostar tanto de alguém. É.
Um ano atrás a gente falava do pijama, do resort, da minha e da sua pós.
Idiota, eu te amo.

Mudando de assunto

Eu queria(?) esquecer que hoje faz um ano que começamos a nos falar.

Eu queria esquecer?
Não sei.
Talvez não.
Tô chateada ainda com a sua excelentíssima ideia de me bloquear.
Não resolve bosta nenhuma, mas você é a senhora absoluta da razão, Deusa onisciente, defensora da racionalidade e abstração sentimental.
Uma princesa Frozen de tão gelado que é esse coração. Rainha do coração gelado que só se derrete pelos dogs.
Monstro insensível incapaz de sentir pena dos reles seres humanos.
Não tenho poderes pra questionar suas decisões tão sábias.
Porque né, a melhor coisa que você poderia ter feito era me bloquear.
Resolveu tudo, não é?
Foi como um passe de mágica.
Você me bloqueou e eu deixei de existir no instante seguinte. Aliás, deixei de te amar também. E de sentir sua falta e vc a minha.
Tá tudo resolvido agora, graças a sua suprema inteligência emocional.

Só que não.

Pra começar bem o dia

Aquela linda terça-feira em que você acorda sendo chamada de egoísta pra baixo.
É. O dia começou bem.

Acho que das piores coisa que a gente pode ouvir é quando alguém diz que tem nojo de você, especialmente porque você "manipula" as pessoas.

Minha filha, se eu tivesse o poder de manipular eu tava casada com a moça do olho azul...

Eu tenho o dom de me meter numas encrencas.

23

"Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez"

Peso na consciência

Odeio essa sensação de que errei.
Odeio achar que estou fazendo alguém sofrer.

Mas pior do que isso é ter sido juvenil.
Agora tô duplamente na merda.
Primeiro porque aquela bocó não fala mais comigo e eu sinto uma falta do catalho.
Segundo porque né... Indiretamente eu fui uma filha da puta master...

Acho que eu fiz uma merda muito grande.
Tipo enorme.
E eu não tenho ninguém pra conversar sobre isso no momento.

E acho que a merda não tem como ser desfeita.
Que bosta...

22 de maio de 2017

Pra que?

O que me deixa mais chateada: você ler isso e continuar agindo como se não tivesse lido.
Se é pra não mudar nada, por que continua vindo aqui? Se é pra continuar calada pra que se interessar pelo o que eu escrevo?

Diga....

"Tira a maquiagem pra que eu possa ver
Aquilo que você se esforça pra esconder
Agora somos só nós dois, já podes parar de fingir

Mas cala essa boca e me diz com o olhar
Quem era você até me encontrar?
Se agora és diferente
O que eu fiz que te fez mudar?

Eu lembro dos lábios
Tremendo ao dizer: Eu não vivo sem você

Então diga
Que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu

Tira essa roupa pra que eu possa ver
Que não há uma arma tentando se esconder
O mal vive num lar perfeito e sem infiltração

Tira o cabelo da cara e me diz
Se por um segundo quiseste me ver feliz
Ou se és o meu destino tentando me dar outra lição"

Trezentos e sessenta e quatro dias

Às vezes eu queria saber que você não se preocupa, que você não está nem aí, que você me esqueceu.
Mas nada disso seria verdade.
A merda é que eu sei. A merda é que você sabe. A merda é que você sabe que eu sei.
No meio de tanta coisa que eu acho, e você sabe que eu acho muita coisa, eu queria achar que você não gosta de mim.
Ou ter certeza. Ou parar de me iludir achando que você gosta.

Eu transformo pequenas bobagens em alimento pra essa coisa nada a ver.
Eu tô cansada, sabe.
Eu só queria dar certo.
Eu fui idiota de acreditar que daria certo... É aquela coisa: eu sempre dizia "Tô sonhando e não quero acordar", "Você é um sonho". E foi exatamente assim.

É foda voltar pra realidade. É foda aceitar que mesmo tendo gostado pra caralho você não quis continuar. É bem difícil entender que tendo absolutamente tudo pra me fazer a mulher mais feliz do universo, você não quis. E sim, digo não quis. Poderia dizer não pode, mas na real a gente sabe que você não quis. Eu sei que você não quer. Porque se quisesse faria. Você não é idiota. Você sabe que só de me dar um pouquinho de atenção eu já fico feliz.

Hoje é 22. Madrugada do dia 22.
Daqui a pouco é 23 e aí completa um ano do dia em que eu achei que um fake tivesse vindo falar comigo. Um fake que queria me sequestrar e levar pra praia. Aposto que você nem lembra mais da conversa...

Sábado foi o casamento da minha melhor amiga.
Bobagem da minha parte, e eu me sinto muito trouxa por isso, mas me peguei imaginando como seria o nosso casamento.
Entraríamos juntas na cerimônia?
Seria no campo? Na praia? Num salão?
De dia ou a noite? (eu prefiro durante o dia)
Aliás, analisando nossa história acho que o perfeito seria um brunch, só pra lembrar que nosso primeiro encontro foi um café da manhã.
Assim como a sua primeira vez em São José também teve um café da manhã.
Um ano. Um ano do dia em que eu achei que a saída com o fake iria render só uma noite de sexo... Um ano.

Um ano atrás eu rezava pra que alguém me encontrasse. Um ano atrás eu conversava com Deus, contando sobre como eu estava cansada de sempre dar o primeiro passo pra relações vazias, pra pessoas vazias.
De certa forma acho que Deus me ouviu. E você apareceu.

E o que não era pra ser, foi. E enquanto foi, foi inacreditável.
Tão inacreditável que parecia mentira.

Você lembra da conversa que a gente teve quando você veio pra cá e eu te levei em casa depois?
Lembra de como eu estava brava?

Eu estou decepcionada.
Pra caralho.
Porque eu não queria ser a única a tentar manter contato. Às vezes eu queria que você desse o braço a torcer, que reaparecesse e dissesse: Ei, vem cá, vem ser minha amiga.

No show do Disclosure você disse que desistir de mim seria desistir de viver, seria desistir de ser feliz.
Numa outra conversa você disse que um dos teus objetivos de vida era eu, mesmo que eu não quisesse.
A grande questão é: eu nunca deixei de querer.
Só que acho que justamente por eu buscar, por eu insistir tanto nisso sozinha, eu me machuquei.
Não pelas pisadas de bola, mas por estar nessa sozinha, sabe.

Eu só queria que você também quisesse ficar.
Aí eu lembro que você não se sente à vontade comigo. E que é egoismo da minha parte querer te manter por perto.
Mas é realmente egoísmo sabendo que você fica feliz comigo? É realmente egoísmo sabendo que o teu sorriso é muito mais sincero quando é pra mim?
Sei lá.
Eu nunca consegui te entender por completo.

Só sei que enquanto lá fora chove, aqui dentro eu choro. Mais uma vez eu choro. Choro porque eu não vou ouvir mais você falar do trabalho. Ou da academia. Ou da sua vida.
Choro porque eu sei que você é incapaz de passar por cima de algumas coisas só pra gente ficar numa boa, pra manter uma amizade, pra se falar...

Choro porque você faz falta.

O que me consola é lembrar das coisas boas. Dos momentos fofos.
Eu lembro como minha mão transpirava quando eu estava na 23 de maio, prestes a chegar na sua casa. Afinal eu iria conhecer a sua mãe.
Eu parei perto do viaduto ali perto, onde se faz o retorno e respirei fundo antes de entrar à direita.
O medo de fazer qualquer coisa errada, de cometer uma gafe, de falar algo que não deveria.
Quando você me contou que ela gostou de mim eu fiquei tão imensamente feliz.

E quando fomos pra Santos? Sem gás. Errando alguns caminhos. Tomar café da manhã na padaria e você contando histórias sobre o bairro.
É tão injusto ser privada dessa felicidade nas pequenas coisas.
É tão injusto... Você me orientando. Vire à direita. Vire à direita. Direita. HAHAHAHAH. Bicho. É tanta coisa besta que me fez feliz.

Você saindo do antigo emprego. Eu pegando a estrada só pra te buscar no bar. O seu olhar na janela do carro enquanto eu te aguardava.
Nosso sexo. E aqui te peço desculpas por toda a minha insegurança.

Trezentos e sessenta e quatro dias atrás eu não fazia ideia de que eu estava prestes a encontrar a mulher dos meus sonhos.
Pena que você não vai passar por cima do seu orgulho ou do que quer que seja.
Pena que não ficou nem uma amizade.
Pena que eu tive que acordar de um sonho tão bom.

21 de maio de 2017

De outras redes

Confira o Tweet de @alefezr: https://twitter.com/alefezr/status/682983405911470080?s=09


O que justifica eu não bloquear ninguém.

Só deleto o contato

11h11

Make a wish

O casamento

Insira aqui um texto foda sobre ontem.
Ainda não tenho palavras

20 de maio de 2017

Ei, cara pálida. De que adianta me bloquear e vir aqui ler isso?

Você sabe que realmente está com raiva quando vai dormir e ainda acorda com raiva. Geralmente quase qualquer coisa passa quando eu durmo.

Ainda estou espumando de raiva.
Não vou mais tentar ligar. Não vou mandar mensagem.
Tô decepcionada demais pra correr atrás.
Rezo pra algum bom alento bata por lá e ela perceba a merda que ela tá fazendo. Ela não faz ideia da merda que ela tá fazendo.
Eu sempre vou atrás. Sempre corro atrás porque saber demais sobre algumas coisas me faz insistir.
Minha mania de querer ser um ser humano melhor.
Mais uma vez ela me faz chorar. Pela primeira vez de ódio.

Cada vez que eu olho e vejo que estou bloqueada me dá uma sensação de náusea tão grande, tão absurda, tão inacreditável.

É um desgosto tão grande. Uma decepção tão sem tamanho.

Quando eu acho que vai ficar tudo bem, quando eu acho que vai rolar um café pra me deixar seguir em paz, quando eu acho que vai rolar um ponto final...

Eu detesto ficar brigada com quem quer que seja. Isso tira meu foco, meu sono, minha paz.
Se eu estava andando com a vida, tentando conhecer outras pessoas, ficar livre pra me relacionar de novo, ficar em paz com tudo o que aconteceu, cada vez que eu tomo um block eu volto 15 casas.
Fode tudo. Absolutamente tudo.
Ela não faz ideia de como funciona a minha cabeça. Ela não faz a menor ideia de como funciona o meu coração.

E ela me fode de uma maneira tão grande quando ela me bloqueia. Era mais fácil me matar de uma vez. Não fazer eu ficar me consumindo nesse monte de sentimentos ruins.

Aí é a gastrite que ataca, a ansiedade que volta.

