7 de agosto de 2017

Tela azul do Windows

Tenho um dom de me interessar intensamente por gente que:
1. Tá longe
2. É mais complicada do que eu (sim, isso é possível)
3. É hétero
4. É só amizade

Ou tudo isso junto.
Ou nada disso.
Mais um capítulo da minha nada mole vida.

Minha biografia será linda.
Até porque depois de oito latas de cerveja, essa que agora aqui escreve sobriamente, fez o favor de tirar todas as dúvidas que poderiam habitar esse vasto e devastado coração.
Escrevi isso só pra fazer drama mesmo.

Minha vida é cômica.
É o resultado natural de uma série de fatores de sorte.
O universo conspira a favor dessa coisa teatral e engraçada.
Deus tem sido um roteirista foda.

Eu tô rindo, mas é de nervoso.
Eu criei um ponto de restauração no meu sistema, igual Windows, sabe? Pra cada insucesso num flerte eu volto pro ponto anterior. É inconsciente.
A merda é que o "ponto de restauração" é, de certa forma, pior do que o estado atual do sistema. Por que? Porque essas marcas vão ficar aqui pro resto da vida.

Eu queria formatar meu coração. Minha cabeça. Apagar de verdade essa história. Instalar outras coisas por aqui.
Quando eu acho que tá indo... Vem o universo e diz "ERRRROOOUUU" "Não foi dessa vez".
Ok, keep trying.
Keep going.

Eu tô leve. Tirei um peso enorme das costas em relação a inúmeras coisas. Especialmente àquele parzinho de olhos verdes que estavam me tirando o sono.

A grande questão agora é a raiva que as vezes bate do animal: Ailuropoda. Poda. Poda pacarai.
Precisava ser tão filha da puta? Precisava ser tão covarde?
Tô num ódio desgraçado.
E sinto raiva justamente por conta desse ponto de restauração que eu falei ali em cima... Minha cabeça quando algo não dá certo volta e pergunta "onde é que eu estava mesmo?" Aí vem o bendito filminho na cabeça. Todas as coisas bonitinhas, fofinhas, legais, incríveis, gostosas, tesudas e blá blá blá, etc etc.

Tem uma cena que não sai da cabeça faz um tempo: Aqui em casa, estávamos no sofá. Você sentada no meu colo. Teve uma troca de olhares. Eu queria saber no que você estava pensando. Seu olhar era triste e você me abraçou depois. Foram poucos segundos. Eu sempre volto nesse ponto. Eu queria sabe o que você pensou.

Como é possível estar extremamente bem e sentir raiva?
Espero que pra você tenha sido legal e prazeroso brincar com a minha vida.

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