8 de fevereiro de 2017

Você

Eu não posso contabilizar o tempo em que estou sem falar contigo.
Quebrei o jejum e me arrependi. Em partes. Porque a saudade continua aqui.
Saudade das coisas que eu criei. Saudade de lembrar da sua mão sob a minha enquanto dirijo. Da minha falta de habilidade para acender um cigarro perto de você. Aliás, só pra constar, semana passada eu estava tão no mundo da lua, que tentei acender um cigarro pelo lado do filtro...

Saudade do beijo. De você me olhando nos olhos. Do teu sorriso. Você sorri com os olhos às vezes. Você. Você. Você.
Você. Um milhão de vezes você.
Você na cabeça enquanto eu vou correr. Você na cabeça na soneca que eu tiro antes de ir trabalhar. Você. Você.
Você nas coisas boas. Nas coisas ruins. Você na ausência que você deixou ao ir embora sem mim.

Sério, eu paro e me pergunto: por que é que você tem que ser igual a todo mundo e só dar valor quando perder?
Porque eu ainda tô aqui. Eu estou te esperando. Eu tô paradinha, olhando pro celular, esperando você ligar. Eu tô aqui ainda, sabia?
E eu não faço ideia de por quanto eu vou estar... Eu esperaria a vida toda. Eu vou vivendo. Um dia de cada vez. Até tentei abrir o leque, aceitar uns convites pra sair, olhar a agenda e chamar as pessoas. E quanto mais pessoas eu tento enfiar na minha vida mais eu percebo que eu queria estar com você.

Tenho saído bastante com minha(s) chefe(s). E eu só consigo sentir a sua falta. Porque eu sempre sou a pessoa impar. Elas, os maridos, os filhos. E uns papos bons. Uma conversas que eu queria você participando. E você falando de trabalho. Por Deus, eu sou apaixonada por você. Por cada detalhe chato. Por cada chatice sua.

E daí?
De que adianta?
Quem se importa?

Eu sou a única que liga. Eu sou a única que liga?
Eu daria todo o meu dinheiro pra entrar na sua cabeça.

Eu tô me enganando, né?
Eu estou de novo me agarrando em qualquer coisa pra permanecer aqui...

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