Aí eu jogo tudo que eu consegui conquistar de paz no lixo.
Tudo isso por quê?
Porque tem uma imbecil que não consegue só aceitar que eu a amo.
Porque tem uma idiota que acha ruim eu não ter problema algum em dizer "eu amo".
Cara, tem que se achar muito lixo pra não aceitar o amor de alguém. Não tô pedindo nada em troca. Não tô pedindo pra me amar também.
Mas não...  Tem que foder com tudo.
Não foi suficiente a minha desilusão. Não bastou dizer que amava e pular fora, não bastou dizer que eu era incrível e me deixar sozinha ainda assim, não bastou falar tanta coisa bonita e sair com outras pessoas....
Porque merda pouca é bobagem.
Não basta ser fria. Não basta fingir que não sente nada.
Não. Nada disso foi suficiente.
Eu falei tantas vezes: sua presença me faz feliz. Mas alguém ouve o que eu digo? Alguém liga pro eu digo ou sinto?
Não. Ninguém.
E eu tenho plena certeza que eu não vou ouvir um pedido de desculpas dessa vez.
Quando eu realmente deveria ouvir um, eu não vou.

Se ela usasse um pouco da razão ela saberia que pra eu desencantar eu preciso estar bem.
Que pra eu me apaixonar de novo por qualquer outra pessoa eu preciso estar bem...
Mas né, não, não usa a cabeça.
Nem vai usar.
Enquanto isso a mágoa me consome.

Sabe quando você fica meio com raiva?
Vontade de mandar ir se foder.
Cansei de tentar manter uma amizade, de me manter presente.
É um saco me decepcionar tanto com alguém. Não pelo namoro que não deu certo, mas pela ausência de coerência, quem é importante pra mim eu tento manter próximo, me preocupo, tento fazer o bem.

Mas cada um, cada um.
Não dá pra eu fazer as duas partes de um relacionamento, ainda que seja só uma amizade, não dá pra ser amiga sozinha.

Acho uma pena? Acho.
Pra caralho.
Foda.
Essas coisas me deixam num misto de chateação e ódio. Um ódio tão grande que me machuca.
Ela sempre pediu desculpas, e ela sempre conseguiu foder ainda mais com o rolê todo.
Como alguém consegue ser tão babaca assim?
Nessas horas eu me sinto uma palhaça... Porque não ficou uma vírgula. Porque não ficou nada de bom o suficiente.

18 de maio de 2017

Carência

O destino e o universo são engraçados.
Eu me pergunto por quê.
Porque numa determinada fase da vida e não em outra?
Por que não aconteceu quando poderia dar certo, tipo mais pra frente?

As tramas da vida. As pessoas que vão aparecendo.
Sei lá.
Hoje eu só queria ficar conversando abraçada.
Tô numa carência descomunal e eu não tô afim de ser filha da puta e machucar quem eu sei que gosta de mim.
Tá foda.
Eu geralmente não me importo em ficar sem sexo mas esses últimos meses...

Hoje passei no posto pra ver o pessoal do trabalho... Tomei um chocolate quente enquanto as meninas héteros do rolê me elogiavam... De me vestir bem a ser linda... E que caso fossem lésbicas com certeza a prioridade, ou o foco, seria a dona Priscila.
Acho engraçado. Porque eu não me acho tudo isso. Fora que eu tenho uma fama de não prestar e de pegar todo mundo que eu não faço ideia de onde surgiu...

Eu sou tão sossegada.
Eu estou tão sossegada.
Carente mas sossegada.

16 de maio de 2017

Mexeu comigo

https://youtu.be/k1QSFPxVzuY

Foi muito mais do que eu queria
Foi bem mais forte
Durou muito mais que um dia
Mesmo assim
Quem ia imaginar?

E eu que andava tão sozinha
Virei de canto, olhei
E segui na minha intenção
Quem vai me julgar?

Eu posso me enganar
Que agora não dá tempo
Que agora tanto faz
Que é hora de esquecer
E de me conformar
O que um dia já foi meu
Agora não é mais

Você veio e mexeu comigo
Depois disse que era apenas um amigo
Quem você quer enganar?

Você pode até tentar
Mas isso não tem jeito
Quem vai acreditar?
Difícil convencer
Que você não quer mais
Foi num piscar de olhos
Nem pude olhar pra trás

Então vou me enganar
Que agora não dá tempo
Que agora tanto faz
Que é hora de esquecer
E de me conformar
O que um dia já foi meu
Agora não é mais

Sobre o meu respeito pelo passado

Eu não queria escrever sobre coisas que me deixam chateada. Acho que já passou da fase de ficar chateada.
Eu estou em esforçando tanto pra me manter bem. E tanto esforço se reflete que estou bem sem precisar me esforçar.
Eu só fico chateada quando por um instante, ela faz parecer que do lado de lá nada teve importância.

Eu dou muito valor a algumas coisas. E dar muito valor não significa dar mais valor do que deveria. Sei que as coisas tem pesos diferentes pra cada uma de nós, mas me chateia criar a teoria da conspiração de que não foi importante, de que não teve peso, porque eu sei que foi.

Ninguém mata um dia de trabalho logo no começo pra passar um dia em outra cidade por algo efêmero. Ninguém deixa um recado no varal. Ninguém sorri daquele jeito. Ninguém faz por mim o que ela fez, ninguém atravessa a cidade pra deixar um pote de doce de leite. Sei o quanto eu fui importante. Eu sei. Eu sinto. Da mesma forma que numa quinta-feira eu senti que ela havia saído com outra pessoa.

Explicação? Nenhuma.

Cada instante vivido junto, cada detalhe, cada coisa boba, pra mim tem um puta dum significado. Foram os melhores dias da minha vida. Foi especial, foi único. Porque todas essas coisas simples me mostravam algo real: um amor. Porque nunca precisou de muito pra ser incrível. Só precisava estar junto. E isso pra mim era essencial. Acho que por isso eu acredito que, se fosse pra voltar e eu sei que não é o caso, daria muito certo: porque não precisamos de muito pra ser incrível. São super poderes resultantes da nossa fusão.

Eu não faço ideia de como ela lida com os sentimentos. Não faço ideia de como ela organiza as coisas dentro dela. E ela insiste em me manter longe. Como ela mesmo diz: ela não me deve satisfações.
E eu não espero que ela volte. Por mais que eu queira, mas há diferença entre o que a gente quer no mundo e o que pode acontecer.
Aceitar isso me faz ficar em paz. Não há expectativa.
Eu trabalho com possibilidades. Sempre imagino os caminhos possíveis, as opções, os "e se". Minha cabeça se ocupa demais pensando nisso.

Às vezes é bom. Às vezes não.
É possível cair um raio cair aqui agora? É. Vai acontecer? Provavelmente não.

O fato das coisas não acontecerem não muda o respeito que eu tenho pelo que eu sinto. Eu nunca me importei em admitir que gosto. E gosto mesmo. Não dá pra negar, é visível o brilho dos meus olhos só de recitar o nome. Um sorriso bobo invade. Nessas hora seu agradeço a Deus, porque eu sei que é amor. Respeito muito isso. Respeito pra caralho.

Hoje eu chorei de novo. E não foi de alegria como quando eu chorei no final de semana porque a Gorda vai casar.
É ruim chorar quando alguém menospreza algo que pra mim é tão bonito.
É tipo filho, sabe? Não fala mal do meu filho, só eu posso falar mal. Esse amor é meu filho. E não admito que alguém fale mal, ria ou faça graça...

É meu.
É o meu amor. É o meu sentimento. Por isso eu guardo com tanto carinho as recordações. E guardo não só desse mas de outros relacionamentos. Mag tem amigos: Elvis, o hipopótamo, Steve, o cão. Os pops de Star Wars e do Batman. Ok, que gosto mais do Mag e do bendito pinguim que seca minhas lágrimas, e que nada disso bate a playlist. Sim, a playlist. Eu vou contar isso pros meus filhos.

Eu não me arrependo de absolutamente nada.
Pra mim não foi um erro. Valeu a pena por cada segundo.

Eu queria entender porque ela não se sente a vontade comigo.
Eu sou a rainha dos porquês.

Essa é hora em que sinto saudade dela calando a minha boca com um beijo. Rio sozinha.
Foi bom. Foi incrivelmente bom. E eu espero que do lado de lá ela tenha a mesma concepção.

Aí eu choro de novo, dessa vez de saudade.

15 de maio de 2017

Prefácio de uma história de amor

E se soubéssemos todos a quem vamos amar, ou se vamos amar, no exato instante em que conhecemos alguém, você escolheria não amar?
Tenho escrito por dias e dias, entrelinhas, sinais de fumaça e às vezes até no canto de um guardanapo usado sobre um amor.
Aí fico na dúvida, se é sobre um amor ou se é sobre o amor.
Sobram ou faltam palavras?
Quantas coisas ficam implícitas nas minhas redes sociais? E quantas deixo de dizer pelo medo que as pessoas têm de confrontar sentimentos.
Quanto disso tudo é uma romantização exacerbada e sem sentido? Ora pois, quantos não foram os que escreveram sobre o amor? E quantos escreveram sobre um amor?
Sou mais uma numa multidão de iludidos, de cegos, de inocentes. Ou seriamos nós culpados?
Essa relação com o sentimento e com as pessoas é estranha. O que nos faz amar?
O que te faz amar?
O que te faz abrir mão de alguém a quem se ama?
Por que o sentimento não pode fazer parte de uma realidade? Por acaso o amor não é real?

Embora tenha lido pouca coisa dele, gosto muito de Caio Fernando Abreu. Por quê? Talvez porque a gente veja o mundo intenso, talvez um pouco cru.

O que me move?
Eu sempre curei minhas paixões escrevendo.
Hoje eu sinto que eu tento eternizar algo. Hoje é diferente.
Sei lá se eu acredito em almas gêmeas. Encontro de almas, par perfeito. Acho tudo isso baboseira. Existe sim uma compatibilidade maior entre alguns seres humanos, mas a que se deve isso?
Será que é a missão evolutiva? Existem outras vidas? Outras realidades?

Deus existe?
Existe destino?
E o prefácio de uma história de amor fala sobre vida. Porque talvez viver sem amor não seja viver.
Você existe ou você vive?
Qual a sua relação com as pessoas que você gosta?
O quanto você arrisca pela sua própria felicidade?
O quanto eu sou capaz de arriscar? O quanto eu me prendo?
Esse emprego me faz feliz? O que me faz feliz?

A voz. A voz dela me faz feliz. Pena, que ela não sabe, ou sabe e finge não saber.
Ou sabe e me priva disso.
Mas não é só isso. Felicidade - assim como o tal do amor, aquele mesmo com quem eu briguei por esses dias - é feita de fragmentos. Não é uma peça única.

