17 de agosto de 2017

Eu preciso parar de olhar pra trás.
Preciso parar de comparar.
Na comparação ninguém vai ser o que você foi. Não vai ter alguém parecido. Ninguém.
E você não vai voltar.
Dou dois passos pra frente e volto três.
Me apaixono por uma semana tentando preencher um vazio que não vai ser preenchido.
E não é sobre não estar completa. Eu tô bem comigo. Tô tranquila. Magoada.
É uma mancha escura que me consome.
Não quero te culpar por toda essa situação. Não quero dizer: você foi uma filha da puta, covarde, sem coração.
Tá foda. Eu bebo e te mando mensagem.
Eu ainda sinto sua falta. Falta do senso de humor, da sua inteligência, do seu sarcasmo. Todas aquelas conversas.

Talvez eu esteja chorando de saudade de novo.
Às vezes eu queria que você ligasse. Só pra saber como estão as coisas.
De alguma forma eu ainda te espero voltar.

15 de agosto de 2017

Spotify tá querendo me matar!
Fresno, Rubel, Vanguart, o que mais? Vai tocar Maglore também?
Puta que o pariu. É muita decepção pra uma semana só.

Eu realmente só queria deitar e dormir por 20 anos

11 de agosto de 2017

Voltei pro aplicativo onde nós nos conhecemos. Doeu mais que um tapa na cara.

Repulsa.
É o que ando sentindo...

Um "se fode aí" e me deixa em paz.
É mágoa. É amor não curado.

9 de agosto de 2017

Hoje eu apaguei as tuas fotos do celular.
Algumas coisas que você me mandou. Como o dia em que sua sobrinha nasceu, nossa ida pra Santos, a saída com o Thiago, você e o Renato...

Muita coisa que ainda estava no celular.
Apaguei também o seu contato.

Cada dia que passa é um passo a mais.
Vamos voltar a sermos estranhas, desconhecidas.

8 de agosto de 2017

Você poderia parar de me vigiar.
Parar de vir aqui. Parar de se preocupar. Parar de se importar.

Há quanto tempo não nos falamos?
Me deixa quietinha no meu canto. Me deixa ir. Me esqueça você também.
Não deu certo. Você desistiu. Você não quis. Você me deixou ir. Você não me pediu pra ficar. Você!

Consegue reparar que em todas as decisões sempre foi "você"?
Então já que você desistiu, já que você abriu mão, você que não quis nem minha amizade, nem manter contato... Então você poderia não me ler. Não estar.

Some, cara.
Some de uma vez. Sem block, sem rastros. Sem memória.
Você não vai mudar sua postura. Você não vai mudar de ideia. Você não vai voltar. Você perdeu.

Então me deixa, que das minhas feridas cuido eu, das minhas neuras, da minha felicidade, da minha vida.
Você não quis ser parte, lembra?

O que você quer? Saber que eu ainda gosto? Saber que eu ainda penso em você? Saber se estou bem ou mal? O que muda com isso?
Nada.

7 de agosto de 2017

Tela azul do Windows

Tenho um dom de me interessar intensamente por gente que:
1. Tá longe
2. É mais complicada do que eu (sim, isso é possível)
3. É hétero
4. É só amizade

Ou tudo isso junto.
Ou nada disso.
Mais um capítulo da minha nada mole vida.

Minha biografia será linda.
Até porque depois de oito latas de cerveja, essa que agora aqui escreve sobriamente, fez o favor de tirar todas as dúvidas que poderiam habitar esse vasto e devastado coração.
Escrevi isso só pra fazer drama mesmo.

Minha vida é cômica.
É o resultado natural de uma série de fatores de sorte.
O universo conspira a favor dessa coisa teatral e engraçada.
Deus tem sido um roteirista foda.

Eu tô rindo, mas é de nervoso.
Eu criei um ponto de restauração no meu sistema, igual Windows, sabe? Pra cada insucesso num flerte eu volto pro ponto anterior. É inconsciente.
A merda é que o "ponto de restauração" é, de certa forma, pior do que o estado atual do sistema. Por que? Porque essas marcas vão ficar aqui pro resto da vida.

Eu queria formatar meu coração. Minha cabeça. Apagar de verdade essa história. Instalar outras coisas por aqui.
Quando eu acho que tá indo... Vem o universo e diz "ERRRROOOUUU" "Não foi dessa vez".
Ok, keep trying.
Keep going.

Eu tô leve. Tirei um peso enorme das costas em relação a inúmeras coisas. Especialmente àquele parzinho de olhos verdes que estavam me tirando o sono.

