19 de abril de 2017

Eu sempre acho que cheguei ao fundo do poço. Que já sofri tudo o que havia pra sofrer.
Quase namorei. Fugi de um relacionamento de transição porque me sentia mal procurando por você.

Uma amiga disse que eu deveria colocar mais pessoas na minha vida pra cobrir cada pedaço teu. Mas acho que nem se eu colocar o mundo todo irei conseguir suprir a falta que eu sinto.
Vou precisar de alguém pra falar de Adventure Time, alguém pra beber cervejas especiais, alguém pra fazer degustação, alguém pra cozinhar sem sal, alguém pra fazer piada de humor negro, alguém pra me acalmar, alguém pra dizer que posso errar, alguém pro sexo, alguém pra falar de outras realidades, alguém que fale sobre os sobrinhos...

É muita gente.
Eu tô no fundo do poço. Eu me permiti desconstruir toda a fortaleza que eu demorei anos pra levantar.
Eu não sou mais nem a sombra da pessoa apaixonante que eu era. Eu não tenho mais brilho.

Tudo se apagou.
Até minha fé.

Sei lá onde enfiei o amor-próprio que eu tinha.
Tá tudo uma bosta e eu só sei reclamar.

Eu to me segurando pra não te ligar. E eu não vou. Embora eu saiba que talvez isso hoje fosse a única coisa que de fato iria me fazer bem.

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