15 de julho de 2017

Sensações

Odeio as noites sozinha em casa.
É quando vem as piores sensações.
É quando me sinto mais sozinha. É isso. Eu me sinto sozinha.
Eu me sinto abandonada.

É essa a eterna sensação: de abandono.
É um terreno abandonado onde cresce erva daninha. O jardim que antes era belo e bem cuidado foi abandonado.
Parece que nem eu gosto mais de mim. Eu não sei quem sou. Eu não sei como eu era, ou o que me fazia incrível.
Eu não sei voltar nesse caminho. Porque não tem volta. Só tem o "seguir em frente".

E não dá pra passar com um rolo compressor por cima de tudo isso.
Desculpa, eu não sei fazer isso sozinha.
E o que eu mais me sinto agora é: sozinha.

Me sinto pequena. Incapaz. Irrelevante.
Incapaz de cuidar de mim. Incapaz de ser gente grande.

Por quanto tempo eu passei por cima das coisas em nome de uma maturidade?

Na minha cabeça é insano jogar fora algo que é bom.
E era bom. E é bom.

Não tem como dar reset.

Você não me deve nada. Mas eu queria tanto que você me deixasse chegar perto, que eu pudesse te conhecer um pouco mais, sem essa distância que você insiste em construir ao seu redor.

Sei lá.
Tá tudo estranho.
Eu queria dormir pra sempre só pra não pensar mais.

1/3 das postagens desse blog dizem respeito a você. Não apaguei. Só deixei como rascunho, mas tá tudo aqui ainda.
Desculpa por organizar minhas ideias aqui. Não vou te expor.

Quanto ao sexo?
Não to com cabeça pra isso. Mas até ontem de manhã eu achava que tivesse ficado "só" nisso teria sido mais proveitoso pra ambas.

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