A grande questão agora é a raiva que as vezes bate do animal: Ailuropoda. Poda. Poda pacarai.
Precisava ser tão filha da puta? Precisava ser tão covarde?
Tô num ódio desgraçado.
E sinto raiva justamente por conta desse ponto de restauração que eu falei ali em cima... Minha cabeça quando algo não dá certo volta e pergunta "onde é que eu estava mesmo?" Aí vem o bendito filminho na cabeça. Todas as coisas bonitinhas, fofinhas, legais, incríveis, gostosas, tesudas e blá blá blá, etc etc.

Tem uma cena que não sai da cabeça faz um tempo: Aqui em casa, estávamos no sofá. Você sentada no meu colo. Teve uma troca de olhares. Eu queria saber no que você estava pensando. Seu olhar era triste e você me abraçou depois. Foram poucos segundos. Eu sempre volto nesse ponto. Eu queria sabe o que você pensou.

Como é possível estar extremamente bem e sentir raiva?
Espero que pra você tenha sido legal e prazeroso brincar com a minha vida.

6 de agosto de 2017

Sensação estranha de vazio.
Falar de você me incomoda. Na real hoje pela primeira vez me incomodou.
Incômodo.
Não me sinto confortável.
Sabe aquela coisa de pensar: porra, eu fui honesta pra caralho e pra quê? Pra nada.
Pra um monte de nada.
Foi intenso e maravilhoso.
Passaria o resto dos meus dias ao teu lado. Mas precisava ser assim?
É o caralho de uma merda ambulante que eu não vou esquecer.
Você fala e falou coisas por falar. É só olhar pros cartões que recebi. "Um dia será como planejamos". Nunca vai ser.

Das dores que carrego: essas mentiras.
Que grande merda: eu acreditei em você.
É um caralho de um desgosto tão grande.
Tão absolutamente grande.

O que é que ficou de bom dessa história? O que é que vc aprendeu comigo?

Eu me apaixono novamente.
Mas é a sua falta que eu insisto em sentir.  Problematizar? Tô chateada. Tô decepcionada.

A única vez que eu esperava que vc pedisse desculpas você não pediu.
Você não me deve nada. E nem precisa fazer algo.
Mas sei lá.
É ruim o que eu sinto agora.
E eu não queria sentir o sabor dessa coisa amarga.
Superar? Nem sei se é isso.
É algo que dói. Que vai além.

O meu mundo nunca mais vai ser o mesmo.
Acho que é isso. Eu me tornei um pouco de você.

Você poderia ser um ser humano normal. Ter recaídas. Mandar msg bêbadas. Poderia mostrar um pouco da sua humanidade. Afinal vc TB erra. Vc TB sente falta. Vc TB um monte de coisas.


Esse pseudo ar de superioridade. Essa coisa de não digo o que eu sinto. Seus jogos. Suas mentiras. Porra, qual é o seu problema?

Larga o osso. Para de vir aqui. Para de se preocupar. Ou você fica de vez ou vai embora de vez. Eu enlouqueço cada vez que sei que você passa aqui. Pra que essa preocupação de vc não vai cuidar de fato? Pra que me vigiar se você não vai mudar a porra de uma vírgula da nossa história?

Para. Por favor. E me avisa que tá parando. Aqui é o meu lugar. Desde 2003. 

Você não está mais comigo. Você não quer mais. Nem amizade. Não faz sentido. Ou você fica como amiga, amante, amizade colorida, qualquer bosta classificável ou vai de uma vez... Me esquece. E quem sabe assim.eu consiga te esquecer...

Tá doendo. Dói. Você continua me machucando com essa vigilância. Eu melhoro mas eu ainda me sinto doente. Porque tem lá, você me vigiando, com medo de eu ser infeliz...

Eu não quero esse sentimento.

Não quero pena de ninguém. Até porque, convenhamos, eu sou foda. Tenho defeitos? Opa, tenho. Mas ainda assim quem me descobre sabe o valor...

Ou fica ou vai de uma vez.

Me informe da sua decisão.

Do jeito que está não está saudável. Não pra mim. Tá me fazendo muito mal. 

Diga Adeus. Ou fica de vez.

E dizer adeus não é dar block. É conversa. 

5 de agosto de 2017

em dias como hoje eu queria que você demonstrasse quando sofre.
é ruim ser a única parte que demonstra algum sentimento.
não que isso mude alguma coisa.

mas essa ausência te deixa tão fria. tão distante.
tão desumana.

4 de agosto de 2017

Varanda de inverno

Saí do trabalho e passei naquele posto 24 horas.
Peguei quatro long necks e voltei pro carro, não sem antes desejar feliz aniversário para aquele embuste que estava no posto também.
No caminho ouvi três ou quatro versões da mesma música. Pensei em duas pessoas.

Cheguei em casa, guardei três das quatro cervejas na geladeira e fui para a varanda. Eu queria um momento comigo, ver a noite joseense e pensar na vida.
Abri a primeira cerveja. O frio e o vento não me deixaram continuar com a programação de ficar ali, sentada, só olhando, dezessete andares acima do chão.