Por isso eu guardo tantos detalhes: são peças que no fim se encaixam e me fazem escrever mais e mais.
Espero que meus filhos leiam isso. Espero que eu venha a ter filhos para que eles leiam isso e se orgulhem da mãe deles. Porque a mãe dele nunca teve medo de amar incondicionalmente.

E se acaso você estiver lendo isso: me liga, estou de folga amanhã.

Sobre a voz

Eu tenho aqui guardado um áudio sob sete chaves.
Uma voz de sono que insistia em ficar acordada só pra me fazer companhia na estrada na volta pra casa.
Um timbre de voz sensacional. Palavras sussurradas que avaliavam a noite anterior.

Quando a saudade aperta, eu ouço o áudio e levo pra cama um ursinho de pelúcia que costumava ter um cheiro sensacional...

O urso tem nome de banda. Da banda que fala sobre uma dança diferente... Enlouquecer pra se curar.

Eu quase enlouqueço de saudade.
Eu tenho medo de deixar de gostar.
Eu tenho medo de esquecer.

Uma vez, me contaram uma história de um casal que dançava... Quem me contou havia saído pra um passeio de bicicleta. Numa parada pra um cigarro esse alguém observou o casal. Às vezes a gente erra querendo acertar. Às vezes a gente se machuca querendo acertar.

Por aqui já não há mais dor ou desespero. Só ficou esse vazio mesmo. Essa falta desmedida. Essa ausência descabida.
Acho isso triste. Extremamente triste. Das coisas mais tristes.

Eu só queria ouvir aquela voz. Só isso. Eu fico feliz com coisas simples. Um telefonema faz toda a diferença. Um telefonema só pra eu ouvir um "alô, tá tudo bem?"

Sonhar não custa nada.

14 de maio de 2017

Achados de domingo



Eu sabia que já conhecia a voz... Adoro a ir nos artistas relacionados e ir pulando de faixa em faixa.
Ela fez a trilha de um comercial de absorventes... Curti a letra dessa.

3 letras

A TPM bateu em minha porta e eu abri. Tô aqui toda sensível carente e chorosa.
Nessas horas sinto falta de alguém cuidando de mim. Um abraço. Um cafuné.

13 de maio de 2017

Das mensagens inspiradas

Mais do que isso: você sabe que eu amo, única e exclusivamente, você. Nessa e em todas as vidas, realidades, circunstâncias. E nada vai deter, terminar, alterar o que eu sinto. Não é presença ou ausência. Não é reciprocidade (ainda que haja). É gratuito, intenso e infinito. Amo, porque amo. Porque amar me faz melhor. Melhor ser humano, melhor profissional, melhor amiga. Melhor em todos os aspectos imagináveis. Sejam eles importantes ou não. Você é um sonho bom. Um sonho que por caso tive o prazer de viver como realidade por alguns dias. Meses. Minha melhor parte. Minha fortaleza. De todos e todas, meu maior bem querer. E por você sigo, por vezes errante, pois você me permitiu ser apenas eu mesma. E sendo eu mesma fui plena. Sou plena. Entre erros e (muito mais) acertos. Amo. Amei. Continuarei assim: amando. Que no nosso feminino e num trocadilho infame se torna (...). Não me condene pelo desejo que ainda resta em mim. Não me julgue pela vontade de te acordar todos os dias com o sexo, não pelo sexo em si, mas pelo tesão que é ter você ao meu lado. Amo. Simples assim. E ignore essa mensagem. Sei que com o cair das folhas do outono, também essas declarações não tem mais espaço. Eu só não não consigo me enganar, ou te enganar. Bato no peito. Me respeito. A vida segue. O desejo segue. Permanece. E assim tão intensamente, entre tantas palavras, entre tantas coisas, entre tanta vida, mesmo sabendo que em outros lábios você encontra outros prazeres, mesmo sabendo que em outros corpos você mata sua sede, ainda assim paro e penso: amo. Sem medo. Sem esperar que você volte.

12 de maio de 2017

Sobre o azul do céu

Hoje o céu me fez lembrar de uma certa data no ano passado.
Se você correr até o dia 13 de junho de 2016 no instagram é fácil perceber que desde então o azul do céu tem outro significado pra mim.
Hoje o céu amanheceu da mesma forma. Acho que não a toa sonhei. Sonhei e acordei com aquele tesão típico, de gata no cio, aquele que resolveria os problemas da seca e da fome mundiais. Aí olho pro azul do céu e sinto saudade do azul dos olhos entre minhas pernas, a piscar daquele jeito safado, do jeito que eu sinto falta até hoje.

A vontade não é largar tudo e ir a praia, a vontade é largar tudo e ir ser feliz. Ir pra outro país, ou quem sabe outro planeta.
Éramos mais fortes quando juntas. Invencíveis, eu diria.

Desde então meu abraço nunca mais foi o mesmo.

11 de maio de 2017

De ontem

Ainda estou com um sorriso estampado no rosto quando penso que conversamos numa boa, sem brigar, sem falar do passado.

Eu me preocupo, até porque não posso cuidar da forma como eu gostaria. Resta então ouvir e pensar com carinho.

Estabeleci algumas metas. Por enquanto tá tudo caminhando. Essa semana mesmo sem terapia está tudo ok.
A meditação parece que faz efeito, embora eu ache que ainda não consiga ter atenção plena.

No trabalho o desafio é motivar as pessoas. Como? Não faço ideia.

Sinto falta do perfume e da voz. Uma saudade sempre presente, sempre constante.

10 de maio de 2017

Folga amanhã.
E eu me segurando pra não fazer um convite.
Saudade de ouvir a voz.

9 de maio de 2017

Musicalidades

Das coisas bobas que eu sinto falta: aquela playlist sendo atualizada.
Entrar no Spotify e não ser por um link que foi enviado.
Acho que a gente poderia conversar o resto da vida só através de músicas.

Acho que a gente poderia falar sobre música o resto da vida.
Flashback gostoso de hoje: voltando de Santos, meus Cds.

Eu nunca fui tão feliz.
Não é uma questão de não estar feliz aqui, é questão de encontrar um ápice, um nirvana, algo sobrenatural quase.
Porque não há explicação plausível. Pelo menos eu não tenho.

Saudades de Asterix, saudades de estar perto.

E dificilmente alguém vai bater o quesito melhor presente: aquela playlist é amor eterno.
Tô ouvindo meu Descobertas da Semana. O dela sempre foi melhor do que o meu.

Vida que segue.

8 de maio de 2017

Sobre ontem

Frustração.
Eu tô bem, tive um domingo muito bom.
Faltou a cereja do bolo.

O que me frustra são as minhas expectativas. É esperar uma mensagem que eu sei que não vem. Um ligação que eu sei que não vai acontecer.  Não sobre não acontecer é sobre eu ainda esperar pelo menos uma amizade.

Chateia essa coisa de me julgar sem maturidade pra lidar com algumas coisas sem ao menos me dar a oportunidade de mostrar outras coisas...

Eu fico chateada. Não é nem chateada, mas desapontada. Porque parece que não ficou nada de bom... parece que não ficou nada de mim, nenhum ensinamento, nem uma mudança...
Mas tá tudo bem. Não é o fim do mundo. A vida segue.

7 de maio de 2017

:/

Ilusão da minha parte pensar que ela vai vir pra São José.
Ilusão esperar por uma mensagem.

5 minutos

8h
Hoje vai ser aquele dia que eu vou olhar pro celular a cada 5 minutos só pra ver se tem uma mensagem.
Só pra ver se tem um "Tô chegando" ou um "vem pra cá "
Sonhar não custa nada.

E eu tô tão bichinha que mamãe me convidou pra ir a missa e eu abri a boca a chorar. 

Estava pensando sobre minha ansiedade. Geralmente acontece de manhã, parece que eu tenho medo de encarar cada dia. O problema é sair da cama. Colocar a vida em prática.

Vou mudar isso.
Vai melhorar, vai ficar tudo bem.

6 de maio de 2017

sobre as coisas que eu jamais falaria pessoalmente

Tem uns momentos, tipo agora, em que eu queria ser "só mais uma" só pra passar uma noite sem compromisso algum. Só pra ser a "foda fixa". Só pelo tesão de ficar junto.
Queria me garantir mais na cama... Só pra essa proposta ser irresistível.

Essa semana olhando no espelho lembrei de umas conversas... Cleo Pires.
Ri alto, mas me olhei novamente e vi o reflexo de uma mulher bonita.

Recuperei uma parte do peso que eu perdi. Até que o resultado tá legal.
Nesse momento em algum lugar na vizinhança rola um culto evangélico.
Ouço daqui.

Amanhã é meu último dia de férias, no embalo do culto um milagre poderia acontecer, tipo você aqui ou tipo um convite.
Mas acho absurdo e improvável.

ALELUIIIIAAAAA

quote


"Não há nada mais assustador do que um sonho que se torna realidade."


Acho bonitinha a forma como eu sinto saudades.
Ou como sempre penso em você quando sinto algo bom, ou que me alegra.
Você deixa esses pequenos momentos ainda melhores. Mesmo longe.

Esse é um deles.
Obrigada por ser parte da minha vida.

Sinceridades!

É ruim quando brigamos.
Mas ela não é a fonte dos meus problemas.
Muito pelo contrário. É o raio de sol num dia frio que aquece.

Eu não quero mais falar sobre o que não deu certo.
É preciso seguir. Outras águas, outros ares. A gente sempre volta no mesmo assunto.

Voltei pra terapia essa semana justamente porque preciso acompanhar minhas crises de ansiedade.
No Rio também teve uma, mas essas são as coisa que eu não conto. São as coisas que eu escondo porque odeio me sentir fraca ou vulnerável.
O único assunto tolerável quando se fala em sensibilidade é o que eu sinto.
Porque aí as coisas podem ser gigantes, porque eu gosto do fato de gostar.

Acho que ela poderia me perguntar mais coisas, falar sobre outras coisas e rir de nós.
O casal apaixonado que não deu certo.
É mais difícil superar quando eu sei que ela também se perde nos sentimentos.
É maís fácil aceitarmos que a gente se gosta, mas aceitar isso não quer dizer que vamos ficar juntas ou que vamos voltar a nos relacionar.
São coisas distintas.

Não gosto da sensação de estar perdendo coisas ou pessoas que são importantes.
Ela é importante. Ela ainda é a razão dos meus sorrisos bobos e solitários.

Me incomoda ela achar que eu não estou "normal".
O que é ser normal?

Eu saio. Me divirto. Até ando passando um pouquinho dos limites na hora de beber.
É um processo lento. Eu me isolo quando estou triste. E foi isso que fiz nos últimos meses.
Não vou implorar por amor. Não vou implorar por atenção.
Sei do meu valor. E aqui nunca foi uma questão de ser ou não ser valorizada.

