26 de julho de 2017

Bad news

Pegar o celular e ver uma ligação perdida da minha mãe enquanto estou trabalhando não pode ser um bom sinal.

Eu tenho um quê com a morte.
Hoje mais alguém da família que nos deixa.
Acho curioso como meu feeling as vezes bate.
Eu nem sabia que ela estava doente, mas há um bom tempo eu tô querendo ir pra Campinas.
Adiei.
Adiei e perdi a oportunidade de talvez me despedir.
Essa imprevisibilidade da morte nos faz deixarmos muitas coisas de lado.
Pessoas que são importantes mas que a gente nunca diz.
Aquele café que a gente sempre diz que vai marcar mas sempre acha que vai ter tempo de deixar pra depois.
Era por isso que eu não me importava em sair daqui só pra te ver por poucos minutos.
Era por isso que eu era capaz de sair de Minas e ir te ver.
Era por isso que eu tinha vontade de largar tudo e curtir você: porque é imprevisível. Porque eu sei que uma hora não vai rolar mais, e não vai ser pelo tempo, pela distância ou pela agenda. Porque eu morria de medo de deixar pra depois e o depois não chegar.


Não que isso justifique. A vida seria um caos se fizéssemos tudo o que desejamos.


Acho que no fundo eu sempre soube a importância que você tinha/teve/tem na minha vida. A importância de ser objeto do meu amor.
E amor é vida. A vida traz movimento.
"Eu atravesso a Dutra, a cidade, os 7 mares."

Vai em paz, prima. Que Deus te receba com o mesmo sorriso enorme que marcou minhas memórias.
A nós que ficamos: força.
A você que me lê: eu te amo. Por toda a minha vida!

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