Acho que perdi o chão faz tempo.
E por ter perdido o chão. as esperanças, o rumo, o norte, a fé, o amor-próprio, eu tô numa ansiedade.
Pensei numa metafóra.
Esse vento que sopra durante o inverno quer espalhar as sementes daquilo que eu docilmente tento plantar.
Eu quero flores. Flores nesse jardim que ficou vazio quando você resolveu desistir.

É por isso que ando perdendo o sono. Quero que os olhos verdes preencham a imensa vastidão que os azuis deixaram.
São reencontros.

Tô aqui pensando se mando mensagem pros olhos verdes dizendo que não vejo a hora de encontra-la de novo. Tô aqui pensando. E pensar me mata.
E eu penso. Penso muito.

Não é isso o que eu queria, mas é o que tem para hoje.
Um dia de cada vez.
Essa insanidade.

Mais uma cerveja, por favor.
Eu saio da varanda com saudades do verão. Saio pensando no calor que você me proporcionava.

1 de agosto de 2017

Cartas não enviadas

Oi, tudo bem?
Eu estou com puta medo de te machucar porque eu sei que de alguma forma você vem aqui.
A vida tá mudando.
Acho que a dica de lembrar como eu era antes de você fez muito sentido. E fez muito efeito. Parece que o encanto se acabou.
Parece que toda aquela vibe ruim foi embora. Você pediu pra eu lembrar. Eu lembrei. Lembrei que o amor que eu tenho por mim é e deve ser maior.
Lembrei de muita coisa. E de como era bom estar sozinha. De como eu estava completamente de boa comigo mesma, sabe?

Isso tudo não quer dizer que eu não te amo mais. Não é isso.
Eu só estou seguindo em frente. E nessa talvez algumas pessoas estão se aproximando, ressurgindo. Gente que eu nem imaginava que eu me daria bem.
Aliás, nesse sentido tem muita coisa confusa. Muitas perguntas. Perguntas que o tempo vai tratar de responder.

Eu vou amar outras pessoas. E isso não quer dizer que deixe de te amar. São amores distintos, entende?
Queria poder ter intimidade pra te contar das façanhas, lembra do papo de amizade? Queria te contar que eu tô feliz.
Só que eu tenho um puta medo de te machucar.

Eu queria que você não tivesse desistido de mim. Daríamos certo, por mais que você não acreditasse nisso. Ou acreditasse. Você nunca fala sobre seus sentimentos.
Eu tô seguindo. Por muito tempo eu me neguei a me mover. Na real eu afundei. Quis tanto ficar que fui cavando um buraco no chão e me enfiei. Cavei minha própria cova.

Você tem razão quando você diz que me fodeu. Fodeu mesmo. Tirou o Norte do lugar, tirou meu chão depois de me dar o céu. Mas isso não vem mais ao caso, tá tudo bem.
Agora eu tô aqui olhando pro celular e esperando uma mensagem de um certo ddd zero doze. Esperando. Uma mensagem. Uma resposta. Conversas. Esperando mais finais de semana como esse que passou.

Tô baixando as expectativas. Respirando.
E não vou sair do centro. Vou manter as coisas girando.

Só queria te pedir que se um dia você achar que ainda dá pra tentar, me procura. Estou seguindo. Fechei a porta. sem trancar, mas tá fechada. Me procura, não por mim, mas por você, porque se tem algo que eu queria que você tenha aprendido comigo é que vale a pena correr atrás do que a gente ama, do que faz a gente feliz. E você encontrar outro alguém... Que você seja feliz.


Um beijo. E até um dia.

PS: saudade pra caralho do sexo contigo. =X

Refrão de bolero

Eu queria colocar muito sobre as coisas que estão acontecendo por aqui.
Dessa reviravolta. Dos encontros. Dos re-encontros. Das conversas. Dos sorrisos.
Queria falar sobre ansiedade. Sobre não saber direito o que está rolando. De perder minhas noites pensando se é só mais uma amizade ou se essa overdose de conversas e encontros quer dizer algo a mais.
Eu não quero perguntar. Tenho medo de quebrar esse encanto. Medo de estragar a amizade que, por enquanto, está sensacional.

Eu adoro redescobrir pessoas. Amo mudar de opinião sobre elas e me encantar. E nesse caso a (re)descoberta me traz coisas que faz tempo ando procurando...
O cuidado tem que ser no sentido daquilo que a minha terapeuta diz: keep the rest of your life going on.

Equilibrio.
Mas como equilibrar expectativas se as regras desse jogo eu ainda não aprendi?

Improvisar ou ir direto ao ponto?
Deixar acontecer ou ter iniciativa?

Essas e outras perguntas tomam o tempo que deveria ser do meu sono.
"Eu fui sincero como não se pode ser..."