Engraçado quando me chamam de egoísta.
Mas cara, se eu não pensar em mim, quem vai? Ela? Outras pessoas?
Não sei se isso justifica, mas eu não posso tomar decisões tão altruístas assim.

Minha cabeça nunca para. E ela não pensa só em uma coisa. Aliás, é por isso que tenho meditado. Estou tentando. Eu estou realmente tentando.

E eu realmente gostaria de ter uma amizade com alguém tão incrível quanto ela.

Acordo.
Durmo.
Acordo de novo.
Está doendo.

Dói.
Dói o suficiente pra me fazer acordar e abrir a janela numa tentativa de respirar melhor.

Mais uma ressaca

Eu não vou morrer por conta de um coração partido
Eu não vou tirar minha própria vida por motivo algum
Eu jamais tentaria fazer algo que colocasse a minha vida ou a vida de alguém em risco.

Por mais que tenham dias em que eu gostaria de não ter que passar por eles, existe uma coisa chamada resiliência.

Eu devastada e sem esperanças?
Tô um pouquinho.
Tô chateada?
Pra caralho
Mas vai passar.

A merda, e essa é a parte que eu realmente não me conformo é ter que jogar todo esse sentimento bom no lixo porque ela é uma anta.
Não que ela seja uma anta porque ela quer... ela tem os motivos dela. Mas ela é uma anta.
É uma bosta ter que não amar mais.
É um saco ter que falar "ei, coração, seu viado, você errou de novo".
Eu tô cansada de amar as pessoas erradas.
É esse o ponto.
E nesse caso não é nem que ela não ame de volta.

Eu faço um drama absurdo?
Faço.
Eu sou chata pra caralho?
Imensamente.

Desculpa ae se eu achei que dessa vez fosse dar certo e apostei todas as minhas fichas.
Não deu. Vida que segue.

Só não acredito mais no amor.
O que me torna o pior ser humano da face da terra.

Alguém me traz um suco  de laranja, por favor.

5 de maio de 2017

Sobre a minha cabeça

Odeio a minha cabeça.
Odeio a forma como absolutamente tudo me faz lembrar você.
O dia chuvoso me joga de volta a segunda feira após o teu aniversário. Eu acordando as 4h da manhã e indo sem marcar, sem pedir autorização, pra te ver.
A chuva era fina. A sua incredulidade.
O almoço. O seu olhar que em alguns momentos não conseguia esconder o quanto você estava ao menos um pouquinho feliz por me ver.

É estranho ser outra pessoa completamente diferente quando o assunto é você.

Ontem em mais uma das tantas conversas, me disseram que é notável o quanto eu gosto. Não da pra esconder o brilho no olhar, o sorriso dos lábios.
"Vou gravar e mostrar pro mundo, porque nunca te imaginei tão apaixonada por alguém" foi uma das coisas que fui obrigada a ouvir.

Aí o lado racional volta e me dá um tapa de realidade: adiantou alguma coisa? Adiantou gostar tanto, fazer tanto se nem uma amizade legal ficou dessa história?
Adiantou alguma coisa ter tentado me tornar uma pessoa melhor, se nem companhia pra uma cerveja e um abraço eu volto a ter?

O meu melhor não serviu pra absolutamente nada.

Tem uma hora que estou tentando ler.
Consigo?
Não. A cabeça sempre volta.
É uma tortura sem fim.

O que eu queria? Uma ligação. Um convite pra uma cerveja ou um whisky, aqui ou em qualquer lugar.

Outra insônia

Dorme.
Acorda.
Dorme. Acorda.
Dorme. Sonha. Acorda.
Sonha. Sonha acordada.

Existe aqui uma necessidade visceral de um encontro despretensioso. Sem regras.
Só um deixa ser....

Frustrante que nada disso vá acontecer.
É uma rejeição a minha presença que marca a alma. Sabe a tal plantinha da esperança em dias melhores?  Pois é, começo a aceitar que vai ser sempre essa merda mesmo...

Perco a fé na humanidade.
Se o que antes existia de mais belo em mim era essa coisa de acreditar em melhoras e mudanças, porque eu sempre acho que as pessoas podem evoluir e mudar de opinião, essa coisa bela eu estou envenenando a cada dia. Afogando numa banheira de mágoas.

Pior do que a morte, é quando você vive sem esperanças e sem sentimentos.

Lá fora chove. Os deuses, anjos e a natureza choram por essa perda lastimável.
Aqui jaz o espírito de uma pessoa boa.
Pouco a pouco vou me livrar de todo sentimento, sejam eles bons ou ruins...

Cansei de ser o problema.
Cansei de me sentir a pior pessoa do universo. Porque eu tentei ser o meu melhor. Eu dei tudo o que eu tinha. Meus sonhos, meus planos, minha razão, meu amor, meus desejos, minha vontade de me tornar alguém melhor. Ainda assim não deu certo.
Dói. Dói pra caralho. Dói de uma forma que eu não consigo dormir, dói de uma forma que me faz sentir falta do cheiro.
Machuca porque no fim das contas o meu melhor não serviu pra absolutamente nada além das boas memórias que eu tenho.
Eu dizia que era um sonho de tão bom.
Realmente, tá doendo pra caralho ter que acordar.

4 de maio de 2017

Sobre a madrugada

Era madrugada quando pensei nela novamente.
Algumas latas e garrafas de cerveja ainda estavam espalhadas pelo chão.
Enquanto eu tragava um cigarro solitário na varanda, as pessoas na sala conversavam sobre inúmeros outros assuntos triviais.

Eu olhei o horizonte, vi a rodovia e num passe de mágica meu coração e meus pensamentos foram em direção a São Paulo.
Pensei no quanto gostaria que ela estivesse ali comigo, bebendo, batendo papo, me abraçando e trocando beijos e sorrisos.

It's a wicked game.

Bebi mais.
Lembrei do começo da noite, onde ao chegar na casa da minha amiga a primeira pergunta que ela me fez foi: "E ciclana?" e eu não consegui segurar uma lágrima ao responder que ela tá bem e que temos nos falado um pouco.

Lembrei das palavras endereçadas ao Amor e quase gritei: Ei, amor, volte aqui, olha como você é incrível e maravilhoso, olhe para todas essas memórias e pra toda essa saudade, olha como o universo era mais incrível e colorido...
Mas não ia rolar. O amor que habita em mim está ferido. E eu, de certa forma, estou fugindo dele. Fugindo de um sentimento bom.

Aprendo coisas?
Sim. Estou aprendendo a esconder meus sentimentos embaixo de carcaça, me tornar uma pessoa fria.
Me tornar o avesso desse coração quase infantil que acredita em seres humanos melhores, que acredita em valores, acreditava que quando a gente realmente quer algo a gente luta por isso.

Pouco a pouco as esperanças vão murchando, tal como planta que não é cuidada e fica exposta ao sol e ao frio do inverno. Ressecando, perdendo a cor, dia após dia.

Dei fim aos "casos".
Não quero ninguém na minha vida. São meses enrolando e tentando preencher um buraco que só fica pior cada vez que procuro encontra-la em outras bocas, em outros beijos. Eu só fico pior. E eu sei que não vai dar em nada então pra que continuar? Já to machucando algumas pessoas com esse meu egoísmo.

Cheguei em casa o dia com o sol já nascido.
Ressaca.

Uma ressaca que me resseca a alma.
Se todo mundo vai morrer de câncer ao menos eu já escolhi o meu.

3 de maio de 2017

Ouvindo como se não houvesse amanhã

https://open.spotify.com/track/390AWnOn2rfe9FzQjYmxIH

Carta ao amor

A vontade que eu tenho é de chegar no tal do "Amor" (o sentimento mesmo) e dizer: Ei, cara. Eu desisto de você.
Desisto de amar, desisto de tentar ser amada. Desisto de achar que um relacionamento deve te ter como base. Desisto.
Você é um idiota que conta fábulas magníficas, mas que na realidade nunca vão acontecer. Que na realidade só trazem dor e decepção.
Ei cara, ei amor, você é um babaca. Você faz com que a gente perdoe, espere, cuide, faça um monte de coisas sem esperar nada em troca e pra que?

Pra nada.
Ei amor, eu não acredito mais em você. Não acredito mais que você cure algo.
Eu queria acreditar, sabe. Eu tentei. E eu sei que só você sozinho, não faz um relacionamento. Começo a achar que é muito mais fácil, namorar, casar e tantas outras coisas que eu queria pra mim sem você estar por perto.

Queria dizer: Desisto. Desisto de achar que é você quem torna alguém especial. Desisto de acreditar que você pode me tornar especial pra alguém. Não acredito que você traga mudanças. Não acredito mais na sua força.

Vou viver sem você. Abdicar dos sentimentos que a sociedade considera "bons".
Me recuso a achar que você, amor, traz torna as pessoas mais felizes. Detalhe no "mais", afinal eu sei que você não é responsável pela felicidade de ninguém.

Ei amor, aqui no seu lugar tá saindo uma sementinha de mágoa. Espero que ela vire um câncer.

Some music Since I don't have you

I don't have plans and schemes,
And I don't have hopes and dreams.
I, I, I don't have anything,
Since I don't have you.

And I don't have fond desires,
And I don't have happy hours.
I don't have anything,
Since I don't have you.

Happiness and I guess
I never will again.
When you walked out on me,
In walked old misery,
And she's been here since then.

Yeah, we're fucked!

I don't have love to share,
And I don't have one who cares.
I don't have anything,
Since I don't have you.

Sobre amor e outras

Amei duas pessoas.
Aliás amo.

Uma delas eu não tenho contato ou notícias faz um bom tempo.
Não paro minha vida por amor.  Não deixo de amar por outros amores.

Entendo o amor de forma ampla. Fluída. Diferente.
Lembrei de uma vez, muitos anos atrás, onde eu disse:
- Quando for pra casar, case-se com alguém que se preocupa em pedir sua comida sem cebola ou que se prontifique a tirar a cebola da rua comida sem você pedir.

Pequeno. Necessário. Amor é cuidado.
Tantos anos depois eu não deixei de amar. Mesmo amando outra pessoa.
Mesmo amando-a, o que na contração ficaria amanda.

Hoje tem algo diferente.
Aqui dentro tem algo diferente.
Acho que se hoje eu estivesse num mal dia seria hoje que eu faria o que muitos consideram besteira, egoísmo, fraqueza, entre tantas outras considerações que as pessoas fazem sobre suicídio.

Mas eu tô aqui pra falar de amor.
Pra falar desse sentimento estranho.
Pra dizer: amo sim. E  talvez esse amor atual e incompreensível seja a única coisa que esteja me mantendo viva hoje.

