6 de maio de 2017

Sinceridades!

É ruim quando brigamos.
Mas ela não é a fonte dos meus problemas.
Muito pelo contrário. É o raio de sol num dia frio que aquece.

Eu não quero mais falar sobre o que não deu certo.
É preciso seguir. Outras águas, outros ares. A gente sempre volta no mesmo assunto.

Voltei pra terapia essa semana justamente porque preciso acompanhar minhas crises de ansiedade.
No Rio também teve uma, mas essas são as coisa que eu não conto. São as coisas que eu escondo porque odeio me sentir fraca ou vulnerável.
O único assunto tolerável quando se fala em sensibilidade é o que eu sinto.
Porque aí as coisas podem ser gigantes, porque eu gosto do fato de gostar.

Acho que ela poderia me perguntar mais coisas, falar sobre outras coisas e rir de nós.
O casal apaixonado que não deu certo.
É mais difícil superar quando eu sei que ela também se perde nos sentimentos.
É maís fácil aceitarmos que a gente se gosta, mas aceitar isso não quer dizer que vamos ficar juntas ou que vamos voltar a nos relacionar.
São coisas distintas.

Não gosto da sensação de estar perdendo coisas ou pessoas que são importantes.
Ela é importante. Ela ainda é a razão dos meus sorrisos bobos e solitários.

Me incomoda ela achar que eu não estou "normal".
O que é ser normal?

Eu saio. Me divirto. Até ando passando um pouquinho dos limites na hora de beber.
É um processo lento. Eu me isolo quando estou triste. E foi isso que fiz nos últimos meses.
Não vou implorar por amor. Não vou implorar por atenção.
Sei do meu valor. E aqui nunca foi uma questão de ser ou não ser valorizada.

Engraçado quando me chamam de egoísta.
Mas cara, se eu não pensar em mim, quem vai? Ela? Outras pessoas?
Não sei se isso justifica, mas eu não posso tomar decisões tão altruístas assim.

Minha cabeça nunca para. E ela não pensa só em uma coisa. Aliás, é por isso que tenho meditado. Estou tentando. Eu estou realmente tentando.

E eu realmente gostaria de ter uma amizade com alguém tão incrível quanto ela.

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