21 de março de 2017

Sobre o universo esfregando a sua existência na minha cara

Tá foda.
Tá bem foda. Eu acordo bem e vou trabalhar.
Perdi quatrocentos reais essa semana.

Estou tentando manter o bom humor, mesmo com tudo correndo contra.
Uma colega de trabalho me chama para mostrar as meias. Adivinha qual a estampa das meias? Um panda. Um maldito panda. De quem eu lembro?
Saio para dar uma volta no shopping, passo em frente a uma casa de eletro eletrônicos, está tocando Chainsmokers, de quem eu lembro?
Eu volto pro trabalho. Um dos meninos está no facebook, qual o post que está na timeline dele? Um gif daquele desenho dos Ursos. Mais uma vez o panda aparece na minha frente.

Eu sinto tanta raiva de mim. Tanta raiva. Raiva porque eu ainda gosto. Porque eu espero você dizer "Volta, vamos tentar de novo".
Acho que você nunca teve noção do quanto você me fez feliz. Não que eu não fosse antes, mas você me muito mais feliz. Eu era a mulher mais feliz do mundo.

Acabou?
Acabou. Mas tem tanta coisa aqui guardada. Sabe o que me dá mais raiva? É que eu simplesmente não consigo te odiar. Nem um pouco. Nem um pouquinho sequer.
A raiva que eu sinto é de mim. Porque eu não consigo te deletar da memória e o universo faz questão de esfregar fragmentos da sua existência.
Você é a pessoa mais idiota com quem eu já me relacionei. Idiota porque você gosta(va?) de mim e ainda assim você desistiu.
Mas era(é!) a idiota que eu amo. Eu ainda te amo. Muito. Mesmo.

Agora eu to aqui. 8 minutos me separam de uma "data especial". Tô longe de casa, da família, dos amigos. E a unica pessoa de quem eu realmente sinto falta é de você.

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