Eu não tenho problema em admitir que sinto falta. O meu problema é ser "o erro".
É isso que está me matando hoje.
Mas tudo bem. Eu sobrevivo.

Questões pra pensar

De onde vem a raiva?
De onde vem esse sentimento do qual eu tenho tanto medo?
De onde vem essa mágoa?

Minha relação com a senhora minha mãe tem mais coisas implícitas do que eu consigo perceber.

Qual a raiz?
Paralelo a isso tudo:
Sou um problema?
Sou realmente incoveniente ou ela não tem o menor tato?

Sobre gostar de problemas:
Se eu gostasse de gente problemática eu iria pro litoral norte, certo?
Aliás me irrito com aquela fragilidade toda.
Se eu quisesse gente problemática eu assumiria uma relação com esse caso de 6 meses onde eu sempre faço questão de pular fora.
Se eu quisesse problemas eu assumiria uma mulher mais velha com dois filhos.

Não. Não quero problemas.
Estou começando a me irritar com muita coisa.
Eu tenho medo da minha raiva.

2 de maio de 2017

Pós terapia

Deixei a terapia rezando pra que ela tivesse uma iluminação divina e resolvesse me ligar.

Resolvi parar de trata-la por você como se ela ainda lembrasse do meu blog, como se eu escrevesse cartas ou deixasse recados.

Hoje foi um dia ok. Consegui vencer a ansiedade e sair de casa.
Ando tendo crises de novo. Por isso tenho bebido mais do que o de costume.
Eu tenho conseguido colocar a cabeça em ordem. O que está ruim é a sensação de falta de ar, mas eu vou vencer isso também.

Eu quero tanto ouvir aquela voz novamente. Tanto, tanto, mas tanto.
Sinto falta da conversa. Sinto que desde a mensagem enorme que ela me enviou ela se esconde de mim, como se tivesse se arrependido. Sinceramente? A única coisa que me incomoda é a ausência.

No mais não estou com 5 mil perguntas na cabeça sobre a bendita mensagem.
Aliás, estou bem ok com isso.

Eu nunca duvidei do amor, nem do meu nem do dela.
Mas não quero falar sobre isso.

Eu só queria realmente uma ligação despretensiosa. Só pra ouvir um "E aí, tudo bem?"

Dia bem bosta hoje.
Ressaca.  Ressaca. Mais ressaca.
O problema não é nem a bebida, mas foi mandar mensagem.

Tô tão arrependida.
Odeio fazer coisas em vão.

Hoje tem terapia e eu definitivamente não quero falar sobre ela.

Ressaca noturna

A ressaca tá aqui me matando.
Acordar no meio de um pesadelo

Eu tô nadando em areia movediça.
Eu tô me afogando
E nada faz passar essa sensação de falta de ar

Indigente
E ninguém vai perguntar amanhã de manhã se eu estou bem.

1 de maio de 2017

E pra todas as outras coisas a gente abre um vinho.
Tem horas que eu simplesmente não consigo segurar as lágrimas.

Eu só queria um abraço.

Eu só queria não me sentir tão idiota por me preocupar tanto.

Sobre poder ou não

Eu não posso te cobrar atenção.
Eu não posso exigir que você me responda.
Eu não posso brotar na frente da tua casa e te obrigar a falar comigo.
Eu não me sinto no direito de te ligar.
Eu não posso fazer você aceitar um convite meu para sair.

Eu só posso esperar.
=(

Segunda

O "legal" de quando você some é que eu não consigo parar de pensar em você. É a ausência que eu noto. É a resposta de uma mensagem, que não aparece.
Aí são inumeráveis olhadas no celular, como de isso fosse fazer você aparecer.

O grande lance é que eu me preocupo, especialmente porque você não demonstra quando não está bem...

30 de abril de 2017

Odeio quando você some do nada.
Fico com a sensação de que eu fiz algo de errado.
Eu não sei lidar com o silêncio.

São José dos Campos está fria. É, não tem como negar que eu estou em casa.

7h07 make a wish

Estou acordada faz um bom tempo.
Dormi mal essa noite. Eu nunca fui de ter um sono tranquilo, mas hoje foi pior. Talvez o jantar, talvez a bebida. Ou talvez seja só a minha cabeça que insiste sempre em funcionar.
Já decidi que na minha próxima vida eu quero voltar como cachorro só pra poder ficar perto de você sem problemas.
Nessas horas acho que a morte seria uma solução: quanto antes eu for, mais rápido eu volto.
Mórbido. Eu nunca tive medo de morrer.
Sei lá... É algo que acontece com todo mundo. E não, não estou nenhum um pouco afim de morrer.
Quero longos anos.

Enquanto eu olho pro teto imagino o que você deve estar pensando ou fazendo agora.
Recebi sua mensagem.
Talvez você olhe para o lado e numa última tentativa imagine que sou eu.  Mas acredito que você deve estar dormindo. Você sempre dorme. Das coisas mais bonitas que eu já vi na vida: você acordando. Invejo o corpo que está aí ao lado e que não é o meu.
Talvez você esteja chegando em casa agora. Talvez esteja ainda se arrumando no quarto do motel.
Talvez você se arrependa de ter me mandado mensagem, talvez não.
Eu não acabei com você. Eu te despi. Não só de roupas ou máscaras. Eu te despi a alma quando te mostrei a minha.
Eu nunca tive medo de estar nua perto de você. Até gosto. Gosto que você me conheça por dentro e por fora. E gosto que tua boca conheça o sabor de cada parte do meu corpo. Acima de tudo: gosto de velar teu sono.
De forma poética o cavaleiro ariano serve ao seu senhor.  Eu me identifico com um cavalo selvagem. Desses que não aceita rédeas, mas que é leal, que escolhe a quem vai servir.
Minha palavra é lei.
Até o fim dos meus dias, por tudo aquilo que há de mais sagrado...
Eu não preciso dizer, você sabe.

Numa realidade paralela eu agora estaria assistindo teu sono. Tentando sair da cama de mansinho, sem te acordar pra poder ir ao banheiro. Eu tento.
Eu saio. Mas você acorda ainda assim, pois sente falta do calor do meu corpo.

Momento engraçado: eu realmente fui ao banheiro. Topei com a minha prima no caminho. Seis anos de idade. Minha vontade de ter filhos só aumenta. Minha cabeça foi pro futuro e pro passado ao mesmo tempo, porque eu lembrei o quanto eu quero que você seja a mãe dos meus filhos. Dos nossos filhos.  Lembra s uma vez que você me perguntou se eu conseguia me ver tendo uma família contigo e eu te descrevi uma cena?
Esse encontro num domingo de manhã com a minha prima pela casa poderia ser nosso. Poderia ser um filho nosso, tão sem vergonha quanto eu, que não consegue dormir igual a mim, que fica perambulando pela casa de manhã.
Duas realidades possíveis: se isso acontecesse de verdade hoje você iria ganhar café da manhã super especial. Na cama? Talvez na cama. Ou aqueles com a mesa inteiramente arrumada.

Voltando a hora em que você acordou lá em cima. Eu voltaria pra cama te olhando de um jeito que você sabe que só eu te olho... E te encheria de beijos enquanto você tenta dormir mais. Eu adoro te provocar. Eu adoro te deixar com tesão...

Eu quase sinto teu cheiro em mim.
Em outra realidade nesse exato momento a gente se ama sem culpa, sem roupas, sem máscaras. Sem se preocupar em abrir a janela porque o perfume do nosso sexo exala e toma conta do lugar.

7:49

29 de abril de 2017

MG 2

Família em casa. E eu te querendo mais do que tudo na vida. Pra absolutamente tudo. Pra andar de mãos dadas nessa cidade pequena, pra cozinhar pra você, pra ir dormir e acordar com sexo. Pra roubar beijo, pra ouvir sua voz, pra ouvir sua risada, pra fazer mais sexo. Eu sinto a sua falta. Eu faço poesia (?).
Eu quero sua pele junto da minha, seus lábios juntos dos meus.

Eu quero você. O tempo passou e vai continuar passeando. Nada mudou aqui dentro de mim.
Eu não sei exatamente quando eu me apaixonei. Eu sei que da primeira vez que eu acordei do teu lado eu já sabia. Eu sei lá de onde eu tirei aquela frase maluca "Você ainda vai casar comigo". Eu no teu lugar nunca mais teria falado comigo.
O tempo foi passando.  Eu fui te conhecendo. E te convencendo também.

Sobre o Instagram: primeira letra de cada sentença a partir do momento em que amanheceu.

Insta

Queria mandar meu Instagram.
Mas não vou.
Eu às vezes me supero no quesito boba apaixonada.

Engraçado essas coincidências da vida.
Eu acordo pensando em você.
Um minuto e meio depois você manda mensagem.
Talvez eu não tenha dito e nem vá dizer...

Bom, acho melhor eu ficar quieta.
Eu já estava pensando em sexo.
Vou continuar.

Da mesma forma que eu estou curiosa, mas não vou ficar em cima pra saber o que houve.
Espero que você me conte.

27 de abril de 2017

Da noite

Eu queria jogar conversa fora... Mas pelo jeito não vai rolar....

Não preciso falar com você pra continuar gostando.
E não é romantizar. Muito pelo contrário. Na minha cabeça é o mais simples. Aliás nós somos uma equação simples. Fácil.
Pena que existe porém. Não um, mas alguns. Não ligo.

Eu sei lá se você lê isso aqui.
Eu acho que não. Aliás algo que me deixa a vontade aqui é saber que esse cantinho é só meu. Aqui eu não preciso ter medo de admitir que ainda gosto. Até porque eu penso 3x antes de dizer eu te amo.

Saudade.
Saudade infinita.
Você me faz querer viver.

De trás pra frente

O problema dos erros é que às vezes eles beijam bem
E olha eu aqui, hein?
Errando de novo
O problema dos erros é que às vezes eles fazem bem
Como ninguém
E a gente fica bobo

Bobo, já sabendo que não vai dar certo
Mas é bem pior não ter você por perto
E se eu for errando assim, vai que eu acerto
Vou adiando o fim só pra viver nesse presente incerto

E se fosse ao contrário, do avesso ou de trás pra frente
Esse amor começaria errado e terminaria bem

12h

Hoje é um daqueles dias em que eu quero te encher o saco toda hora.
Só pra compartilhar coisas pequenas.

A saudade aperta. Mas eu fico tão melhor quando você está "ao alcance".

Tô na dúvida do que fazer pro almoço.
Gosto de cozinhar e estou sem ideias.

Hoje como em grande parte dos meus dias meu primeiro pensamento foi você.

Te deixar 12h em paz. Missão dada é missão cumprida.

