5 de maio de 2017

Sobre a minha cabeça

Odeio a minha cabeça.
Odeio a forma como absolutamente tudo me faz lembrar você.
O dia chuvoso me joga de volta a segunda feira após o teu aniversário. Eu acordando as 4h da manhã e indo sem marcar, sem pedir autorização, pra te ver.
A chuva era fina. A sua incredulidade.
O almoço. O seu olhar que em alguns momentos não conseguia esconder o quanto você estava ao menos um pouquinho feliz por me ver.

É estranho ser outra pessoa completamente diferente quando o assunto é você.

Ontem em mais uma das tantas conversas, me disseram que é notável o quanto eu gosto. Não da pra esconder o brilho no olhar, o sorriso dos lábios.
"Vou gravar e mostrar pro mundo, porque nunca te imaginei tão apaixonada por alguém" foi uma das coisas que fui obrigada a ouvir.

Aí o lado racional volta e me dá um tapa de realidade: adiantou alguma coisa? Adiantou gostar tanto, fazer tanto se nem uma amizade legal ficou dessa história?
Adiantou alguma coisa ter tentado me tornar uma pessoa melhor, se nem companhia pra uma cerveja e um abraço eu volto a ter?

O meu melhor não serviu pra absolutamente nada.

Tem uma hora que estou tentando ler.
Consigo?
Não. A cabeça sempre volta.
É uma tortura sem fim.

O que eu queria? Uma ligação. Um convite pra uma cerveja ou um whisky, aqui ou em qualquer lugar.

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