26 de abril de 2017

Missing

Ando com tanta saudade.
Me pergunto do que você sente falta.
Eu sinto falta das bobeiras. Da maneira como você me surpreendia as vezes, seja andando de mãos dadas, seja me dando um beijo em público ou ainda a maneira como você sorria pra mim.

Sinto falta da delicadeza do movimento das suas mãos. Da maneira como você tirava o relógio e pulseiras antes do sexo.

Pensando nessa linha, imagino você dirigindo. A maneira como deve trocar cada marcha e cada olhada no retrovisor. 

Eu gosto desses detalhes bobos. É lembrando disso que eu vejo o quanto eu sou extremamente apaixonada.
Brota um sorriso tão natural por aqui. É você ainda tem coragem de dizer que não é o melhor pra mim.
Filha, você não bate bem das ideias.
Você não precisa me comprar com presentes ou comidas.
Você só precisa ser você. E não vem com a ladainha de que eu não te conheço e bla bla bla...

Tô com saudade.
Queria que você tivesse outra recaída só pra eu ter a felicidade de dividir um pouco mais da minha existência com você.
Daria tudo por um café preparado por você enquanto assistimos Adventure Time...
Bocó de tamanho maior, você não faz ideia do quanto eu te amo.

Problema

Eu não sou um problema.
Sou?

A pergunta martela.
Ando. Penso. Faço.
A pergunta volta.

Será mesmo que sou um problema?
Eu quero ser solução.
A solução é sumir?
A solução pra quem?

Minha cabeça não para.
A saudade aumenta

25 de abril de 2017

Sensações

Venho pro quarto e me sinto idiota.
Idiota por chorar.  Aí choro mais ainda.
Idiota por gostar.
Idiota por esperar.
Idiota por conversar.

Idiota. Completamente idiota.
Idiota por sentir mais raiva de mim do que dela.

De fininho

Aquele momento em que você sai da sala pra não chorar na frente do pai

MG

Acordar pensando em você.
Acordar desejando você.
Meu corpo sente sua falta e minha cabeça imagina cenas incríveis nessa manhã fria.
O quarto mesmo com duas amplas janelas permanece numa penumbra interessante. É possível enxergar cada movimento, não com todos os detalhes, mas de forma que o sentido do tato completa a visão.

Ando sentindo falta do seu cheiro e do cheiro do encontro da minha pele com a tua. Algumas coisas não mudam com o tempo. A minha vontade de começar todos os meus dias me alimentando de você é uma delas.

O bem-te-vi canta aqui e acolá. Algum outro pássaro responde. No meio desses sons penso nos murmúrios,  gemidos e respirações...

Pele contra pele. Bocas passeando sedentas. O teu olhar enquanto eu mato a tua sede.

23 de abril de 2017

A racionalidade dela sempre me assustou. Eu sempre me senti a boboca caipira depois que eu me apaixonei. E olha que demorou um pouco.
Eu demorei pra me apaixonar. Eu trato as pessoas bem, sou carinhosa por natureza. Quer dizer, sou? Sou quando eu quero. Já me chamaram de insensível por incontáveis vezes.
O meu desinteresse pela sociedade em geral em parte é patológico, em parte é uma certa arrogância da minha parte mesmo.
Ultimamente ando evitando contatos sociais: é só olhar pra minha semana. É como se ao sair todo mundo pudesse ver todas as minhas feridas.
Eu tô sangrando em carne viva mas tô fingindo que está tudo bem. Então pro resto do mundo eu estou super feliz porque eu fui viajar a trabalho e agora estou em férias. Não, eu não estou reclamando, mas é um saco acordar de madrugada sem ar e demorar pra conseguir voltar a dormir.

Voltando ao medo da racionalidade: acho que pessoas racionais tendem a sofrer menos. E eu sou esse monte de sentimento com os quais não sei lidar.
Acho que eu estou sempre fugindo de enfrentar algo. Sabe aquela coisa de não querer admitir que eu sou um fracasso quando o assunto são minhas relações.
Sei lá, não consigo manter ninguém por perto. É necessário? Não sei. Talvez.

Eu sempre a achei muita areia pro caminhão. Muita. Bem mais do que eu poderia lidar. Sabe quando você acha que você não merece? Eu tenho essa sensação até hoje: eu não mereço. Um senso de inferioridade, de não merecer amor. Ruim? Sim. Tento mudar? Tento. É fácil? Nem um pouco.

Hoje em dia eu me sinto muito mais bonita do que antigamente. Sei das minhas qualidades. Não sou tão burra, poderia ser uma profissional melhor. Poderia ter um padrão de vida melhor.
É, eu me cobro demais.
As minhas reclamações vem de uma vontade de ser melhor. Quem sabe sendo melhor eu encontre alguém que me ame.

A razão é muito óbvia às vezes. Só que eu me perco nesse monte de sentimento bom e ruim que tem aqui dentro.
Não é que ela me equilibre. Mas ela me mostra o caminho de uma forma tão fantástica, tão simples. E mais do que isso: eu sinto como se eu pudesse torna-la uma pessoa melhor.
Eu sei que ninguém completa ninguém. Tanto que um ano atrás eu estava OK. Só que é ruim experimentar algo bom e não ter mais acesso. Pergunte a um rico que perdeu tudo. É muito pior do que um pobre que está acostumado a viver com pouco.

Eu sempre cobrei demais dos outros. Na minha cabeça o par ideal teria incontáveis atributos. Aí me vem ela. E eu aprendo a gostar dos defeitos.
Porque gostar das qualidades é muito fácil. Quem não gosta de uma loira dos olhos azuis? Mas não foi isso que me chamou a atenção.

O que me chamou a atenção foi o interior. A parte que ninguém tem acesso. Os medos. As inseguranças. As coisas que de alguma forma são parecidas comigo. De um jeito torto, mas são.
Enquanto eu não controlo os sentimento e deixo tudo vir a tona, ela controla tudo. Sufoca. Tenta em vão arrancar a raiz de um sentimento que é muito maior do que o que a gente pensa. Daqui exatamente um mês vai completar um ano do dia que nos falamos pela primeira vez.
Desde então viver tem sido algo diferente. Intenso: Tanto para o bem quanto para o mal.

Se ela é o sonho, eu acho que eu sou o pesadelo. Acho que todas as minhas reclamações e especialmente minha doença a afastam.
Ela diz que me faz mal.
O que me faz mal é não poder viver esse sentimento. Não poder ser plenamente, não satisfazer minhas vontades. O que me faz mal é a ausência.
Ausência da voz, da presença, de partilhar a vida.

É isso o que me machuca, mas não adianta eu falar. Nada do que eu faça vai mudar uma decisão que já está tomada e que não cabe a mim mudar.
Por mim eu estaria junto. Ainda que escondido, ainda que de um jeito que nenhuma das duas merece, mas que é o que dá pra ser. Porque o inferno do lado dela ainda é melhor do que o paraíso sozinha.

Eu sei que ela não vai voltar.
Mas nem por isso eu vou deixar de esperar.
Eu vou vivendo. Do meu jeito torto. Vou seguindo. Mas eu ainda estou esperando. E vou esperar por todos os meus dias.
Tá marcado na pele. Na alma.

As palavras não expressam o quanto eu gosto. Eu nunca disse. Não cheguei nem perto. Primeiro porque ela é racional, segundo porque eu tenho medo dela achar tudo isso uma bobeira sem fim. E eu sempre tive medo de parecer boba, inocente. Por mais que eu saiba que eu sou.

22 de abril de 2017

Tô querendo morrer?
Sim

Sai pra beber com minha mãe.
Uma certeza após isso?
Quero morrer o mais rápido possível.

Nem 7

Sábado. Não são nem 7 da manhã e eu já acordei.
Sonhei com você.
Sonhei que você dormia aqui comigo.
Acordei ruim. Com enjoos.  Esperando aquele momento em que você vai parar de falar comigo de novo.

É tão ruim não falar contigo.
É horrível ser invisível.
Eu só queria um lugar no mundo pra gente ficar em paz... Nem que fosse só conversando...

Meu abraço sente sua falta.

21 de abril de 2017

Eu realmente sou completa e absurdamente apaixonada por você.

Bastam poucas linhas de conversa.
Basta muito pouco.
O sorriso mais bobo do universo é o meu.

As respostas

Tá tudo bem?
Óbvio que não.
Voltar do Rio e estar em férias só me deixa ociosa. O que tenho feito da vida? Bebido e dormido o dia todo. Quanto mais eu durmo menos eu penso.
Só que isso não é saudável.

Eu ainda acho que a culpa de tudo ter acabado é minha. Acho que não sou boa o suficiente. Acho que o problema sou eu que não sei me relacionar,  que sempre busco relações fadadas ao fracasso e me entrego não 100% mas mais do que isso.

Eu acho que sou imatura e não sei lidar com a rejeição. Algum ser humano sabe?
Eu tô sem rumo.
Você era meu norte porque foi a única pessoa que foi real. Eu não precisei bancar a descolada e nem você precisou fazer um papel. Era bom porque éramos nós e foi isso que me prendeu.  Sei lá, eu achava que te conhecia. Talvez por isso eu tenha insistido tanto. "Eu conheço seus passos, eu vejo seus erros"

Agora você me manda mensagem. Pra depois sumir logo em seguida?
Eu gostava de ser a pessoa em quem você confiava. Era bom.

A bosta de se apaixonar depois de "velha" é que as consequências são maiores.
Pelo menos aqui, do lado de cá,  tá sendo.

São 6h35 de um feriado.  Eu de férias.  A gente poderia estar indo pra qualquer lugar passar um fim de semana. 

Sonhar não custa nada.
Eu só queria esgotar as tentativas pra dar certo.
Porque eu não sou tão descartável assim. Sou?

20 de abril de 2017

Das coisas que venho pensando... Suicidas se sentem invisíveis. É como se ninguém notasse a existência deles.
Como se eles não fossem importante o bastante.
Ruim viver com essa ideia de que nunca importou, de que eu nunca fui importante. Ruim esperar por uma ligação que não virá.
Uma mensagem que não vai chegar. Só me faz ter certeza de que realmente não faz diferença.

E se não faz diferença, why keep going on this?

Hipótese

Se com uma ligação você pudesse salvar uma vida. Você ligaria?

19 de abril de 2017

Eu sempre acho que cheguei ao fundo do poço. Que já sofri tudo o que havia pra sofrer.
Quase namorei. Fugi de um relacionamento de transição porque me sentia mal procurando por você.

Uma amiga disse que eu deveria colocar mais pessoas na minha vida pra cobrir cada pedaço teu. Mas acho que nem se eu colocar o mundo todo irei conseguir suprir a falta que eu sinto.
Vou precisar de alguém pra falar de Adventure Time, alguém pra beber cervejas especiais, alguém pra fazer degustação, alguém pra cozinhar sem sal, alguém pra fazer piada de humor negro, alguém pra me acalmar, alguém pra dizer que posso errar, alguém pro sexo, alguém pra falar de outras realidades, alguém que fale sobre os sobrinhos...

É muita gente.
Eu tô no fundo do poço. Eu me permiti desconstruir toda a fortaleza que eu demorei anos pra levantar.
Eu não sou mais nem a sombra da pessoa apaixonante que eu era. Eu não tenho mais brilho.

Tudo se apagou.
Até minha fé.

Sei lá onde enfiei o amor-próprio que eu tinha.
Tá tudo uma bosta e eu só sei reclamar.

Eu to me segurando pra não te ligar. E eu não vou. Embora eu saiba que talvez isso hoje fosse a única coisa que de fato iria me fazer bem.
Ando tendo sonhos estranhos.
Você sempre aparece como algoz.

Tem tanta coisa aqui. Tanta mágoa.
Hoje é um daqueles dias onde eu queria morrer. Morrer só pra ver se eu paro de chorar, só pra ver se para de doer.

17 de abril de 2017

Sobre o vazio das lembranças

Ontem foi mais um dia onde recordar doeu.
As pessoas dizem que eu tenho que superar. É, eu também acho isso. Eu tenho que esquecer.
Mas eu consigo esquecer? É uma bosta ficar lembrando de como era simples ser feliz com você do lado. É um saco lembrar do som da sua risada ou de como eu ficava toda boba te olhando enquanto você roncava profundamente ao meu lado.
É um saco relembrar todas as conversas de bar, as cervejas, seus gostos, ou você cozinhando. Foi tanta coisa em tão pouco tempo.
Eu sei que não dá pra voltar no tempo e consertar. Eu só não consigo conviver com esse vazio. Dói.
Dói tanto que tenho vontade de bater com a cabeça só pra esquecer. Eu sempre tive medo de ter Alzheimer por conta do meu avô. Hoje eu queria que a doença fosse hereditária. É isso ou morrer.

É drama?
Não sei.
Eu tiro forças não sei de onde.
Enquanto isso você deve estar feliz. Vivendo sua vida, amando outras pessoas.
Invejo sua capacidade de me ignorar, de fazer de conta que eu não existo.

E de fato eu não existo.
Eu não importo.

"I was cryin' when I met you / Now I'm tryin to forget you / your Love is sweet misery / I was cryin' just to get you"

Depois de um mês eu peguei meu carro novamente. Eu ando devagar que é pra não ter perigo.
Eu não sei até quando eu vou suportar tudo isso.

No Rio eu tive outra crise.
Eu calo muita coisa.

O que mais me deixa puta nessa história é que a gente se dava tão bem.

15 de abril de 2017

Como é escrever no meio de uma crise de ansiedade

Boa noite.
Estou em mais uma das minhas crises de ansiedade.
Sem um telefone amigo pra ligar.
Sem uma voz pra me acalmar.
Longe de casa.
A respiração ofegante marca o compasso.
O coração acelera e a boca seca.
O estômago dói. Eu fico sem ar.
As lágrimas vão caindo.

Ninguém se importa.
Não faz diferença.

14 de abril de 2017

E se você for um dos porquês?

Acabei de assistir 13 reasons why.  Você obviamente sabe do que se trata.
Meu estômago está revirando.  Já conversarmos sobre suicídio algumas vezes.
Sou uma sobrevivente?
Não sei.
Parte de mim morreu nesse meio tempo.
Ainda ontem estava falando sobre ter um coração partido e superar.
Eu ainda não esqueci.
O que mais me machuca não é o final da relação em si. É o silêncio que ficou. São todas as mensagens não respondidas. Como se eu não existisse. Como se eu nunca tivesse sido importante.
Dói.
Dói porque pra mim foi importante.

Não será eu escrevendo aqui que vai fazer as coisas mudarem.
Não serão estas palavras que vão fazer você ligar só pra perguntar se está tudo bem.

Eu só queria achar uma saída pra tudo isso.

8 de abril de 2017

Cartas sem resposta #1

Eu quero tanto a minha casa.
Eu quero tanto ouvir a sua voz. Sua voz me acalma. Seria um alívio receber uma ligação nem que fosse só pra ouvir um rápido "oi, tudo bem?" e só.

O Rio vem se tornando o Hell de Janeiro, que na verdade é março. Que se estende até abril.
De novo estou doente. Minha imunidade baixou de tal forma que eu tô protelando ir ao médico porque estou trabalhando.

Lembra que ano passado eu estava com suspeita de caxumba e era só minha sinusite que tinha me pego de jeito? Então, mesma coisa esse ano.

Só que eu ainda não fui ao médico.

Eu quero minha casa. Quero ouvir sua voz.
Quero um pouco de paz.

3 de abril de 2017

Da Barra, RJ

Receber agressões gratuitas num lugar onde me escondo é ruim. Não é esconderijo, é refúgio.
Quase um mês longe de casa.
Férias chegando.

Eu continuo pensando todos os dias em você.
Faço algumas tentativas de contato sabendo que você não vai responder. Eu não faço ideia do motivo desse silêncio todo.
Acho que eu já não me machuco mais com a ausência, com esse vazio que ficou. Mas eu sinto falta. Eu sinto saudade.
Saudade do cheiro, da risada, do som da sua voz.

O Rio, mesmo com todas suas "coisas mais lindas e cheia de graça", não conseguem apagar a memória dos dias bons que vivi ao teu lado.
Não se vive de passado, mas o tempo não existe. Somos movimento.

Fui visitar o Museu do Amanhã. Se quiser espie as fotos no meu instagram.
O passado, presente e futuro se conectam de alguma forma dentro da existência.

Faz um tempo que não tenho notícias tuas e acho que dificilmente terei. Você aprendeu a colocar limites nas sua relações. Admiro isso.

Você faz falta.
Neste momento estou na Barra da Tijuca. O Rio é interessante. Acho que estou me sentindo em casa nesta noite não tão quente. A avenida das Américas movimentada me lembra a avenida de casa.

Você faz falta.

É... Você realmente faz falta.

21 de março de 2017

Sobre o universo esfregando a sua existência na minha cara

Tá foda.
Tá bem foda. Eu acordo bem e vou trabalhar.
Perdi quatrocentos reais essa semana.

Estou tentando manter o bom humor, mesmo com tudo correndo contra.
Uma colega de trabalho me chama para mostrar as meias. Adivinha qual a estampa das meias? Um panda. Um maldito panda. De quem eu lembro?
Saio para dar uma volta no shopping, passo em frente a uma casa de eletro eletrônicos, está tocando Chainsmokers, de quem eu lembro?
Eu volto pro trabalho. Um dos meninos está no facebook, qual o post que está na timeline dele? Um gif daquele desenho dos Ursos. Mais uma vez o panda aparece na minha frente.

Eu sinto tanta raiva de mim. Tanta raiva. Raiva porque eu ainda gosto. Porque eu espero você dizer "Volta, vamos tentar de novo".
Acho que você nunca teve noção do quanto você me fez feliz. Não que eu não fosse antes, mas você me muito mais feliz. Eu era a mulher mais feliz do mundo.

Acabou?
Acabou. Mas tem tanta coisa aqui guardada. Sabe o que me dá mais raiva? É que eu simplesmente não consigo te odiar. Nem um pouco. Nem um pouquinho sequer.
A raiva que eu sinto é de mim. Porque eu não consigo te deletar da memória e o universo faz questão de esfregar fragmentos da sua existência.
Você é a pessoa mais idiota com quem eu já me relacionei. Idiota porque você gosta(va?) de mim e ainda assim você desistiu.
Mas era(é!) a idiota que eu amo. Eu ainda te amo. Muito. Mesmo.

Agora eu to aqui. 8 minutos me separam de uma "data especial". Tô longe de casa, da família, dos amigos. E a unica pessoa de quem eu realmente sinto falta é de você.

19 de março de 2017

Sonhos

Hoje é mais um daqueles dias em que estou rezando pra bater a cabeça e ter uma amnésia.
Desde ontem a cabeça não para de pensar em você. Um segundo sequer.
Sonhei que você estava namorando com outra pessoa. Outra mulher.
Acordei com raiva. Raiva porque minha cabeça vive me sabotando. Acordei mal com a ideia de sequer imaginar que você um dia possa sentir por outro alguém o que você disse que sentia por mim.

Maldito inferno astral.
As coisas por aqui estão indo. Hoje perdi minhas notas fiscais que precisaria apresentar para reembolso.
Ganhei um feedback morno.

Eu preciso de férias.
Nessas horas eu sinto saudades do tempo em que estive em SP. Por que ali havia você. E você fez tudo valer a pena.
Como você consegue ser tão idiota, hein?
Eu passaria pelo inferno pra ficar com você. Eu quis ficar com você pro resto dos meus dias. Eu te dei meus sonhos, meus planos, minha vida. Te dei meu amor. Minha melhor parte. Eu sou uma pessoa incrível, e você sabe disso, porque você me conheceu na parte mais íntima. Nunca tive segredos com você.

Eu continuo olhando o celular. Esperando uma mensagem tua. Um sinal de vida. Um "E aí, você tá bem?" Mas eu sei que você não vai fazer isso, porque você acha que assim é melhor. Só que em momento algum você perguntou o que eu acho melhor.
Eu sou egoísta? Bastante. Da mesma forma que você é covarde.

Como alguém diz que ama e não quer ficar junto?
Eu não sou mais criança. Nem você. Somos duas pessoas adultas capazes de tomar decisões.
E você tomou as tuas: Você desistiu de mim.
É uma bosta eu desejar que você acorde pra vida e corra atrás disso. Porque se tem alguém que conseguiria mudar tudo isso, esse alguém é você.
Enquanto isso eu sigo engolindo meu ódio.

Eu só precisava de um pote de doce de leite. Não pelo pote. Mas por você tentando cuidar de mim.
Ou de chegar e ver minhas flores favoritas.

Continuo na tentativa de tentar te esquecer.
Sabe quando eu dizia: você é um sonho. Eu estava certa. Estava bom demais pra ser verdade. Era bom demais pra durar. Era perfeito demais pra existir.

Dos dias que te odeio

Daqueles dias em que eu passo o dia inteiro me xingando porque eu ainda lembro de você.
Cara, você sabe o quanto é foda?
Você é uma idiota por ter desistido.

Eu vou fazer qualquer coisa e eu sempre lembro de você.
Me sinto muito idiota. A pessoa mais babaca do Universo. Porque eu me envolvi...
Eu to aqui, chorando. Mas até aí normal, você não vai se importar mesmo.

Eu queria que você soubesse a merda que você fez, que corresse atrás do prejuízo, mas você é idiota e eu sei que você não vai fazer isso.

Te odeio por ter desistido de mim.
Muito.

10 de março de 2017

O universo conspirando

O universo não para de te esfregar na minha cara: adivinha de quem tem show hoje aqui em São José?
Esteban.

Eu até tento esquecer, mas ó, dá não.
Me faça o favor: vem tentar de novo. Porque te esquecer ou deixar de te amar é simplesmente impossível.

Cartas não entregues

Um daqueles dias pra chorar de saudade.
Eu não entendo você não querer tentar de novo.
Eu daria tudo por outra chance, não por mim, nem por você, mas por nós. Porque, enquanto juntas, acho que fomos nossas melhores versões.
A gente pode se melhorar tanto, tanto, mas tanto.

Ontem por um instante sonhei em passar um feriado com você. Viajar. Sumir do mundo.
Hoje o Daily Mix do Spotify tá naquelas de jogar na minha cara a falta que você me faz.
Aliás, música é o ponto onde eu mais sinto sua falta. Junto da melodia vem o teu cheiro na minha cabeça. E especialmente quando o teu cheiro se misturava ao meu.

Em todas as minhas entrelinhas eu tô dizendo: Volta. Vem cá, vamos tentar de novo. Mas você parece não entender.

Quando eu disse que estou praticamente namorando não foi em tom de ameaça, só estou me permitindo ter uma boa companhia. Jogo aberto.
É óbvio que se eu pudesse escolher eu escolheria você, mas você não quer ser uma escolha.

Às vezes eu ainda acredito que vou acabar casando com você.

9 de março de 2017

Carinhoso



Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus

Se você soubesse o quanto essas coisas simples como ontem me fazem feliz, acho que você me encheria de coisas simples.
Não é sobre voltar.
Eu não quero voltar, porque voltar significa regredir, significa ser como era antes. Acho que a gente mudou um pouco nesses quase dez meses.
Eu continuo te achando uma idiota por ainda não ter corrido atrás do prejuízo. É. Eu disse outra vez: por que você precisa ser igual a todo mundo e só dar valor quando realmente perder?

O sorriso bobo que você me causa é maior do que tudo.
Eu sei que pra você muita coisa deve doer, mas não vou me intrometer, estou aqui. Eu ainda estou aqui.
Eu ainda amo.

15 de fevereiro de 2017

Mantra do dia

Eu não vou te ligar. Eu não vou mandar mensagem. Eu não vou nem ligar nem mandar mensagem. Eu não vou ligar. Eu não vou desbloquear.
Eu não vou enviar um email. Eu não vou te procurar. Eu não vou atrás. Eu não vou. Não vou te esquecer. =(

8 de fevereiro de 2017

Você

Eu não posso contabilizar o tempo em que estou sem falar contigo.
Quebrei o jejum e me arrependi. Em partes. Porque a saudade continua aqui.
Saudade das coisas que eu criei. Saudade de lembrar da sua mão sob a minha enquanto dirijo. Da minha falta de habilidade para acender um cigarro perto de você. Aliás, só pra constar, semana passada eu estava tão no mundo da lua, que tentei acender um cigarro pelo lado do filtro...

Saudade do beijo. De você me olhando nos olhos. Do teu sorriso. Você sorri com os olhos às vezes. Você. Você. Você.
Você. Um milhão de vezes você.
Você na cabeça enquanto eu vou correr. Você na cabeça na soneca que eu tiro antes de ir trabalhar. Você. Você.
Você nas coisas boas. Nas coisas ruins. Você na ausência que você deixou ao ir embora sem mim.

Sério, eu paro e me pergunto: por que é que você tem que ser igual a todo mundo e só dar valor quando perder?
Porque eu ainda tô aqui. Eu estou te esperando. Eu tô paradinha, olhando pro celular, esperando você ligar. Eu tô aqui ainda, sabia?
E eu não faço ideia de por quanto eu vou estar... Eu esperaria a vida toda. Eu vou vivendo. Um dia de cada vez. Até tentei abrir o leque, aceitar uns convites pra sair, olhar a agenda e chamar as pessoas. E quanto mais pessoas eu tento enfiar na minha vida mais eu percebo que eu queria estar com você.

Tenho saído bastante com minha(s) chefe(s). E eu só consigo sentir a sua falta. Porque eu sempre sou a pessoa impar. Elas, os maridos, os filhos. E uns papos bons. Uma conversas que eu queria você participando. E você falando de trabalho. Por Deus, eu sou apaixonada por você. Por cada detalhe chato. Por cada chatice sua.

E daí?
De que adianta?
Quem se importa?

Eu sou a única que liga. Eu sou a única que liga?
Eu daria todo o meu dinheiro pra entrar na sua cabeça.

Eu tô me enganando, né?
Eu estou de novo me agarrando em qualquer coisa pra permanecer aqui...

7 de fevereiro de 2017

21:22

Domingo. 21:22
Este é o horário da sua última mensagem.
Depois disso optei por não responder. Embora eu continue olhando o celular e esperando uma manifestação sobrenatural.
É. Sobrenatural. Porque eu sei que você não vai me mandar mensagem.

São mais de 48h.
Um record para mim.
Ok que não falar com você não quer dizer que pense menos no assunto.
Nosso término é um assunto indigesto.

Na minha cabeça tem algumas peças que não se encaixam. É como se eu tivesse dois quebra-cabeças distintos misturados. Tenho todas as peças, mas tem muita coisa misturada. Um deles é quem você é de verdade, o outro, a parte que você demonstra. Ou tenta demonstrar.

Você (me) ama. Peça número 1 de N outras.
Você não vai fazer nada para ficar comigo. Peça número 2 de N outras.
Você tem medo. Peça 3/N.
Você até queria ficar comigo. Peça 4/N.
Você ama sua liberdade. Entenda: você gosta de estar solteira sem dever nada pra ninguém e poder conhecer, pegar, transar com quem você bem entender. 5/N.
Sua liberdade já não te faz tão feliz quanto antigamente. #pinguinwins 6/N

O que nisso tudo é verdade? O que nisso tudo é invenção da minha cabeça?

Eu fecho os olhos e lembro da nossa terça-feira perfeitinha. Eu fecho os olhos e lembro de todas as coisas boas.
Era só o começo, sabia?
É extremamente difícil ver que no final fiquei sozinha.

Malditos pronomes. Nesse emaranhado de tantos nós acabamos sem nós.

Sinto sua falta.

6 de fevereiro de 2017

Câncer

Passei o dia todo olhando o celular, esperando por uma mensagem que não vai chegar.
Não vai ter resposta se não houver pergunta. E eu não quero perguntar se está tudo bem. Eu sei que do teu lado está tudo ok.
Ou imagino.
Não consigo te imaginar sofrendo por amor.

Fiquei uns dias pensando na definição "você é um câncer". Um câncer consome. Há quem resita, quem lute contra, quem se trate e até se cure, mas o câncer sempre vai deixar suas marcas. Uma das coisas que eu sei é que um câncer muda a vida. De um jeito ou de outro.

Eu, claramente, pertenço ao time dos que preferem não se tratar e viver intensamente até o fim. Tomo todas as dores para mim. Acho que preferi encarar que todo mundo morre. E se meu câncer é você, não dá pra fugir muito.

Eu preciso abandonar a falsa sensação de que se eu te der apoio, ou qualquer outra coisa, você vai tentar ficar comigo.
Você não vai e você foi extremamente clara nesse aspecto. Por quê eu estou me enganando?

Sei lá, tem algo aqui dentro que me diz que você precisa mais de mim do que eu de você. E eu meio que inconscientemente concordo com isso.
Talvez por isso, por mais que doa para caralho, eu insisto em alimentar minhas esperanças de que não chegamos ao fim da nossa história.

É inevitável pensar em você.

14 de janeiro de 2017

Rascunhos retornados

Eu sempre tive o hábito de escrever nas horas boas e ruins.
É estranho ser a pessoa a ter que falar pra sua mãe que a mãe dela se foi.

Mais estranho é esse sentimento de vazio que fica.
Vovó se foi.

Pausa.
Volto dias depois.
O começo disso aqui foi ano passado.
Minha ficha sobre minha avó ainda não caiu. Sinceramente? Eu não quero que caia. Minha avó foi matriarca de uma família enorme. Vovô casou duas vezes. Do primeiro casamento são 7 filhos, do segundo, 11, dos quais mamãe é uma parte.

Dezoito filhos.
Dezessete vivos.

Uma família enorme.
Da qual minha avó durante muito tempo esteve a frente. Meu avô faleceu uns 15 anos atrás. Eu acho. Não lembro direito da data, mas eu lembro exatamente de como fiquei sabendo. O telefone tocou, eu estava no banho, mamãe atendeu. Depois disso só ouvi o choro. Não lembro do velório.

Dessa vez foi diferente. Eu já esperava. Não queria, mas já esperava.
E doeu. E dói.
Sei lá, pra mim, minha avó ainda tá viva. Sou só eu que sou uma neta desnaturada e que não vou visita-la.

2016 foi difícil.
2017 está estranho.

6 de janeiro de 2017

sobre expectativas: queria que agora ela dissesse "Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você"
Eu queria a opção de apagar tudo.
Mas não tem.

Meu coração tá cada dia mais despedaçado.
Vou manter a pose de forte.

4 de janeiro de 2017

Senhor dai-me forças pra resistir.
Aponta me um caminho de esperança.

Em ti confio, em ti espero. Cura com tua graça e teu amor toda ferida que há por aqui.
Pai de bondade, suplico que venha ao meu encontro, confortar-me com teu imenso amor.

Perdoa meus momentos de fraqueza.
Eu sem você, nada sou.

Restaura meu coração. Restaura minha vontade de continuar vivendo.

Eu não tenho mais forças, Senhor.
E sozinha eu não consigo.
Hoje é uma daqueles dias em que rezo pra morrer logo.
Se Deus pudesse me privar da dor e do sofrimento, hoje é aquele tipico dia em que eu estou implorando por isso.

O suicida pensa em tirar em própria vida. Eu não penso nisso.
Eu só cansei.

Cansei de ter esperanças de que algo alguma hora vai dar certo na minha vida afetiva.
Sério.

Cada vez que uma história minha chega no ponto onde "É melhor esquecer" eu sofro mais.
E eu não aguento mais sentir dor. Eu não aguento mais.

Eu quero bater a cabeça e acordar sem memória. Qualquer coisa que faça essa maldita dor passar.

Qual é o problema?
São as minhas escolhas? É com quem eu me envolvo? É minha falta de maturidade?
É minha falta de planejamento financeiro?
É minha falta de paciência?
Minha falta de fé?

Qual o pecado eu estou pagando agora?

Eu cansei. E eu não tenho mais forças.
E dói.

Dói.

Eu não aguento mais.